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Deus no centro da família

Na família de Nazaré, Deus ocupa um lugar central. 
E na nossa?

Em 1917, em plena 1ª Guerra Mundial, o Papa Bento XV acrescentou às ladainhas do terço a jaculatória “Rainha da paz” implorando pela paz no mundo. No encerramento do Concílio Vaticano II, Paulo VI pediu que acrescentássemos outra, “Mãe da Igreja”, para colocar a Igreja sob a proteção de Maria. A última adição às ladainhas é de João Paulo II: “Rainha da família”. São três preocupações, expressadas dessa maneira, por diversos pontífices: paz, Igreja, família.

No último domingo do ano, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família, apresentando-nos o exemplo do lar de Nazaré, no qual convergiram as três pessoas mais amadas pelos cristãos: Jesus, Maria e José.

Eles são um modelo de fé e fidelidade. A Virgem Maria é aquela que “conservava todas as coisas em seu coração”, coração que seria atravessado pela espada da dor, segundo a profecia o idoso Simeão no templo.

A alegria e a dor se misturaram nas vidas de Maria e José. Os evangelistas nos deixam poucas palavras de Nossa Senhora, e nenhuma do santo patriarca, mas nos contam suas ações, sempre motivadas pelas mensagens que Deus lhe enviava, da aceitação da sua esposa em momentos de incerteza à fuga e retorno do Egito.

Na família de Nazaré, Deus ocupa um lugar central. O chefe da família, José, e a Mãe, Maria, vivem em função de Jesus.

Pensando em nossa família concreta, podemos nos perguntar: Deus ocupa um lugar central em nosso lar? Ou o centro é ocupado pela TV, pelo computador...?

Tudo o que constitui um lar é bom – também a TV e o computador, claro –, mas devemos procurar que Deus ocupe um lugar preferencial. Que não nos aconteça como em algumas casas nas quais há tantos móveis, tapetes e enfeites, que acaba sendo incômodo estar lá.

As ocupações e preocupações de uma família não podem levá-la a deixar de lado sua relação com Deus, que é o selo de toda família cristã.

Falta muito pouco para que o ano acabe e que chegue 2014. Por este motivo, as pessoas preparam todo tipo de comemorações. Isso é muito bom, mas procuremos dar um sentido a esta mudança no calendário, que vá além da contagem regressiva, dos brindes e fogos de artifício.

Façamos o propósito de receber, junto com o ano novo, Jesus em nossos corações e em nossa família. E peçamos que Jesus Cristo seja sempre o centro das nossas vidas.
 
Artigo de Dom JaumePujolBacells, publicado originalmente pelo SIC

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