Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Quaresma, oportunidade para me despoluir

Aprender a dizer não, desligar o telemóvel, caminhar mais lentamente, resistir às compras compulsivas: e se fizéssemos da sobriedade um objetivo da Quaresma? Entrevista ao psicanalista e biólogo médico francês Jean-Guilhem Xerri.

Papa “abre” Quaresma a apontar para a ressurreição, apelo à conversão é promessa de vida feliz

Quando rezamos o Pai-nosso, a segunda invocação com que nos dirigimos a Deus é «venha a nós o vosso Reino». Depois de ter rezado para que o seu nome seja santificado, o crente exprime o desejo que se apresse a vinda do seu Reino.

Quaresma: Somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza que desaparece

«Um despertador da alma», «tempo para reencontrar a rota da vida» e «libertar o coração das nulidades», «fogo que arde sempre»: foi com estas imagens que o papa falou hoje da Quaresma, durante a missa que de Quarta-feira de Cinzas, primeiro dos 40 dias de um tempo especialmente penitencial para os católicos, com vista à preparação para a Páscoa.

E se os homens portugueses lavassem a casa como lavam o carro?

O homem português passa da condição de filho da mamã para a condição de filho da mulher. É sempre um dependente.

MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DO PAI – 19 de MARÇO de 2019

Quem ama como um bom Pai, é parecido com Deus O dia do Pai é uma oportunidade para valorizarmos a vida, a missão, a responsabilidade e a maturidade do amor de um pai. Todo o homem que teve a graça de ser pai com consciência e responsabilidade, atingiu um patamar de maturidade do Amor.

A mulher feliz

Está de pé sobre as brancas dunas. As ondas conduziram-na
e os ventos empurraram-na. Está ali, na perfeição redonda
da oferenda. E como que adormece no esplendor sereno.
Diz luz porque diz agora e és tu e sou eu, num círculo
só. Está embriagada de ar como uma forte lâmpada.

É uma área de equilíbrio, de movimentos flexíveis,
um repouso incendiado, a vitória de uma pedra.
Abrem-se fundas águas e um novo fogo aparece.
Que lentas são as folhas largas e as areias!
Que denso é este corpo, esta lua de argila!

Nua como uma pedra ardente, mais do que uma promessa
fulgurante, a amorosa presença de uma mulher feliz.
Nela dormem os pássaros, dormem os nomes puros.
Agora crepita a noite, as línguas que circulam.
Crescem, crescem os músculos da mais íntima distância.

António Ramos Rosa


A Mulher

Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"