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A missa não se paga. A missa é o sacrifício de Cristo, que é gratuito"

«A missa não se paga. A missa é o sacrifício de Cristo, que é gratuito. A redenção é gratuita. Se queres fazer uma oferta, fá-la, mas não se paga. É importante compreender isto», afirmou hoje o papa, no Vaticano.


As palavras de Francisco, citadas pela Sala de Imprensa da Santa Sé, foram proferidas durante a audiência geral, cuja catequese prosseguiu a explicação dos ritos realizados na missa, tendo-se centrado na oração eucarística.

«Se eu tenho qualquer pessoa, parentes, amigos, que passam necessidade ou passaram deste mundo para o outro, posso nomeá-los nesse momento, interiormente e em silêncio, ou fazer com que o seu nome seja dito. “Padre, quanto tenho de pagar para que o meu nome seja dito?” “Nada.” Compreendeis isto? Nada», frisou o papa.

A oração eucarística, que começa após a apresentação do pão e do vinho, rito comummente conhecido por "ofertório", constitui «o momento central» da missa, «ordenado para a santa Comunhão», explicou Francisco.

Os gestos deste momento da celebração correspondem ao que «o próprio Jesus fez, à mesa com os apóstolos na Última Ceia, quando deu graças sobre o pão e depois sobre o cálice de vinho», referiu, antes de assinalar: «O seu agradecimento revive em cada nossa Eucaristia, associando-nos ao seu sacrifício de salvação».


«Nada nem ninguém é esquecido na oração eucarística, mas cada coisa é reconduzida a Deus»


«Nesta solene oração a Igreja exprime aquilo que realiza quando celebra a Eucaristia e o motivo pela qual a celebra, ou seja, fazer comunhão com Cristo realmente presente no pão e no vinho consagrados», apontou Francisco.
O missal prevê várias fórmulas de oração eucarística, embora todas tenham elementos comuns: em primeiro lugar, o prefácio, «ação de graças pelos dons de Deus, em particular pelo envio do seu Filho como Salvador, concluída pela aclamação do "Santo", normalmente cantada», em que «toda a assembleia une a sua voz à dos anjos e santos para louvar e glorificar Deus».
Segue-se «a invocação do Espírito Santo, para que, com o seu poder consagre o pão e o vinho», indicou o papa, salientando que «a ação do Espírito Santo e a eficácia das mesmas palavras de Cristo proferidas pelo sacerdote tornam realmente presente, sob as espécies do pão e do vinho, o seu Corpo e o seu Sangue, o seu sacrifício oferecido na cruz de uma vez por todas. É o "mistério da fé"».
«É esta a graça e o fruto da Comunhão sacramental: alimentamo-nos do Corpo de Cristo para nos tornarmos, nós que dele comemos, o seu Corpo vivo hoje no mundo», observou.
Na oração eucarística pede-se a Deus para «recolher todos os seus filhos na perfeição do amor, em união com o papa e o bispo, mencionados pelo seu nome, sinal de que se celebra em comunhão com a Igreja universal e com a Igreja particular».


«[A oração eucarística] ensina-nos a cultivar três atitudes que não devem nunca faltar nos discípulos de Jesus»


«A súplica, como a oferta, é apresentada a Deus por todos os membros da Igreja, vivos e defuntos, na expetativa da feliz esperança de partilhar a herança eterna do céu, com a Virgem Maria e os santos. Nada nem ninguém é esquecido na oração eucarística, mas cada coisa é reconduzida a Deus», realçou o papa.
Francisco expressou a convicção de que apesar de se tratar de uma «forma antiga» de oração, que talvez possa ser sentida como «algo distante», se o seu significado for bem compreendido, então a participação será melhor.
«[A oração eucarística] ensina-nos a cultivar três atitudes que não devem nunca faltar nos discípulos de Jesus: primeiro, aprender a dar graças, sempre em qualquer lugar, e não só em certas ocasiões, quanto tudo corre bem; segundo, fazer da nossa vida um dom de amor, livre e gratuito; terceiro, construir a comunhão concreta, na Igreja e com todos. Portanto, esta oração central da missa educa-nos, a pouco e pouco, a fazer de toda a nossa vida uma "eucaristia", ou seja, uma ação de graças», concluiu o papa.

 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: lightpoet/Bigstock.com
Publicado em 07.03.2018

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