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Sagrada Família: experimentar a alegria do perdão

Domingo 27 de dezembro, Domingo da Sagrada Família– na Basílica de S. Pedro o Papa Francisco presidiu à Eucaristia celebrando o Jubileu das Famílias no Ano Santo da Misericórdia.
Peregrinar e rezar em família vivendo a alegria do perdão e da misericórdia na vida de todos os dias – este o desafio do Papa Francisco para as famílias do mundo. Não perder a confiança na família, abrindo o coração sem nada esconder.
 Partindo da narrativa apresentada por S. Lucas no Evangelho o Santo Padre focalizou a sua atenção na viagem de Jesus, Maria e José “como peregrinos a Jerusalém pela festa da Páscoa”.
“O facto mais interessante posto em evidência pela Palavra de Deus” – disse o Santo Padre – “é a peregrinação ser feita pela família inteira: pai, mãe e filhos vão, todos juntos, à casa do Senhor a fim de santificar a festa pela oração. É uma lição importante oferecida também às nossas famílias” – salientou o Papa Francisco:
“Como nos faz bem pensar que Maria e José ensinaram Jesus a rezar as orações! E saber que, durante o dia, rezavam juntos; depois, ao sábado, iam juntos à sinagoga ouvir as Sagradas Escrituras da Lei e dos Profetas e louvar o Senhor com todo o povo! E que certamente rezaram, durante a peregrinação para Jerusalém, cantando estas palavras do Salmo: «Que alegria, quando me disseram: “Vamos para a casa do Senhor!” Os nossos passos detêm-se às tuas portas, ó Jerusalém» (122/121, 1-2)!”

“Como é importante, para as nossas famílias, caminhar juntos e ter a mesma meta em vista!” – acentuou o Santo Padre que afirmou não existir nada de mais belo do que uma mãe e um pai abençoarem os seus filhos todos os dias: “Fazer na sua fronte o sinal da cruz, como no dia do Baptismo” – disse o Papa Francisco que considerou serem estes pequenos gestos mas que “expressam o grande papel formativo que a família possui”.
“No final daquela peregrinação, Jesus voltou para Nazaré e era submisso a seus pais” – recordou o Papa citando o texto de Lucas e declarando que “também esta imagem contém um ensinamento estupendo para as nossas famílias; é que a peregrinação não termina quando se alcança a meta do santuário, mas quando se volta para casa e se retoma a vida de todos os dias, fazendo valer os frutos espirituais da experiência vivida”. Em particular no regresso de Jesus a casa o Papa Francisco quis salientar o facto de Jesus ter ficado ainda no Templo em Jerusalém não acompanhando os seus pais:
“Sabemos o que Jesus então fizera: em vez de voltar para casa com os seus, ficou em Jerusalém no Templo, causando uma grande aflição a Maria e a José que não O encontravam. Provavelmente, por esta sua «escapadela», também Jesus teve que pedir desculpa a seus pais (o Evangelho não diz, mas acho que podemos supô-lo). Aliás, na pergunta de Maria, subjaz de certo modo uma repreensão, ressaltando a preocupação e angústia dela e de José. No regresso a casa, com certeza Jesus uniu-se estreitamente a eles, para lhes demonstrar toda a sua afeição e obediência.”
Na conclusão da sua homilia o desejo do Santo Padre para todas as famílias neste Ano Santo da Misericórdia:
“No Ano da Misericórdia, possa cada família cristã tornar-se um lugar privilegiado onde se experimenta a alegria do perdão. O perdão é a essência do amor, que sabe compreender o erro e pôr-lhe remédio. É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão, porque se tem a certeza de ser compreendidas e amparadas, não obstante os erros que se possam cometer.”
Não percamos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão. A vós todas, queridas famílias, confio esta missão tão importante de que, hoje, o mundo e a Igreja têm mais necessidade do que nunca.”

 iMissio (27-12-2015)

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