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“O Cristianismo não é uma ideologia, é uma pessoa”

Austen Ivereigh é jornalista e biógrafo do Papa Francisco. Publicou há pouco "Francisco, o Grande Reformador" e já tem novo livro a caminho: "Pastor Ferido – A luta do Papa Francisco para converter a Igreja Católica". Numa entrevista ao Igreja Viva, à Rede Mundial de Oração pelo Papa e ao Ponto SJ falou dos desafios do actual pontificado, dos escândalos que assolam a Igreja e do futuro do cristianismo.

Quem ora transforma-se naquele que contempla

Jesus toma consigo Pedro, João e Tiago, e sobre com eles a um monte para orar (cf. Lucas 9,28-36). A montanha é terra que se faz vertical, a mais próxima do céu, onde pousam os pés de Deus, diz o profeta Amós.

É possível fazer alguma coisa, por Tolentino Mendonça

Começou agora a quaresma. Para os cristãos é uma oportunidade que é preciso agarrar com decisão. Mas, mesmo para os não cristãos, pode não ser indiferente o significado deste itinerário ascético que antecede e prepara a Páscoa.

Ainda não chega?!

Não sei se já teremos percebido que não sabemos por onde vamos.

Francisco, médico do mundo

Há seis anos, Jorge Mario Bergoglio chegou à varanda e disse: «Irmãos e irmãs, boa noite!», e a seguir nada ficou como antes.

Saber e amar

«A piedade é a única maneira para escapar à aridez que a prática da reflexão cria inevitavelmente nas raízes da nossa sensibilidade. Saber não prepara para amar.»

Não podemos desistir da beleza

Se pensarmos no cânone do Ocidente, na história europeia, se pensarmos na história da nossa Região – é impossível pensar a cultura sem a chave cristã. Porque o grande património herdado dos séculos e durante séculos construído é, de facto, pela expressão do culto, pela expressão da Bíblia, uma verdadeira expressão da fé dos crentes, uma expressão dessa procura de sentido, de verdade e de beleza, que tem Deus como destinatário final.
Mas, na contemporaneidade, muito a partir da fratura moderna, a partir dos séculos XVIII e XIX, as relações foram-se alterando, modificando, tornando-se tensas, conflituais, foram-se reinventando (…).
Hoje, num discurso muito cru, quando se fala da relação da arte com o cristianismo, muitas vezes a palavra que se ouve é divórcio. Divórcio porque parece que a Igreja, que durante séculos teve um papel fundamental, que era a grande “encomendadora”, a grande produtora, a grande protetora das práticas artísticas hoje, de certa f…