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Unidade dos Cristãos

Amanhã termina mais uma Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Que passos concretos damos nós no caminho dessa união? Um pouco por todo o lado, assistimos a momentos de oração com os nossos bispos e responsáveis de diversas Igrejas... E nas restantes 51 semanas?
Este ano o Papa quis celebrar juntamente com os Luteranos os 500 anos da Reforma Protestante. Foi a 31 de Outubro de 1517 que Martinho Lutero afixou na porta da igreja de Wittemberg as 95 teses que queria debater, principalmente com aqueles que defendiam e "vendiam" as indulgências. Os temas principais eram a penitência, as indulgências e a salvação pela fé. O objetivo deste monge agostiniano não era dividir a Igreja como aconteceu, mas renová-la, como o afirmou o Santo Padre no passado dia 19 em Roma.
O que é que podemos aprender com esta semana e mesmo com esta comemoração do 5º centenário de Wittenberg?
O texto que ouvimos este domingo de São Paulo aos Coríntios, parece-me dar uma grande ajuda: «Estará Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Foi em nome de Paulo que recebestes o Batismo?» É óbvio que a oração é fundamental. Ela é o alimento quotidiano. É a surgente da água que sacia a nossa sede de felicidade, de futuro, de esperança, de Jesus Cristo. No entanto, devemos no nosso quotidiano abandonar os nossos egoísmo que dão tanto contratestemunho.
Talvez a maioria dos católicos portugueses não se confronte diariamente com irmãos de outras confissões cristãs, porém convivem com homens e mulheres da mesma fé. Essa relação dá-se no trabalho, nos tempos de lazer e na celebração da fé, seja na igreja paroquial ou em movimentos eclesiais. Sofro quando vejo certas rivalidades entre esses. "Dói-me a alma" quando me deparo com grupos e "grupetos" a revindicar para si mais espaço ou maior importância. Tristemente constato que, em muitos casos, são os padres e outros responsáveis, diocesanos ou consagrados das diversas ordens ou congregações religiosas, que direta ou indiretamente fomentam estas divisões e egoísmo.
Rezemos pois pela unidade dos cristãos. Mas essa oração só será válida se soubermos dar passos concretos no respeito pela diversidade, a começar por não nos vangloriar dos nossos feitos e das nossas diferenças na vivência da espiritualidade dos nossos movimentos católicos.
Desejo-vos uma semana verdadeiramente orante.

 

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