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II Ecos da Equipa Arquidiocesana do VII Encontro Mundial das Famílias

Tivemos o privilégio de participar, acompanhado de um grupo de 11 bracarenses, no VII Encontro Mundial das famílias, em Milão que decorreu de 30 de Maio a 3 de Junho.
As responsabilidades do envolvimento na Pastoral Familiar Diocesana “exigiam” a nossa presença ativa neste Encontro, cheios de expectativa e desejos de conhecer e de aprender mais e potenciar o apostolado da Família na nossa Diocese. Um “secreto” desejo de estar com o Papa e de lhe mostrar o nosso carinho e a nossa presença fiel e a adesão à sua palavra e ao seu ministério preenchia a restante bagagem.
Podiamos contar muito da riqueza dos conteúdos do Congresso dos testemunhos ouvidos e comovidos, mas ficariamos com a sensação de transmitir muito pouco.
Podiamos partilhar a sensação inebriante de me ter sentido acompanhado por milhares de famílias católicas vindas dos mais incríveis locais do globo, que vivem a mesma fé, partilham dificuldades bem maiores e transparecem uma fé, uma alegria e um dinamismo que nos enche de admiração. Mas escrever sobre isso a quem o não viveu pessoalmente deve dizer muito pouco.
Podiamos partilhar a tristeza por ver a Igreja portuguesa tão pouco representada neste Encontro, por ver as Famílias, os movimentos e os pastores tão pouco sensibilizados para este evento que faria tanta falta e nos ajudaria a desinstalar do nosso comodismo e da nossa rotina de cristãos “tranquilos”.
Mas o que nos marcou profundamente neste VII Encontro Mundial das Famílias, e isso sim vale a pena ser partilhado, foi o acolhimento.
O nosso grupo, e o grupo da Diocese de Leiria-Fátima,  foi acolhido por famílias da Paróquia de S. Pio X, em Milão. Estivemos em contacto prévio, por email. Quiseram saber o que tomávamos ao pequeno-almoço, se precisávamos de algum apoio nesses dias em que teríamos de andar bastante a pé se havia alguém a precisar de comida especial. Chegámos e tínhamos uma sala cheia de rostos sorridentes, de boas vindas, refrescos e comida deliciosa.
Cada família foi “adotada” por outra família. A diferença de língua venceu-se à base de simpatia, imensa paciência e uma confiança imediata. Fomos recebidos em cada casa com pormenores de verdadeira família. A nós deram-nos o quarto do casal, que em troca ficou no sofá-cama da sala. A outros deram a chave de casa imediatamente. A todos nos espantavam com a simplicidade com que faziam gestos de abnegação e de entrega.
O que se ouvia no Congresso vivia-se à noite ao chegar a casa: gratuidade, preocupação pelo outro, bom humor, ultrapassar as diferenças de temperamento, viver a fé nos gestos e pormenores da vida familiar. Foi uma verdadeira demonstração de como a Igreja deveria ser: família/igrejas domésticas que vivem a fé na normalidade da vida corrente, abertas às outras famílias. Abertura e grandeza de espírito, abnegação serena e natural de quem se dá certo de que não faz nada de mais.
Podiamos contar muito mais… mas fica o convite para, no próximo dia 7 de Julho, às 21.00, na Sala Emaús nos Serviços Centrais da Diocese (Rua de S. Domingos 94B), partilharem com o grupo que foi acolhido nas famílias da Paróquia de S. Pio X a experiência que tivemos o privilégio de viver. Como dizia Jesus: “Vem e vê”!
Jorge e Alexandra Teixeira
Equipa Arquidiocesana de Pastoral da Familia

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