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Mensagens

DESCONVERSAR

A amizade é um milagre, mantendo, serenamente, a aparência de que não há ali milagre algum.
Há dias deu-se isto. Estava a jantar com um amigo que não via há uns anos — aproveitei uma viagem à cidade onde ele vive para telefonar-lhe e retomar o contacto — e perto do final da refeição, conversa puxa conversa, vem à baila o tempo em que convivemos mais de perto. Com muita simplicidade, este amigo conta-me que foi um tempo muito importante para ele. E explicou porquê, naquela maneira e naquele tom que qualquer um de nós toma para explicar a relevância da amizade na construção que fazemos de nós próprios. A amizade amplia, revela, empurra, inaugura, aprofunda, diverte... e por aí fora. A amizade é um milagre, mantendo, serenamente, a aparência de que não há ali milagre algum: trata-se apenas da naturalidade da vida a funcionar. Fiquei a pensar no que ele me disse, mas ainda mais na minha reação. Ao escutá-lo, surpreendi em mim um embaraço, e fiquei a perguntar-me de onde viria, pois tinha r…

Aborto como eugenia

Num Ocidente que muda o trajecto de uma estrada só para não ferir o habitat de um rato, num Ocidente obcecado com focas bebé, num Ocidente que endeusa as baleias do Árctico islandês, como é que se desvaloriza assim a vida de seres humanos?
Chamemos-lhe Joana. Tem uma filha com trissomia 21. Quando lhe dizem que demonstrou coragem ou grandeza, Joana abana a cabeça. Nunca lhe passou pela cabeça matar na própria barriga um bebé só porque ele era imperfeito na genética. Desde quando é que os seres imperfeitos não têm direito à vida? Desde quando é que aqueles que beliscam a estética não têm direito à existência? E como é que a genética pode ser o centro da nossa moral colectiva? Não é a Joana que é grande ou corajosa, a sociedade é que entrou numa caverna. Caverna, essa, que muda o nome às coisas. “Aborto” é “IGV”.

O VERBO PERGUNTAR

Primeiro vemos um amanhecer e perguntamos depois o que é, para que serve, para que nos serve. O mesmo com a noite, com o riso, com a viagem ou o pranto.
Quem fez a primeira pergunta? Quem proferiu a primeira palavra? Quem chorou pela primeira vez? Porque é tão quente o sol? Porque se morre? Porque se ama? Porque há o som e o silêncio? Porque há o tempo? Porque há o espaço e o infinito? Porque existo eu? Porque existes tu? — Um dia, a escritora Clarice Lispector criou uma lista interminável só com perguntas assim. Há um momento em que percebemos que as perguntas deixam-nos mais perto do sentido, do aberto do sentido, do que as respostas. Que as respostas são úteis sim, que precisamos delas para continuar vivendo, mas que a vida transforma as próprias respostas em perguntas.

"A origem do universo" - cuidar da casa comum

O papa encontrou-se esta segunda-feira, no Vaticano, com o físico e cosmólogo inglês Stephen Hawking, no contexto da sessão plenária da Academia Pontifícia das Ciências, que decorre entre sexta e terça-feira, 29 de novembro.  O investigador ateu de 74 anos, membro da Academia desde 1986 e um dos cerca de 60 participantes no encontro, falou sobre "A origem do universo" no primeiro dia da iniciativa.  Na assembleia plenária da academia, considerada a mais antiga do mundo no domínio da ciência e aberta a investigadores independentemente da sua pertença religiosa, participam várias personalidades distinguidas com o prémio Nobel.

O Sim de Maria!

Rezar em família no Advento - I Domingo

1.ª SEMANA DO ADVENTO
CONTEMPLAR A ALEGRIA DO EVANGELHO “Virá o Filho do homem”
ITINERÁRIO SIMBÓLICO Atitude mariana: Silêncio vigilante

ORAÇÃO P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R. Amém!
 P. Com Maria e José, oremos ao Senhor!
 R. Neste Natal, Ele nos dê a alegria do Seu amor!
P. Nesta primeira semana do Advento, a Palavra de Deus adverte-nos para estarmos atentos e não deixarmos arrombar a nossa casa! Uma maneira simples de “guardar” a nossa casa do risco e da ameaça da divisão, da violência ou da tristeza, é rezar. Família que reza unida, permanece unida (AL 227).

Reconhecer a vida do não nascido em registro civil

A Áustria estabelece um precedente para reconhecer a vida do não nascido. Neste caso, o governo dirigido pelos social-democratas obteve apoio suficiente para avançar com uma reforma que permite aos pais inscrever no Registo Civil as crianças falecidas antes do nascimento com peso inferior a 500 gramas. Esta medida, que saiu graças ao apoio dos cristãos democratas e dos socialistas, outorga aos pais uma certidão de nascimento de seu filho falecido, assim como a certidão de óbito na qual consta o nome do bebê.