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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta alegria

Desculpa

«Pedir desculpas é difícil,  mas torna-se libertador.»  Pe. Rui Miguel
Não é fácil admitir que erramos. Não é fácil interiorizar que nem sempre temos razão. É preciso olharmos para dentro e percebermos do que somos feitos. É preciso nascermos de novo. É necessário sabermos que "é muito mais aquilo que nos une, que aquilo que nos separa.". É urgente que tenhamos a coragem de pedir desculpas. É urgente que tenhamos a audácia de entender que aquele que se cruza connosco vai encontro da mesma humanidade. É certo que é uma humanidade recheada de diferenças, mas são nelas que encontramos toda a sua beleza.

Solenidade da Epifania do Senhor: Caminhar para encontrar a Glória

O Papa presidiu na manhã da sexta-feira (06/01) a Solenidade da Epifania do Senhor, na Basílica de São Pedro. Francisco falou de uma "nostalgia" que impeliu os reis magos a colocarem-se a caminho e seguir a estrela de Belém.  "Lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo", refletiu o Pontífice.
Homilia integral
«Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo» (Mt 2, 2).
Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, dão-nos a conhecer o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

DE REPENTE...

De repente,
num instante fugaz,
os fogos de artifício anunciam que
o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz,
as taças de champanhe cruzam-se e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e ano novo chegou.

Poemas de Natal

Natal Que nos trazes a não ser lágrimas cada vez mais,
natal eterno a nascer
de outros natais...
Ligeira esperança que toca
os nossos olhos molhados
e o sangue da nossa boca,
amordaçados...

Dificilmente voltarei a gostar do Natal

Hoje não gosto do Natal, da correria, da preocupação, do enredo à volta de um presente, da ostentação, de quem vai dar ou receber o melhor, da pressa levada às lojas, do consumismo louco e sem regras
A minha avó contava-me que na véspera, quando já todos dormiam, metia dentro dos sapatos de cada uma das crianças um rebuçado, e que na manhã de Natal aquilo era de uma felicidade levada a extremos. Que faziam daquilo história para o ano todo, que depois daquela manhã eram todos mais felizes. Foi este o Natal que ela me passou, mesmo que eu o achasse fraco porque já tinha um Game Boy e carros telecomandados; mas apreciava o verdadeiro sentido das coisas, o gesto que enchia corações e os tornava felizes com tanto no meio de tão pouco.

DESEMBRULHAR O NATAL

Será que algum dia nos aproximaremos da dádiva genuína e desinteressada, da pura dádiva? E como é que isso se faz?
No frenesim de consumo que atropela dezembro, nesse labirinto de excesso, euforia e solidão em que a vida, como uma imposição, se torna, cada um de nós aprende, mesmo sem dizê-lo, alguma coisa sobre a dádiva. Ora, talvez o que nos custe mais neste insano tráfico pré-natalício seja, precisamente, a constatação dolorosa e inconfessada de que não sabemos ou não conseguimos dar. Ainda que as mãos se atulhem de embrulhos, sabemo-las no fundo vazias, atadas às suas posições invisíveis, incapazes de dar não o inútil, mas o que seria preciso, indisponíveis para a tarefa da reparação da vida, equivocadas em relação à verdadeira carência ou ao diagnóstico que fazem da escassez e da lacuna.

O Sim de Maria!

SOBRE ESTAR SOZINHO

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão a passar por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se procura hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A ideia de que uma pessoa é o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.

O VERBO SONHAR

Aquele lugar vazio dilatava o mundo.  Assegurava-nos, sem palavras, que a felicidade existe.
É impossível não ficar consternado quando, ao tornear o magnífico monte solitário, em vez de uma enseada silenciosa e vazia nos deparamos com um aglomerado onde a construção imobiliária se atropela, numa vertigem de dinheiro e ódio pela paisagem natural. Dir-me-ão que não é exemplo único. Sim, infelizmente não é. Mas aquela enseada teve como locatário único, durante séculos, apenas o vento. O vento que naquela franja do litoral se fazia lento, rastejava mansamente aplainando a areia, construía a caixa acústica para apurar as múltiplas possibilidades do seu assobio, esculpia as rochas negras que entravam como dóceis animais imóveis pelo mar adentro. O mar tinha o mesmo aspeto do cobre, um verde fundo cheio de cambiantes líquidas e azuis, mas ali incrivelmente límpido. Aquele lugar vazio — como dizê-lo? — dilatava o mundo. Assegurava-nos, sem palavras, que a felicidade existe. Aquele lugar era bel…

Meteorologia

Se há coisa que aprendemos depressa é esta: todos queremos, precisamos, desesperamos por ser felizes. Mas cada um é feliz à sua maneira. Dentro da semelhança aloja-se, portanto, esta inultrapassável variação que torna a vida (ainda mais) complexa e fascinante. Por exemplo, uma das minhas amigas mais antigas adora a chuva e o frio. Eu, por mim, prefiro de longe o calor e o sol. A princípio nem percebia bem as lamentações dela quando a primavera se enrobustecia e tudo decididamente se ilumina. Com os anos habituei-me ao mau humor dela em relação ao verão, aos adjetivos resmungados contra as rotinas estivais, ao completo rancor com que ela olha a meteorologia desses meses seguidos que fazem a felicidade de tantos.

Mas como é uma casa com estilo católico?

A maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela. Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas… E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas. Mas como é uma casa católica? Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência. Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica. Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas característica…

“O tempo não nos pertence”

Arcebispo Primaz escreveu Mensagem para a Solenidade de Todos os Santos e pediu que o dia seja de oração, reflexão e serena alegria. O prelado começou por explicar que, para além do tempo, também a eternidade não pertence à humanidade. Mesmo que sejam dois termos que à partida parecem excluir-se, estão, no entanto “profundamente ligados na fé cristã”, já que a incarnação de Cristo e a Sua presença convidam a humanidade a transgredir os limites impostos pela temporalidade que conhecemos como humana. “A cultura industrial e tecnológica criou, na nossa sociedade, uma nova percepção do tempo. O tempo é um bem precioso, mensurável e controlável. «Lembra-te que o tempo é dinheiro», disse Benjamin Franklin a um jovem empresário do século XVIII. Cada minuto, cada segundo, conta e deve ser rentabilizado. Penso, todavia, que esta concepção do tempo destrói por completo a nobreza do espírito humano”, explicou D. Jorge Ortiga, salientando que a referida nobreza assenta no ser em vez do ter.

O dom das lágrimas...

Entre um humor, ainda que reles, e qualquer fanatismo refinado, venha daí o humor

Virginia Woolf escreveu que “a felicidade é ter um pequeno fio onde as coisas se prendem por si”. Por vezes, o riso tem na vida a função desse pequeno fio que consegue o milagre de colar os fragmentos distantes e desavindos da própria experiência. Parece mesmo que as coisas, mesmo as mais difíceis, se prendem por si, convergem suavemente para uma repentina espécie de encaixe, sem o esforço que sabemos necessário. O riso é um instantâneo da graça, flagrante como uma iluminação. É uma resolução inesperada que reorganiza o mundo. Aquele meu amigo estava a principiar uma análise. Como todos os que começam, não sabia bem o que estava a fazer ali, deitado naquele divã. O psicanalista tentava movê-lo para algum sítio. Sugeriu-lhe que, se sentia dificuldade em falar, pegasse num elemento do seu campo visual. Foi então que ele reparou na estrelícia que estava na jarra. E concentrou nela o seu desgosto profundo. Detestava estrelícias, confessou.

A herança de meu pai

Precisamos de pensar na natureza dos tesouros que podemos efetivamente dar ou receber, e como eles estão afinal mais ao nosso alcance do que porventura julgamos... Quando se fala de heranças, deveria ser claro que as coisas materiais são o aspeto menos importante de uma transmissão que se for apenas dos direitos de propriedade disto ou daquilo verdadeiramente não se consuma. As heranças verdadeiras, aquelas que nos confirmam numa determinada filiação ou linhagem, têm por força que ser mais amplas, mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais irredutivelmente pessoais do que a pura materialidade. Lembro-me de um verso de Ruy Cinatti: “Quem não me deu Amor, não me deu nada”. E ele escrevia Amor assim, com maiúscula, como que a sugerir que a única dádiva que conta é aquela que nos inicia, através de mil entradas possíveis, no conhecimento do amor como o nome maior entre todos os outros, como a experiência que nos ancora no absoluto.

Humor e fé

Em Bragança, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, falou-se de Arte, Humor e Fé. Estiveram à conversa sobre este tema a própria pintora Graça Morais, o frade franciscano Fernando Ventura e a atriz Maria Rueff. Graça Morais falou da influência da sua educação religiosa na pintura que produz. Tem obras em que é evidente o diálogo e o confronto entre o sagrado e o profano, outras em que transparecem elementos religiosos como a Pietá. E ainda outras que se inspiram em certas manifestações religiosas, como as procissões.
Maria Rueff, apesar de já ter recebido prémios pelo desempenho de papéis dramáticos, ainda é mais conhecida como cómica. Testemunhou as fricções que, por vezes, há entre a fé e o humor. Sobretudo quando o humorismo sobre temas religiosos é entendido como um “rir de” e não como “um rir com”. Frei Fernando Ventura, com o recurso ao bom humor, ajudou por seu lado a desconstruir a ideia de que o bom sermão é o que faz chorar. Fê-lo no encontro com a pintora e a atriz e ta…

Jubileu Arciprestal da Família

No passado dia 21 de maio, a Igreja jubilar, Matriz Nova de Santo Adrião, do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão, acolheu a celebração do jubileu da Família e das famílias do arciprestado, tempo presente 9 casais a celebrar as suas bodas matrimoniais de 1, 25, 50 e 60 anos.  Esta celebração, presidida pelo Vice Arcipreste P.e Francisco Carreira e animada pelo coro de São Martinho de Cavalões, deixou interpelações para a família. A coincidência do jubileu da Família com a Solenidade da Santíssima Trindade ajudou a tomar consciência da unidade, da comunhão, da relação e vida à qual a família é diariamente chamada a viver. Mas para que tudo isto se concretize é importante assumir uma atitude abertura ao outro diferente de si, mas complementado e enriquecido pelo outro. Trata-se de um aprender a receber para aprender a dar. Aprender a receber exige abertura, solicitude e humildade. Aprender a dar exige discernimento sobre o bem, o bom e o belo que oferecemos ao outro.  A Santíssima Trin…

Algumas das belas frases da AMORIS LAETITIA do papa Francisco

“Precisamos encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais íntimas dos jovens, onde são mais capazes de generosidade, de compromisso, de amor e até mesmo de heroísmo, para convidá-los a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio de matrimónio”. (numeral 40, capítulo.2)
A nova exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco contém algumas belas frases que enchem de esperança os fiéis ante as dificuldades e as diversas situações das famílias e matrimónios do século XXI. Nesta nota, deixamos algumas delas: 1. “Nesta breve resenha, podemos comprovar que a Palavra de Deus não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem, mesmo para as famílias que estão em crise ou imersas em alguma tribulação, mostrando-lhes a meta do caminho”. (numeral 22, capítulo 1)

13 conselhos do Papa Francisco em Amoris Laetitia para um bom matrimónio

"Alegria do Amor" para um bom matrimónio:
O Papa Francisco usou o “hino da caridade” de São Paulo, em sua primeira Carta aos Coríntios, a fim de dar alguns conselhos sobre como sustentar um bom casamento durante os anos baseado no amor verdadeiro. O Papa Francisco usou o “hino da caridade” de São Paulo, em sua primeira Carta aos Coríntios, a fim de dar alguns conselhos sobre como sustentar um bom casamento durante os anos baseado no amor verdadeiro. “Vale a pena deter-se a esclarecer o significado das expressões deste texto, tendo em vista uma aplicação à existência concreta de cada família”, explicou.
1. Paciência:Esta, escreveu Francisco, “não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos”, mas “o amor tem sempre um sentido de profunda compaixão que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, também quando atua de um modo diferente ao qual eu desejaria”.