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A Família é o maior e o mais pedagógico sustentáculo da sociedade...

A família é a base de tudo. Destruir a família é destruir a sociedade. Não apoiar a família é negligenciar o futuro da sociedade. 
Quem afirma e confirma este dado sociológico é o Bispo do Porto, Manuel Clemente. Na sua homilia da missa de Ano Novo, ele diz: "É exactamente porque reconhecemos na família o maior e mais pedagógico sustentáculo da sociedade que todos, por motivos religiosos ou humanitários, devemos dar-lhe o apoio social e a primazia legal que indubitavelmente merece".
Creio que todos sabemos disto. Mas na prática... estamos longe de uma cultura pró família. As sociedades irão colapsar se a família não for apoiada, se não se lhe der o lugar da liderança na apresentação de caminhos ou vias alternativas para o tempo que vivemos. A família é mestra da vida. Mas se não damos condições para ela exercer a sua mestria, não haverá escola, ideologia ou política democrática ou autocrata que possa "fazer" cidadãos com coluna vertebral, conscientes da sua dignidade e da sua missão neste mundo.
Faz falta apostar nas relações e vivências familiares. 
Faz falta criar tempos para a família. 
Faz falta que no ambiente laboral (empresários e trabalhadores) não se coloque, a todo o custo, o lucro acima do bem comum, o materialismo e economicismo acima do relacional e convivial, dos laços fortes, estruturantes de estabilidade no trabalho e na família.
Faz falta que a dita concertação social redescubra o lugar da família como espaço da aprendizagem do respeito, da honestidade, da honra, do redescobrir a palavra como garante das relações e dos acordos estabelecidos... e não somente como um lugar de conquistas de posição, de retaliação de opiniões, de defesas descuidadas e ilusórias...
Faz falta não só olhar para a raiz dos problemas, mas também descobrir para onde direccionar as raízes da actualidade: o que procuramos; como vivemos; o que esperamos; qual o nosso papel e lugar; o que somos? 
Se equacionamos perguntas, é porque também buscamos caminhos... Contudo, a experiência e a vida o diz: se não houver família não há homem ou mulher, criança, adolescente ou jovem... Então, podemos concluir que o caminho para as nossas respostas passa essencialmente pela família.
P.e Francisco Carreira


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