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12 conselhos que revolucionaram espiritualmente a minha quaresma

Este artigo é uma partilha de algumas reflexões que o Senhor teve a graça de me dar num retiro feito recentemente. Não foi graças à minha inspiração, foi graças a Deus e ao bom pregador que colocou no meu caminho. Na nossa vida somos como o leproso do Evangelho: estamos no caminho para a cura. Caminhamos na fé e na esperança de que Jesus, com a sua graça e quase sem nos percebermos, vai curando e transformando o nosso coração. Foi bom ter feito o retiro antes destes 40 dias de preparação para a Páscoa. Acredito que para a Quaresma, estes 12 conselhos, poderão ser muito úteis no teu caminho de proximidade com Jesus.
1. Nossa conversão é uma tarefa impossível Sim, lestes bem, é impossível. Não está, nem nunca estará dentro das nossas possibilidades. Converter-se significa permitir que o Outro intervenha. Definitivamente não posso fazer isso sozinho, necessito que Deus intervenha, passe a meu lado no caminho e me cure. O nosso processo de conversão não é nada mais do que irmos fazendo-nos, p…

Ensinas-me a perder?!

Ainda não aprendemos a perder. Na escola ensinam-nos a resolver problemas e a ler nas entrelinhas. Ensinam-nos a ter fé nos sonhos e a acreditar que o conhecimento ajuda a realizá-los. Depois, saímos da escola e compreendemos que não aprendemos nada. Que nos falta tudo e que as nossas mãos não aprenderam a segurar os dias importantes. As pessoas importantes. Aprendemos que as mãos estão abertas demasiadas vezes. Que querem aceitar tudo. Mesmo o que não cabe nelas. Nem em nós. Com os dias que galopam à nossa frente, nasce-nos a consciência de estar às escuras no que é preciso saber para viver bem. Para que escola havemos de ir quando percebemos que não aprendemos o suficiente?! Como é que se começa tudo outra vez?! Não se começa. E a escola ficou, há muito, lá bem para trás.

AMO-TE SEM SABER COMO

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou seta de cravos que propagam o fogo: amo-te como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma. . Amo-te como a planta que não floriu e tem dentro de si, escondida, a luz das flores, e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo o denso aroma que subiu da terra.

Eutanásia, morte digna?

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido …

EUTANÁSIA - Carta de Hilarion a Alis, endossada hoje à Assembleia da República

Agora que não há dor que não possa ser dominada com cuidados paliativos adequados, fica a dúvida se o que se pretende não será o “progresso” para uma sociedade sem piedade para com os mais fracos.
Hialarion era camponês, casado e, tudo indica, bom pai de família. Provavelmente era natural da região de Oxirrinco, uma cidade do Médio Egito. Como falava grego é possível que fosse descendente de colonos helenos, mas não é certo, porque após três séculos de governo Ptolemaico o grego era língua franca no Egito. Podemos supor que não tinha uma vida fácil porque a certa altura teve de ir trabalhar, por uns tempos, para a longínqua Alexandria. De lá escreveu, ou pediu a um escrivão que escrevesse, a seguinte carta para a sua mulher Alis:

Um ano que termina… uma vida que se renova...

Mais um ano que termina…e o que é que mudou?A guerra é uma realidade dos nossos dias, o sofrimento continua a imperar num mundo que parece cada vez mais cruel, as populações são obrigadas a migrar, gerando uma devastação enorme e cruel, a corrupção mina e empobrece diversos países, a exploração e escravidão humana aumenta, a intolerância também cresce nas redes sociais e entre os jovens e, até, na nossa pacata sociedade esta está cada vez mais presente. Apesar da facilidade de acesso das pessoas à informação, da facilidade de comunicação entre elas e destas serem cada vez mais instruídas e provavelmente mais conscientes…, podemos elencar uma série de acontecimentos mundiais, anuais, diários e locais (só nossos), que nos desumanizam e nos distanciam da tolerância, da paz, da justiça, da solidariedade, do acolhimento, do amor e de todos os valores que se anseiam e sonham para todo o mundo e para toda a humanidade.Mas, visualizando todos os acontecimentos deste ano que fragilizaram a hum…

Aborto como eugenia

Num Ocidente que muda o trajecto de uma estrada só para não ferir o habitat de um rato, num Ocidente obcecado com focas bebé, num Ocidente que endeusa as baleias do Árctico islandês, como é que se desvaloriza assim a vida de seres humanos?
Chamemos-lhe Joana. Tem uma filha com trissomia 21. Quando lhe dizem que demonstrou coragem ou grandeza, Joana abana a cabeça. Nunca lhe passou pela cabeça matar na própria barriga um bebé só porque ele era imperfeito na genética. Desde quando é que os seres imperfeitos não têm direito à vida? Desde quando é que aqueles que beliscam a estética não têm direito à existência? E como é que a genética pode ser o centro da nossa moral colectiva? Não é a Joana que é grande ou corajosa, a sociedade é que entrou numa caverna. Caverna, essa, que muda o nome às coisas. “Aborto” é “IGV”.

O TEMPO COMO DOM

A verdadeira viagem é aquela que dura tanto que já não se sabe porque se veio ou porque se está
Nós somos duração (ou, pelo menos, “duro desejo de durar”, como Paul Éluard defendia). Quer dizer, trazemos em nós a memória e a presença de tempos muito diversos e isso, por muito que nos custe, é um dom. Conhecer-se é tomar consciência desses tempos que coexistem em nós, mesmo no seu contraste. Gostaríamos que a vida fosse mais linear e harmoniosa, não tivesse a marca daquele solavanco ou daquela ferida, não tivesse atravessado aquele estremecimento. É verdade, para bem e para mal, aquilo que Camus escreveu: “O homem é o único animal que se recusa a ser o que é.” Mas em nós coexistirão sempre o breu e a lâmpada, o tesouro e o barro, e a atitude não é mudar aquilo que não podemos mudar, mas perceber que a ambivalência, em certo grau, também é uma respiração que nos pertence.

A amizade consiste na delicadeza de estar disponível para o outro...

Sempre existe em cada um de nós uma palavra não dita, um sentimento inconfesso e reprimido, um desejo implícito que quer ter vida. O nosso eu interno precisa de ar. Precisa respirar um pouco aqui fora, no mundo onde talvez ele possa ser compreendido e amado. Mas no quotidiano das urgências e dos prazos, onde o Ter impera e o Ser vai perdendo mais e mais importância, já não há muito espaço para a expressão do sentir. E, se poucos são aqueles que param para ponderar acerca das próprias emoções e desejos, quem teria, nos dias de hoje, tempo e interesse de ouvir o desabafo do outro?

Algumas das belas frases da AMORIS LAETITIA do papa Francisco

“Precisamos encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais íntimas dos jovens, onde são mais capazes de generosidade, de compromisso, de amor e até mesmo de heroísmo, para convidá-los a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio de matrimónio”. (numeral 40, capítulo.2)
A nova exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco contém algumas belas frases que enchem de esperança os fiéis ante as dificuldades e as diversas situações das famílias e matrimónios do século XXI. Nesta nota, deixamos algumas delas: 1. “Nesta breve resenha, podemos comprovar que a Palavra de Deus não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem, mesmo para as famílias que estão em crise ou imersas em alguma tribulação, mostrando-lhes a meta do caminho”. (numeral 22, capítulo 1)

XI Jornada da Família - Família: uma questão jurídica ou uma união de facto!?

Realiza-se no dia 21 de Maio, de 2016, a partir das 14h30, no Centro Pastoral de Santo Adrião de Vila Nova de Famalicão. A esta jornada está associado o Dia Arciprestal Jubilar da Família. Para além da formação a celebração da família. As equipas responsáveis pela Jornada deixam-nos uma primeira reflexão.
FAMÍLIA UMA QUESTÃO JURÍDICA OU UMA UNIÃO DE FACTO?! XI JORNADA DA FAMÍLIA

O amor na família e o amor à família. Poderíamos definir assim o contexto em que vamos realizar a XI Jornada da família, promovida pelas equipas de Pastoral Familiar da Unidade Pastoral de São Martinho de Brufe, São Martinho de Cavalões e de Santo Adrião de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Equipa Arciprestal de Pastoral Familiar de Vila Nova de Famalicão. A família é o bem mais preciso de qualquer sociedade. É um bem a cuidar e a preservar. Cuidar da família é desde sempre um tarefa imprescindível que pertence a cada um mas também à sociedade e à Igreja. Não só porque é um bem preciso, nem porque é a base …

«Eutanásia: o que está em causa? Contributos para um diálogo sereno e humanizador»

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa
1. As questões ligadas à legalização da eutanásia e do suicídio assistido estão em discussão na Assembleia da República e na sociedade. Como contributo para esse debate, que desejamos seja em diálogo sereno e humanizador, surge esta Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa sobre o que verdadeiramente está em causa[1]
2. Por eutanásia, deve entender-se «uma ação ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento»[2]. A ela se pode equiparar o suicídio assistido, isto é, o ato pelo qual não se causa diretamente a morte de outrem, mas se presta auxílio para que essa pessoa ponha termo à sua própria vida.

O sentido da vida... "A realidade dói muito. Por isso, foge-se dela"

O sacerdote jesuíta Vasco Pinto de Magalhães acompanhou jovens universitários em Lisboa ao longo de vários anos. Também já foi mestre de noviços em Coimbra e responsável pelo rigoroso discernimento vocacional que a Companhia de Jesus faz com os jovens que desejam ser padres. Está agora no Porto a acompanhar jovens adultos e casais com filhos pequenos. Se, ao longo da história, os jesuítas foram sempre enviados para realidades onde a proposta cristã era desconhecida ou até mesmo adversa, o padre Vasco Pinto de Magalhães garante que hoje “a linha da frente” da missão joga-se também nas novas fronteiras da modernidade e na voragem das grandes cidades, onde falar de Deus e de amor não é nada fácil. Pretextos para uma conversa com a Renascença sobre o sentido da vida nos tempos actuais. Cruza-se com muita gente nova, com adultos jovens, conhece a realidade das grandes cidades. É difícil falar de Deus hoje? Quais são os principais obstáculos? Há um défice, sobretudo nos mais novos, de pensamen…

Relações entre pais e filhos!

Aquele que não ama a si próprio, não reconhece em si qualidades e talentos

Amar a si mesmo é um requisito fundamental para que o ser humano possa vivenciar a felicidade. Embora tenhamos aprendido que a autoestima é individualista e egoísta, ela é essencial para que possamos nos expor ao mundo com coragem e confiança. Aquele que não ama a si próprio, não reconhece em si qualidades e talentos e se acha inferior ao resto do mundo, dificilmente conseguirá amar verdadeiramente o outro, pois seu amor será sempre revestido de medo.

O perdão alivia o coração, mas não apaga o erro

Perdoar nem sempre significa a retomada de tudo como era, do amor como já foi um dia, da amizade tal como nos parecia inabalável. Ninguém nem nada permanece igual após ser alvejado pela carga avassaladora das decepções, da quebra de promessas, da traição, da falsidade, da maldade enfim. Humanos que somos, será inevitável errarmos e sermos vítimas de equívocos alheios. Errar faz parte da natureza humana, sendo extremamente útil em nosso aprimoramento pessoal, no fortalecimento de nossas convicções e em nossa busca pela realização dos sonhos que acalentamos diariamente. Depararmo-nos com erros nossos ou de outrem será algo constante em nossas vidas; caberá a nós encontrar a melhor maneira de lidar com isso tudo em nosso favor.

A vida não é uma mercadoria

O discurso do Papa Francisco ao Comitê Nacional de Bioética : "Rebatam a cultura do desperdício"
"O respeito pela integridade do ser humano e a proteção da saúde, desde a concepção até a morte natural, considerando a pessoa em sua singularidade, sempre como um fim e nunca simplesmente como um meio" é um princípio ético "fundamentais também no que diz respeito das aplicações biotecnológicas no campo da medicina, que nunca podem ser utilizados de uma forma prejudicial para a dignidade humana, e não ser guiada apenas por fins industriais ou comerciais " O Papa Francisco afirmou em 28 de janeiro falando na Comissão Nacional de Bioética recebido na Sala do Consistório.

O tempo da delicadeza

Gosto muito de livros e filmes que retratam recomeços. Deve ser porque lá no fundo a gente está sempre a recomeçar, mesmo que não perceba. Todos os dias fazemos escolhas, decidindo voltar para casa, para os braços de quem amamos, para a vida que vivemos. Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre. Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas - o amor também. Há gente que imagina o amor como solução. Não entende que amor é construção.

Sínodo: Consensos difíceis, alguns acordos e críticas à falta de abordagem de temas relevantes sobre a família

Encontra-se em processo de análise a versão final do relatório do Sínodo, que será entregue ao Papa. © DR O acesso dos divorciados recasados à Comunhão, a preparação para o matrimónio e a necessidade de alterações de linguagem dominaram as conferências de imprensa da última semana do Sínodo, bem como os 13 relatórios apresentados. No que diz respeito aos divorciados recasados, as opiniões dividem-se. São várias as referências que insistem na manutenção da “actual disciplina”, admitindo que os católicos devem “abster-se” da Comunhão. No entanto, muitos frisam a necessidade de um acompanhamento dos casais que vivem em situações irregulares. Já a importância de se aprofundar a preparação matrimonial é matéria unânime entre os grupos de trabalho. Numa óptica de balçanço do Sínodo, diversos bispos lamentam a falta de tempo para abordar temas relevantes relacionados com a família.