Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Educar

“Os pais não são amigos dos filhos. São adultos e devem funcionar como tal, traçando limites”

O psiquiatra Daniel Sampaio, que trabalha há mais de 30 anos com adolescentes e famílias, alerta: “quando as gerações ficam muito próximas, a autoridade enfraquece”Na última crónica que escreveu para a revista P2, do jornal Público, em Dezembro último, dizia que os pais estão mais próximos dos filhos como nunca, mas, em muitos casos, há um marcado défice de autoridade”. O que está a falhar? Na primeira metade do século XX, os pais estavam mais distanciados dos filhos. Existia autoritarismo e, muitas vezes, castigos físicos. A relação entre pais e filhos era de uma certa distância repressiva. A partir da segunda metade do século XX, nos anos 70 e 80, houve uma aproximação das gerações. Os pais, sobretudo, os progenitores masculinos, ficaram próximos das crianças. Do ponto de vista psicológico, isso foi muito benéfico. Mas, quando as gerações ficam muito próximas, a autoridade enfraquece. Neste momento existem muitos problemas porque os pais têm dificuldade em exercer a autoridade e a fu…

Conselhos do Papa Francisco para ir à Missa com crianças

Choros ou gritos das crianças podem atrapalhar, mas a comunidade deve incentivar a participação de toda família.
“Chata!” Respondi à minha avó quando me perguntou sobre o que eu havia achado da Missa. Na época, eu tinha uns seis anos. E olha que cresci em uma família católica, frequentando Missas e catequeses! Recordo que ir à Missa, muitas vezes, representava uma soneca durante a  homilia, pipocas doces e coloridas ou sorvete no fim. Confesso que minha participação não era exemplar, porém, creio que essa liberdade na participação foi ajudando a semear a fé em meu coração e em minha mente.

Quer ser um bom pai?

Veja os conselhos do Papa Francisco A sabedoria do Papa Francisco em forma de dicas valiosas
“Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração”, afirmou o Papa Francisco durante uma catequese na qual refletiu sobre o papel do pai na família, colocando como exemplo a parábola do Filho Pródigo. O Papa se referiu à função do pai na família, a partir de uma perspectiva positiva, deixando de lado os “perigos dos pais ‘ausentes’”.
“Toda família precisa do pai”, disse. O pai “sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza”, mas também “quanto consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”.

A arte de corrigir

Vivemos hoje em plena era tecnológica, o triunfo da correção automática. Telemóveis, iPhones, iPads… Os teclados colocados à nossa disposição são tão ágeis que nem precisamos de olhar para eles. Podemos digitar uma mensagem a uma velocidade recorde, sem especiais preocupações, pois o automatismo do dispositivo vai alterando e (supostamente) corrigindo os nossos erros de escrita. A publicidade, cada vez mais agressiva, explica que o corretor automático tem a enorme vantagem de nos fazer poupar tempo. Mas tempo para quê? Nas relações interpessoais existe também a tentação da correção automática. Quando, por exemplo, nos agarramos como a um totem à letra da lei, ao ditado de uma tradição, aos escritos de um ponto de vista sem olhar a mais, como resolução para todos os problemas que surjam. Ou quando desatamos a corrigir os outros por tudo e por nada. Nem precisamos de olhar para as pessoas. Basta-nos citar maquinalmente o número da regra que estão a infringir naquele momento, ou a nossa …

Praga só depois de Braga

Não têm um crucifixo na aula, mas devem saber o que significa. Como é bom que alguém lhes diga que não precisam de ir à Índia para aprender a meditar. Não por uma questão de fé, mas de cultura. Aquela de que estupidamente parecemos andar envergonhados. Ainda bem que há Erasmus e programas de intercâmbio e os nossos filhos não crescem fechados dentro de fronteiras, mesmo quando são as mais antigas do mundo. Ainda bem que há voos "low-cost" e alojamentos locais a preços acessíveis, e têm amigos em todos os cantos do mundo. E vivam os pais que pegam na família e viajam com ela, sem medo de tudo e de nada, abrindo-lhes horizontes. Será com certeza uma geração menos suscetível a permitir que lhe vendam, sem crítica, que há por aí Estados que raptam os filhos dos imigrantes para os dar a homossexuais, que os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço, os de Leste cortam gargantas a sangue-frio, os americanos nunca viram um mapa, ou aceitar estereotipar os outros pela sua nacionalid…

Filhos que são como estrangeiros

A depressão juvenil é um dos maiores dramas que acontecem nas famílias. Enche a casa de perplexidades e pavores, mancha a relação entre pais e filhos, intoxica todos os que se aproximam para ajudar. Primeiro dia de chuva de Outono. Horas corridas, reuniões aceleradas, encontros fugazes e conversas atropeladas. Tudo vivido numa vertigem porque a rentrée veio com força e, para cúmulo, chove, há obras por todo o lado na cidade e o trânsito fica imediatamente parado. No meio deste pára-arranca, uma curta visita profissional a um amigo que depois me acompanha pela rua, até ao carro, para termos mais tempo para conversar. Pergunto sempre pelos seus. Mulher e filhos, mas também por projectos novos e antigos, bem como por amigos comuns. Desta vez a conversa centrou-se em alguém que ambos conhecemos por ser muito novo, mas já ter um histórico grande de depressões e desânimos. A conversa fez-nos parar numa esquina e ali ficámos nesse tempo breve-demorado, em bolha, alheios ao movimento em volta. –…

Papa Francisco… e agora, o que eu faço?

“Oi pai, mãe… estou com um problema, não sei o que fazer. Por um lado…, por outro…, claro, é que… porque veja bem… e é que, se não for assim…” Quantas vezes já comecei desse jeito uma ligação para os meus pais. Nesses momentos, eu recebia quase sempre a mesma resposta: “Bem, meu filho… você é quem sabe… reflita sobre isso. O que você fizer estará bem feito. Nós estamos ao seu lado”. Eu tremia na base. Ficava muito bravo e normalmente terminava com uma sensação estranha: “então foi para isso que eu liguei?”, pensava… “Se eu já sei, então não precisaria ligar para eles”. Com o passar do tempo, a pessoa começa a perceber que recebia a resposta correta. Já conversei sobre isso com meus pais várias vezes. Minha ligação era para que outros decidissem por mim. Eu queria que os outros assumissem a responsabilidade – neste caso, meus pais. Assim, eu teria a possibilidade de colocar a culpa neles caso algo desse errado ou falhasse.

Castigar!?

"5 Ingredientes para uma criança feliz" do Dr. Mário Cordeiro

5 Ingredientes para uma criança felizNão é preciso muito para fazer uma criança feliz: o Dr. Mário Cordeiro fala-nos em 5 ingredientes muito especiais. Se gostarem, estão à vontade para partilhar. :)Podem visitar http://pumpkin.pt/familia/o-melhor-da-vida-em-familia/as-16-inspiracoes-para-criancas-e-familias-felizes para descobrir o nosso mini-guia para crianças e famílias felizes, onde encontram este e outros artigos.Publicado por Pumpkin.pt em Quarta-feira, 6 de Abril de 2016

Quero continuar a ser filha dos meus pais...

Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.
A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?

Não quero que António Costa seja pai dos meus netos

Onze horas de escola para os nossos filhos? Faz-me pele de galinha sempre que o Estado se candidata a zelador da família, substituindo-se a ela. Queria dizer ao senhor primeiro-ministro que não quero que seja pai dos meus filhos. Nem mãe. E de caminho digo o mesmo ao ministro da Educação. Escrevi-o em Abril de 2002, quando Durão Barroso acabou com as pausas letivas a meio dos períodos escolares, e repito-o em 2016, já com netos, a António Costa. Porque agora, como então, faz-me pele de galinha sempre que o Estado decide candidatar-se ao posto de zelador da família, substituindo-se a ela. De que é que estou a falar? Do anúncio de que o Governo pretende alargar a possibilidade de permanência na escola dos alunos até ao 9.º ano por um período de, nada mais nada menos do que onze horas por dia. Por outras palavras a quase totalidade do tempo em que permanecem acordados. A notícia recebeu o aplauso das associações de pais, e provavelmente de muitos pais, mesmo não associados, sem entenderem, j…

À escuta da família. Artigo de Enzo Bianchi

Em vista do Sínodo dos bispos sobre a família, foi publicado na França um importante livro com as contribuições de 36 teólogos consultados pelo episcopado francês. O livro foi traduzido ao italiano pelas Edizioni Qiqajon, intitulado La famiglia tra sfide e prospettive [A família entre desafios e perspectivas] com um amplo posfácio do prior de Bose, Enzo Bianchi. Um trecho do posfácio foi publicado no blogue Sperare per Tutti, em 07-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O anúncio do matrimónio cristão é claro e exigente, porque, na relação entre homem e mulher, que vivem uma história de amor, que estão ligados na aliança da palavra dada, está significada a aliança fiel entre Deus e o seu povo; mas é preciso manter viva a consciência de que nós nunca somos capazes de manifestar plenamente a fé de Deus, que é fiel mesmo que o seu povo seja sempre infiel. Nós, cristãos, devemos comunicar essa mensagem exigente pondo-nos de joelhos e dizendo, humildemente, que é uma palavra do Senhor, …

Pais, precisamos de filhos mais altruístas. Como?

As crianças de hoje colocam a própria felicidade acima dos outros devido à educação que recebem dos pais. Mas a sociedade está a precisar de gente mais altruísta. Como? Há cinco formas de o conseguir. Os pais de hoje parecem ter-se esquecido do significado da palavra “altruísmo”. De acordo com o estudo de Richard Weissbourd, psicólogo da Universidade de Harvard, 80% dos 10 mil jovens entrevistados afirma que os pais se sentem mais satisfeitos quando os filhos põem a sua felicidade e sucesso no topo das prioridades do que quando preferem prestar apoio aos outros. Este é um dado que faz adivinhar um futuro pouco risonho para a humanidade: “Uma comunidade saudável depende de adultos que estão empenhados em priorizar o bem comum em detrimento do seu próprio”. A consequência do incumprimento destes valores são 30% de estudantes agredidos em ambiente académico, mais de metade das raparigas passaram por episódios de assédio sexual e mais de 50% admitiu mentir ou trapacear na escola. Em suma, e…

Catequese do Papa sobre a figura paterna

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Retomamos o caminho das catequeses sobre família. Hoje nos deixamos guiar pela palavra “pai”. Uma palavra mais que qualquer outra querida a nós cristãos, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a chamar Deus: pai. Hoje o sentido deste nome recebeu uma nova profundidade justamente a partir do modo em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua especial relação com Ele. O mistério abençoado da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã. “Pai” é uma palavra conhecida por todos, uma palavra universal. Essa indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. Hoje, todavia, chegou-se a afirmar que a nossa seria uma “sociedade sem pais”. Em outros termos, em particular na cultura ocidental, a figura do pai seria simbolicamente ausente, dissipada, removida. Em um primeiro momento, a coisa foi percebida como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai …

Os Meus Queridos Avós

Os Meus Queridos Avós: Imagino-os idênticos a uma árvore grande, bela, robusta, sólida e duradoura Com fortes raízes e um tronco capaz de suportar todas as adversidades E onde circula a seiva que dá a energia e sustenta toda essa árvore Uma árvore repleta de vida e de frutos! Com frutos de várias cores, texturas, aromas e sabores Uma árvore capaz de crescer, apoiar e entrosar-se noutras árvores Capaz de receber o sol, a chuva, o tempo ameno e as tempestades Dotada de história, experiência e sabedoria! Apta para ser, viver, querer eaprender … Hábil para não se distanciar da sua essência e das suas raízes… Preparada para acarinhar e educar! Ampla nos valores e na fé como S. Joaquim e S. Ana! Perdurável no amor! Perene em DEUS! Obrigado, ó Deus, pelo dom e pela bênção dos nossos queridos Avós! Obrigado a todos os avós!
Equipa de Pastoral Arciprestal de Vila Nova de Famalicão

Construir sobre a rocha - Catequese para a família

Faz pouco mais de um ano que o meu pai faleceu e, durante a missa do funeral, enquanto nos despedíamos dele, eu senti ao mesmo tempo uma dor imensa e uma intensa alegria. Depois, conversando com as amigas que me acompanhavam, eu me lembro de ter dito que o meu maior agradecimento ao meu pai era pela fé e pela confiança na providência divina que ele tinha me transmitido. Era aquela, para mim, a herança mais preciosa. É ela que me mantém de pé sobre rocha. E esta é a herança que eu também quero deixar para os meus filhos, familiares e amigos. O primeiro passo é ser conscientes da sua importância. Podemos deixar muitas coisas para os nossos filhos: estudos, bons colégios, viagens, esporte, computadores, idiomas, cursos... Tudo isso é muito bom e necessário. Mas se nos esquecemos de ensinar a eles o imenso Amor de Deus ou o escondemos no fundo do nosso coração ou nos limitamos a uma série de costumes e tradições, vamos deixá-los indefesos diante da vida e das tormentas que os esperam. Estar…

10 dicas da ciência para criar filhos felizes

A missão de criar filhos nunca foi considerada fácil, mas há várias maneiras de orientar pais de primeira viagem. O site LiveScience elencou dez dicas úteis que os pesquisadores dão para educar crianças bem ajustadas.  Confira:
10 – Brinque desde muito cedo Uma criança precisa de pais que possam representar uma companhia divertida nas horas alegres. Por essa razão, os cientistas destacam o papel fundamental das brincadeiras na vida entre pais e filhos desde a tenra infância. Brincadeiras agregam criatividade e saúde psicológica aos pequenos.


A mãe ajuda os filhos a ver os problemas da vida com realismo e a superá-los

Palavras do papa Francisco no terço do último sábado, na basílica de Santa Maria Maio: “Maria é mãe e uma mãe se preocupa acima de tudo com a saúde dos filhos. Ela sabe cuidar da saúde dos filhos sempre com grande e terno amor. Nossa Senhora cuida da nossa saúde. O que é que isto quer dizer? Eu penso em especial em três aspectos: ela nos ajuda a crescer, a encarar a vida e a ser livres”, disse o bispo de Roma depois do terço do último sábado, 4 de maio, quando tomou posse formalmente da basílica de Santa Maria Maior, na Cidade Eterna. O papa explicou o papel fundamental da mãe na família: “Não se educa, não se cuida da saúde evitando os problemas, como se a vida fosse uma rodovia sem obstáculos. A mãe ajuda os filhos a olhar para os problemas da vida com realismo e a não se perder no meio deles, mas a encará-los com valentia, a não ser fracos e a saber superá-los, no equilíbrio sadio que a mãe 'sente' entre as áreas de conforto e as áreas de ris…

Querido filho! - DIA DA MÃE