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No final de mais um ano...

Estamos no final de mais um ano e nesta etapa derradeira de mais um ano vivido e experienciado, provavelmente, surge no pensamento de cada um os planos, os desejos, os projetos, as intenções para o novo ano que já está à porta. Todos ansiamos por um ano novo melhor ou pelo menos igual (ou nunca pior) ao que finda. Endereçamos votos de Bom e Feliz Ano Novo aos amigos e aqueles que amamos. Quando esboçamos este tipo de votos e sentimentos parece que estamos sempre a pedir mais…
Este é um facto sentido pela maioria das pessoas e que em nada nos deve perturbar, mas que nos deve impulsionar a refletir, a fazer uma revisão e a questionar em que sentido o que ansiamos e desejamos para nós, para os nossos familiares e para os nossos amigos, é verdadeiro e sentido. 

Confrontados com o término de mais um Natal, que deveria ser, sempre, uma época festiva verdadeira, com a celebração do Nascimento de Jesus, o nosso Salvador, que fosse vivido como tempo de paz, de caridade, de alegria, de solidariedade e de amor, assistimos a um cenário onde vemos as pessoas cada vez mais desligadas do verdadeiro sentido do Natal. Talvez, por causa da moda e das tendências, do consumismo, da desorientação… observamos que todos se perdem no meio de tantos presentes, de tanta correria e até do pai-natal e do acessório… 
Tem sido assim, um ano após o outro, pouco a pouco, observamos, percorremos e presenciamos um Natal despido, materialista, oco, vazio, egoísta... Então, colocamos a questão, onde estão os nossos verdadeiros sentimentos? O que podemos desejar de verdade, para este tão próximo ano novo, para cada um, para a nossa família, para os nossos amigos e para todos?
Devemos refletir e ter no pensamento que será desejável e bom procurar nunca ferir ou magoar aqueles que estão ao nosso lado, aqueles que fazem parte de nós, os familiares, os amigos, os outros, o próximo … o nosso irmão. Que será desejável, fácil, tranquilo e pouco exigente, estarmos presentes, olharmos e encontrarmos no outro alguém que possamos acalentar, confortar, envolver, abraçar, alegrar, perdoar, cuidar, respeitar, levar paz, amar…
Mas como podemos concretizar estes aspetos no nosso dia-a-dia…?
Na homilia do passado domingo, na celebração da Sagrada Família, o Papa Francisco, desafiou-nos a experimentar a alegria do perdão e indicou-nos, para este ano da Misericórdia, um caminho com sentido para vivenciarmos e provarmos em família “que cada família cristã possa tornar-se um lugar privilegiado onde se experimenta a alegria do perdão. O perdão é a essência do amor, que sabe compreender o erro e pôr-lhe remédio. É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão, porque se tem a certeza de ser compreendidas e amparadas, não obstante os erros que se possam cometer.” Continuando, solicitou que “Não percamos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão. A vós todas, queridas famílias, confio esta missão tão importante de que, hoje, o mundo e a Igreja têm mais necessidade do que nunca.”

Bom ano para todos e para todas as famílias!

Equipa Arciprestal da Pastoral Familiar -
Vila nova de Famalicão 


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