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Mensagens

A mulher é quem dá harmonia ao mundo, não está aqui para lavar louça

O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”. Em sua reflexão sobre a Criação, a partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se referiu ao papel da mulher na humanidade.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2017

A Palavra é um dom. O outro é um dom.
Amados irmãos e irmãs! A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016). A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. L…

"Formar consciências e não substituí-las", mesmo sabendo que "Não há famílias perfeitas"...

XII Jornada da Família - "Não há famílias perfeitas"

A missão da Igreja é formar consciências e não substituí-las.
A família como lugar da experiência do infinito. Foi com esta mensagem que o Dr. Juan Ambrosio começou a XII Jornada da Família, sobre o tema “Não há famílias perfeitas”. Moderado pela Dr.ª Sofia Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão com o Pelouro da Família, desde o início se percebeu como o orador colocou todo o seu enfâse no valor família, afirmando que a mesma não está em crise. O seu otimismo e visão positiva da realidade, amada por Deus tal qual é, levou-o a afirmar que o objectivo da pastoral família é promover toda a família, mesmo aquela que não é cristã. Sendo a família um dom e uma tarefa, um compromisso corresponsável, ela assume uma responsabilidade na vida das comunidades, e deve ser vista como sujeito da ação pastoral e não como objecto.

Eutanásia, morte digna?

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido …

Eutanásia: Debate em curso é sobretudo «uma batalha civilizacional»

Mandatário da petição «Toda a vida tem dignidade» diz que é preciso oferecer mais do que a morte.O jurista José Maria Seabra Duque, um dos mandatários da petição ‘Toda a vida tem dignidade’, diz que o debate à volta da eutanásia é decisivo sobretudo ao nível do tipo de sociedade que hoje “queremos construir”.“O que está em discussão é saber que resposta tem a sociedade a oferecer aos doentes, aos idosos, aos que sofrem. Oferecemos cuidados médicos, cuidados sociais, oferecemos o nosso amor e a nossa compaixão ou a morte?”, questiona aquele responsável, num texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O suicídio não é um direito

O suicídio só pode ser um acto individual, não pode ser uma prática colectiva. Não pode ser um acto médico. A medicina serve para salvar vidas, não para exterminá-las. Chamemos-lhe Joana. Tem uma doença terminal, vive sozinha, vive com dor, já pensou em cometer suicídio mas recuou na hora final. Agora pede eutanásia ao hospital. Não a censuro. Como escrevi no livro “Alentejo Prometido”, não julgo os meus antepassados que cometeram suicídio. Cada suicida é um caso literário que merece amor, mesmo que seja um amor retroactivo e impotente perante o acto consumado. Há contudo uma diferença entre um suicida clássico e pessoas como a Joana. O suicida mata-se, não transfere a decisão fatal para outras pessoas. O nó à volta do pescoço e o passo no vazio são os actos finais de uma liberdade radical. A Joana, por sua vez, quer transferir para os médicos o ónus da decisão.