Avançar para o conteúdo principal

Voltar a saber ler

«Devemos ser leitores puros que lêem para ler, que sabem ler e lêem simplesmente. Homens que lêem uma obra só para a ver e compreender, só para a ler e acolhê-la, para alimentar-se e nutrir-se, como de um alimento precioso para crescer, para adquirir valor, interiormente, organicamente.»

Homens que sabem ler e sabem o que significa ler, isto é, penetrar dentro de uma obra. Muitas vezes fazer-me uma pergunta ingénua: mas o senhor lê todos os livros que lê ou cita?
Ler é uma arte que se aprende com um pouco de paixão pessoal, compromisso e exercício, mas também com uma predisposição de partida, com um dote da natureza. E esta arte compreende a capacidade de percorrer o texto com inteligência, sem o pedantismo de quem segue de forma mecânica, linha por linha, sem gradações e capacidades intuitivas.
Trata-se de uma arte cada vez mais abandonada nos nossos dias televisivos, confiados ao imediatismo das imagens, à superficialidade da piada, à banalidade da tagarelice.
Charles Péguy (1873-1914), poeta francês, recorda-nos com as palavras que citei acima, quão importante é a leitura que «penetra dentro de uma obra», a leitura autêntica que é o nutrimento da alma ("nutrimentum spiritus", lia-se no frontão de antigas bibliotecas.
Estilo e enredo, imagens e descrições estão - nas obras de valor - intimamente entrelaçadas com a mensagem, e é por isso que sabem conquistar fantasia e pensamento, emoção e vontade.
É claro que nem todos os livros são assim, muitas são as páginas só para folhear, outras até a serem evitadas. Mas nos nossos dias é necessário voltar a ler e a reflectir, a compreender e a acolher dentro de si uma mensagem, na pacatez da verdadeira leitura.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi
In Avvenire
Trad.: SNPC
Imagem: diy13/Bigstock.com
Publicado em 24.04.2018

Mensagens populares deste blogue

Papa Francisco recebe em audiência 35 mulheres separadas e divorciadas

Na segunda-feira, 26 de junho, o Papa Francisco recebeu em audiência privada no Vaticano, um grupo de 35 mulheres separadas e divorciadas da Arquidiocese espanhola de Toledo.

Mais de 46 pares de noivos preparam matrimónio em Famalicão

Iniciaram a sua preparação para o casamento no passado domingo, dia 15 de abril, no Centro Social e Paroquial de Ribeirão, 46 pares de noivos, sob a orientação de uma equipa de seis casais oriundos das paróquias de Esmeriz, Fradelos, Lousado e Ribeirão, bem como do assistente deste CPM, o padre António Machado, pároco das freguesias de Fradelos e de Vilarinho das Cambas. A equipa é coordenada pelo casal Ana Maria Almeida e Adão Manuel Rocha, da paróquia de Ribeirão.

Mãe, obrigado!

Mãe, Tu, Que a partir do momento que aceitaste o dom da vida, Desde da fecundação do teu filho… até hoje, Todas os dias, Ao longo da tua vida, Sempre. Sem nunca deixares de te preocupar, Estiveste sempre ao seu lado.