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"É proibido não proibir…"


Olhemos ao nosso redor…
Olhemo-nos…
Que vemos? Que sentimos? Que dizemos?
Quais as nossas dúvidas? Que questões colocamos?
A realidade incomoda-nos?
Somos tomados pelo pessimismo?
Ou tão positivistas, que não se passa nada?
Interrogo o que vejo, ouço, toco, cheiro, sinto… interrogo a sociedade, a cultura, a politica, a família, as instituições, a religião…
É demasiado real para deixar passar em branco. Tendo no horizonte um certo conceito de liberdade, construíram-se castelos de palha, sem alicerces nem ferro… Agora, são como que um baralho de cartas "encasteladas", a agarrarem-se umas às outras, com um medo tremendo, pois ao primeiro e único deslize de uma tudo se desmorona… tudo se torna um amontoado de cartas, descaracterizado no seu ser… inúteis na sua precária existência e à mão de quem as quiser retomar para voltar ao mesmo, ao já antes vivido… o sem sentido de terem nascido para o jogo e agora estarem a ser representação de um castelo de ilusões…
Se em 1968 se cumpriram as profecias de Nietzche, isto é, a autonomia do sujeito como a máxima "é proibido proibir", hoje é necessário proibir para progredir, crescer, avançar, desenvolver… ser!
A libertinagem a que está sujeita a nossa experiência pessoal e comunitária coloca por terra toda a responsabilidade e todo o sentido ou significado de liberdade.
Se pensar um mundo sem liberdade é inconcebível e extemporâneo, não o será ainda com mais preocupação, pensar um mundo desregrado, sem orientação, sem normas, sem valores, sem preceitos ou mandamentos?
Não será isso regredir na civilização, no humanismo conquistado?
Na verdade, ao "é proibido proibir", deveríamos contrapor o "é proibido não proibir"?
Se é verdade que há regras para a construção de uma ponte, nomeadamente as leis da física e da aerodinâmica, é ainda muito mais válido que o Homem tem necessidade de regras. E regras não são punições, negações ou castigos… A regra há-de ser uma lei, que assumindo o carácter universal, tenderá a fazer da pessoa pontífice de comunicação de acontecimentos vitais. Não se trata aqui de leis jurídicas mas de princípios, de máximas, de valores, de grandeza ética e moral sem os quais viver em relação e para a comunhão se tornam impossíveis e, por conseguinte, o desmoronamento da humanidade.
Valeria a pena voltar à fábulas de Esopo, de Febro ou La Fontaine? Moral da história…
Creio, cremos todos, que não vale tudo! E no entanto tudo vale quando há uma causa maior: o HOMEM!
Não creio que estejamos em condições de desperdiçar oportunidades…
Este é o tempo de ensinar a crer, a confiar, a credibilizar e a ter esperança…
Igreja, porque demoras? 
Esta é a tua tarefa e o teu serviço à humanidade.
 P.e Francisco Miguel

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