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Mensagens

Mensagem da Quaresma 2017 D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga

Família, “casa” onde o outro se encontra e descobre
O ritmo da liturgia apresenta-nos, uma vez mais, a Quaresma como um tempo especial. São quarentas dias que Deus nos oferece para nos desvincularmos das preocupações quotidianas e nos centrarmos Nele. Nenhum de nós foi feito para a mediocridade. Olhar para Cristo é, por isso, o reconhecimento de que alguém nos supera, nos fascina e nos pede voos maiores. Em síntese, Cristo pede-nos uma vida nova centrada N’Ele. É possível que, para algumas pessoas, estas palavras sejam de difícil compreensão. O que significa uma vida centrada em Cristo? Significa reconhecer que Cristo está vivo e ocupa um lugar especial na minha vida. Significa também reconhecer que a Sua presença é, para mim, fonte de alegria. Admito que nem sempre “sentimos”, como gostaríamos, a presença de Cristo. Sentir como aquele que vê com os próprios olhos ou toca com as próprias mãos. Existe um certo Tomé em cada um de nós. A presença de Cristo é suave, subtil e quase impercep…

Ensinas-me a perder?!

Ainda não aprendemos a perder. Na escola ensinam-nos a resolver problemas e a ler nas entrelinhas. Ensinam-nos a ter fé nos sonhos e a acreditar que o conhecimento ajuda a realizá-los. Depois, saímos da escola e compreendemos que não aprendemos nada. Que nos falta tudo e que as nossas mãos não aprenderam a segurar os dias importantes. As pessoas importantes. Aprendemos que as mãos estão abertas demasiadas vezes. Que querem aceitar tudo. Mesmo o que não cabe nelas. Nem em nós. Com os dias que galopam à nossa frente, nasce-nos a consciência de estar às escuras no que é preciso saber para viver bem. Para que escola havemos de ir quando percebemos que não aprendemos o suficiente?! Como é que se começa tudo outra vez?! Não se começa. E a escola ficou, há muito, lá bem para trás.

Namorar...

“Sou um ateu especial”. O que Ricardo Araújo Pereira disse aos católicos

“Não sei se me vão expulsar do clube dos ateus por dizer isto, mas eu vejo uma função evidente e benigna na religião... desde que não exagere”. Em entrevista à Renascença, o humorista, que participou no Faith's Night Out este sábado, explica porquê.
“Sou um ateu especial”. O que Ricardo Araújo Pereira disse aos católicos Veja também: Rui Marques: "Nunca foi tão urgente a visão cristã estruturada em torno do amor" A formação em instituições católicas “que nunca quiseram forçar uma conversão” deu-lhe a capacidade de estabelecer pontes. Define-se como “um ateu que não vacila”, mas gosta do diálogo. Convidaram-no para ir ao “Faiths’s Night Out” – uma espécie de TED Talks sobre fé – dizer o que o mundo espera dos crentes e Ricardo Araújo Pereira admite que terá “expectativas mais elevadas do que o resto das pessoas”, precisamente por identificar valores comuns. O evento acontece este sábado, às 19h00, no Centro de Congresso de Lisboa.
O que é que faz um não crente num evento sobre…

"Nunca foi tão urgente a visão cristã estruturada em torno do amor"

É preciso "desocultar" a realidade para que os cidadãos não vivam num estado de medo e de incerteza, defende Rui Marques, um dos oradores do Faith's Night Out, marcado para este sábado. Rui Marques é formado em Medicina e em Comunicação Social, participou em várias causas sociais, nacionais e internacionais, com destaque para a Missão Paz em Timor – Lusitânia Expresso. Foi alto-comissário para a Imigração e é coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).
O seu tema no FNO é “Confiança, para que te cremos?”. A que se deve este apelo à confiança? O grande défice do nosso tempo é o défice da confiança. Sem confiança não há sociedade nem há futuro. É fundamental olharmos para o tempo da desconfiança que vivemos, para perceber que temos que a ultrapassar, porque a desconfiança associada ao medo leva-nos a um comportamento irracional, à destruição dos laços que nos unem enquanto sociedade e à total impossibilidade de construir algo positivo. O tema da confiança é absol…

Mestrado em sexo forçado?

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Não está nas nossas mãos começar nem terminar namoros alheios, mas está ao nosso alcance ficar disponíveis para ouvir e conversar sobre estes temas complexos e delicados, sem moralismos nem devassas.
Más notícias: os namorados violentos e as namoradas perversas multiplicam-se, são cada vez mais novos e mais agressivos. Deixam marcas indeléveis, físicas, morais, psicológicas e emocionais, e as suas vítimas podem ficar com traumas para a vida. No mínimo, ficam com percepções distorcidas sobre o amor e as relações a dois. Este mês de Fevereiro fica marcado por mais um dia dos namorados, mas também por uma nova campanha contra a violência nos namoros.

Eutanásia e o «mito da autonomia»

A solidariedade é sentida como o primeiro e mais expressivo dever de humanidade. Por isso se rebela a inteligência e o coração contra os muros que se erguem e contra os mortos que ninguém chora.
TAGS Uma só coisa é certa no debate da eutanásia: está em causa uma fronteira civilizacional. Ultrapassá-la ou defendê-la, depende da perspetiva. A questão de fundo é inelutável: a centralidade da autonomia, como valor antropológico e jurídico. É em nome da autonomia que se reclama o direito a decidir quando e em que circunstâncias podemos pôr termo à própria vida; é em nome da autonomia que se exige a assistência médica nesse momento singular; é em nome da autonomia que se postula uma leitura dignificante, altruísta, humanizadora do que até há bem poucos anos era sinal de barbárie… E é também em nome da autonomia que se condena qualquer visão diferente, catalogada como intolerante e sem direito de cidadania, porque, justamente, parece ameaçar a auto-determinação do sujeito.