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Papa lembra aos europeus: “A família é um tesouro precioso”

O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira (1 de Junho 2017) no Vaticano, os participantes do encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas (FAFCE).

Perante os membros da FAFCE, que celebra o seu 20.º aniversário, o Papa elogiou o trabalho que engloba instituições de 14 países, ao serviço da “sacralidade da vida”, promovendo a “aliança entre gerações” defendendo o “direito à vida do nascituro, que ainda não tem voz.”

Convidou todos a assumir a sua identidade cristã e ir ao encontro dos outros, a fim de construir “um mundo mais humano e mais fraterno.”

Essa associação “é chamada a contagiar outras no serviço às famílias, para que a Europa continue tendo a família como um tesouro precioso. A imagem do tesouro sempre esteve presente na conferência que reuniu, em Roma, famílias de vários países europeus. É uma imagem que reflete muito bem a estima que todos devem ter pela família”, disse o Pontífice.

“As famílias não são peças de museu, mas através delas se concretiza o dom no compromisso recíproco, na abertura generosa aos filhos e no serviço à sociedade. Deste modo as famílias são como um fermento que ajuda a fazer crescer um mundo mais humano, mais fraterno, onde ninguém se sinta rejeitado e abandonado.”  “A sua atividade se resume no serviço integral à família, célula fundamental da sociedade”, conforme recordado por ele às Autoridades da União Europeia.

O Papa recordou algumas passagens da Exortação Apostólica Amoris laetitia, sublinhando que a família torna “concreto o dom através da beleza e a alegria do amor recíproco”.

Não “há melhor aliado para o progresso integral da sociedade do que o favorecer a presença das famílias no tecido social” disse o Papa. E indicou que “a unidade de todos os membros da família e o compromisso solidário de toda a sociedade são aliados do bem comum e da paz, também na Europa.”

A família é “comunhão de pessoas” e isso permite a experiência e a inserção na grande “família humana” em que é central o desafio de uma “cultura do encontro”, indicou.

“O estilo familiar que vocês propõe difundir não está sujeito a nenhuma ideologia contingente, mas se baseia na dignidade inviolável da pessoa. É baseando-se nesta dignidade que a Europa poderá ser realmente uma família de povos”, disse ainda o Pontífice.

Francisco indicou que “Europa vive hoje quatro crises: demográfica, migratória, trabalhista e educacional. A resposta a estes desafios está na família, “modelo operacional, testemunha da unidade na diversidade e diálogo”.

“Não é preciso esconder a própria identidade cristã. É importante que as famílias saiam de si mesmas para encontrar os outros”, indicou.

Recordou também a ligação entre as gerações: “O seu serviço à sacralidade da vida se concretiza na aliança entre as gerações, no serviço a todos, especialmente aos mais necessitados, às pessoas com necessidades especiais e aos órfãos. Concretiza-se na solidariedade aos migrantes, na arte paciente de educar que olha para cada jovem como sujeito digno do amor familiar. Concretiza-se no direito à vida do nascituro que ainda não tem voz e nas condições de vida digna dos idosos.”

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