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Mensagens

MANIFESTO A FAVOR DAS REFEIÇÕES EM FAMÍLIA

As refeições são para ser desfrutadas em família e a convivência tem obrigatoriamente que fazer parte dessa rotina. É preciso que haja um diálogo, uma partilha real de conversas, interesses, pontos de concórdia e também de discórdia
Do ponto de vista histórico, as refeições sempre foram um momento de partilha e de convivência, mas hoje em dia parece que esse significado se “evaporou”. Não percebo muito bem o porquê de isso ter acontecido, mas de uma coisa não tenho dúvidas: só depende de nós voltar a recuperar o que se foi perdendo!

Quer ser um bom pai?

Veja os conselhos do Papa Francisco A sabedoria do Papa Francisco em forma de dicas valiosas
“Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração”, afirmou o Papa Francisco durante uma catequese na qual refletiu sobre o papel do pai na família, colocando como exemplo a parábola do Filho Pródigo. O Papa se referiu à função do pai na família, a partir de uma perspectiva positiva, deixando de lado os “perigos dos pais ‘ausentes’”.
“Toda família precisa do pai”, disse. O pai “sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza”, mas também “quanto consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”.

O TEMPO COMO DOM

A verdadeira viagem é aquela que dura tanto que já não se sabe porque se veio ou porque se está
Nós somos duração (ou, pelo menos, “duro desejo de durar”, como Paul Éluard defendia). Quer dizer, trazemos em nós a memória e a presença de tempos muito diversos e isso, por muito que nos custe, é um dom. Conhecer-se é tomar consciência desses tempos que coexistem em nós, mesmo no seu contraste. Gostaríamos que a vida fosse mais linear e harmoniosa, não tivesse a marca daquele solavanco ou daquela ferida, não tivesse atravessado aquele estremecimento. É verdade, para bem e para mal, aquilo que Camus escreveu: “O homem é o único animal que se recusa a ser o que é.” Mas em nós coexistirão sempre o breu e a lâmpada, o tesouro e o barro, e a atitude não é mudar aquilo que não podemos mudar, mas perceber que a ambivalência, em certo grau, também é uma respiração que nos pertence.

O que nos salva é o olhar

Usamos os outros em função das nossas necessidades: verdadeiramente não os encontramos
Uma experiência que infelizmente se vai propagando é a de algumas consultas médicas em que o médico praticamente não olha para o paciente. Ele surge por detrás de uma secretária, diante de um computador, e nos 15 ou 20 minutos que dura o encontro ocupa-se sobretudo a preencher um relatório informático. As perguntas sucedem-se, mas o médico tem os olhos colados ao teclado. A técnica torna-se assim o fator principal e depressa se converte em sistema. A informação trazida pelo olhar sai menorizada: é como se, de repente, nos tornássemos descrentes em relação às suas possibilidades. A questão que, no entanto, fica é se podemos examinar (e nem falemos já de curar) aqueles que não chegamos a ver.

Meteorologia

Se há coisa que aprendemos depressa é esta: todos queremos, precisamos, desesperamos por ser felizes. Mas cada um é feliz à sua maneira. Dentro da semelhança aloja-se, portanto, esta inultrapassável variação que torna a vida (ainda mais) complexa e fascinante. Por exemplo, uma das minhas amigas mais antigas adora a chuva e o frio. Eu, por mim, prefiro de longe o calor e o sol. A princípio nem percebia bem as lamentações dela quando a primavera se enrobustecia e tudo decididamente se ilumina. Com os anos habituei-me ao mau humor dela em relação ao verão, aos adjetivos resmungados contra as rotinas estivais, ao completo rancor com que ela olha a meteorologia desses meses seguidos que fazem a felicidade de tantos.

Mas como é uma casa com estilo católico?

A maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela. Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas… E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas. Mas como é uma casa católica? Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência. Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica. Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas característica…

“O tempo não nos pertence”

Arcebispo Primaz escreveu Mensagem para a Solenidade de Todos os Santos e pediu que o dia seja de oração, reflexão e serena alegria. O prelado começou por explicar que, para além do tempo, também a eternidade não pertence à humanidade. Mesmo que sejam dois termos que à partida parecem excluir-se, estão, no entanto “profundamente ligados na fé cristã”, já que a incarnação de Cristo e a Sua presença convidam a humanidade a transgredir os limites impostos pela temporalidade que conhecemos como humana. “A cultura industrial e tecnológica criou, na nossa sociedade, uma nova percepção do tempo. O tempo é um bem precioso, mensurável e controlável. «Lembra-te que o tempo é dinheiro», disse Benjamin Franklin a um jovem empresário do século XVIII. Cada minuto, cada segundo, conta e deve ser rentabilizado. Penso, todavia, que esta concepção do tempo destrói por completo a nobreza do espírito humano”, explicou D. Jorge Ortiga, salientando que a referida nobreza assenta no ser em vez do ter.