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Respostas às questões propostas para a IX Jornada da Família - Nas periferias da Família

MUITOS JOVENS EXCLUEM A PRÓPRIA IDEIA DE CASAR. O QUE ACHAS QUE SE PASSA? É UMA QUESTÃO ECONÓMICA? É FALTA DE UM PROJECTO DE VIDA?


- A questão económica tem um grande peso e daí a falta de um projecto de vida, mas também é moda, dificuldades sempre houve.

- Sim, é falta de projecto de vida. Falta de carinho e acolhimento da parte dos representantes da Igreja.

- É Falta de Jesus Cristo. Falta de um projecto de vida.

- Questões económicas sim, mas também a evidencia que a instituição família está cada vez mais em decadência. Cada um vive para seu lado, embora casados cada um vive a sua própria vida.

- É sobretudo uma questão económica e também um estilo de vida mais consentâneo com os dias de hoje de forte instabilidade a vários níveis. Não é falta de projecto de vida, é sim projectos de vida diferentes do passado.

- Falta de projecto de vida e medo do compromisso assumido. Penso que as pessoas excluem facilmente Deus nas suas vidas. As pessoas brincam demasiado com os sentimentos do outro.


- Os jovens deixaram de acreditar na Igreja devido aos seus maus exemplos. Abuso de poder, ostentações, abusos sexuais, desvios de dinheiro, pouca iniciativa com os jovens, catequese ministrada por incompetentes....

- Há uma maior tolerância social e familiar sobre a opção de não casamento e muitos jovens por esse facto sentem-se coagidos a tomar uma opção que os limite na sua liberdade.

- É assumir sem assumir.

- Acho que é receio de assumir um compromisso para toda a vida ou sobretudo as consequências que mesmo acarreta.

- A sociedade colocou os jovens nesta situação, assim como a evolução dos tempos. Os jovens tem projectos, por vezes bloqueados, os que os leva à insegurança e frustração. O projecto de vida existe mas apenas resta a esperança.

- A principal causa é a falta de emprego, a instabilidade profissional, a falta de dinheiro, o medo de sair de casa dos pais, não terem condições para assumirem as despesas que uma vida a dois obriga.

- Passa-se que os jovens pouco frequentam a Igreja, acresce as dificuldades de arranjar trabalho e casa. Hoje os jovens não sabem dar valor às coisas de Deus e dos conselhos da Igreja.

- Os jovens vivem em função do que são e da sua circunstância. Há mais conhecimentos, muitas formas de ocupar os tempos, mas mais individualismo, relacionamentos mais superficiais e pragmáticos. Isto gera instabilidade relacional, afectiva e consequentemente medo de assumir compromissos.

- Em muitos casos deduzo que a situação económica condiciona um pouco a ideia do casamento. Porém também acrescento que muitos jovens por uma questão de comodismo, de falta de um ideal de vida não querem dar esse passo tão importante que é o casamento.

- Para mim é mais falta de um projecto de vida porque nunca vi ninguém que pedisse e não lhe fosse concedido. Pode não ser de imediato, mas como tudo na vida os projectos vão chegando com a graça de Deus e com algum trabalho do homem.

- Penso que cai um pouco na falha de um projecto de vida, que resulta de uma falta de valores e de implicação nesse projecto com verdade, com o conhecimento do outro, e por vezes, por falta de conhecimento de si mesmo, o que gera a incapacidade de se doar e de amar. Hoje, na sociedade, tudo é relativo. Todos queremos tudo, quase, de imediato. Tudo é passageiro. Vale mais o TER do que o SER. As pessoas não se sentem implicadas em projectos exigentes e formar uma família é MUITO EXIGENTE, assim como, está mais ligada ao SER do que ao TER, outra grande EXIGÊNCIA.


- Uns dizem que é por razões económicas. O casamento fica muito caro….já dá para uma entrada no apartamento. Acho que muitos serão por falta de projecto, não considerando o valor da bênção matrimonial e admitindo que um dia se podem separa.

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