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A mostrar mensagens com a etiqueta Separação

Carta ao meu marido nesta fase complicada do casamento

A nossa vida é complicada neste momento, não é? Nós não queremos que seja. Mas neste momento é. Trabalhamos para ser pagos para pagarmos contas e parece que há sempre mais meses do que dinheiro. Temos duas pessoas muito pequeninas que parecem nossos chefes, enquanto nos esforçamos por manter o controlo. Somos empurrados de tantas maneiras que, por vezes, damos por nós e estamos em lados opostos. Acabamos por discutir. Discutimos sobre as decisões parentais e também sobre “quem é a vez de trocar a fralda”. Discutimos sobre dinheiro e sobre as vezes que escolhemos ir almoçar fora na semana passada. Discutimos sobre a roupa para lavar e passar e sobre a limpeza da casa. Discutimos sobre coisas estúpidas que, eventualmente, acabamos por nos desviar do tema e discutimos sobre outras coisas à mistura.

Um grande "sim" à família

O Cardeal Christoph Schönborn disse que o Sínodo dos Bispos já atingiu o objetivo principal: reafirmar um grande "sim" à família. Em declarações à Zenit na semana passada, o arcebispo de Viena aplaudiu a nova metodologia escolhida pelo Papa Francisco para o Sínodo, apesar das críticas iniciais de que as mudanças causaram "confusão". Em vez disso, disse o cardeal, a mudança é "muito, muito útil, pois envolve cada um dos participantes”. "Há 13 reuniões em pequenos grupos, três vezes mais do que os sínodos precedentes. Com este método - menos Plenárias e mais grupos linguísticos - mais direto, eu diria, gera um contato mais frutuoso para as discussões", disse ele.

A batalha mais difícil

Roubo este título ao livro Mapa Sentimental (Editora Aguilar, Madrid, 2012), do meu amigo Javier Urra. Psicólogo clínico e forense, Javier tem dedicado a sua vida à defesa dos direitos das crianças e à intervenção junto de jovens com problemas comportamentais. É autor de vários livros, alguns publicados em Portugal, que se recomendam pela abordagem ética dos problemas dos mais novos e das suas famílias. No livro Mapa Sentimental, Javier Urra defende que a estabilidade emocional se alcança através do conhecimento aprofundado dos próprios sentimentos e da responsabilização pelas acções de cada um. Através do autocontrolo, atingimos a segurança emocional, essencial para consolidarmos uma boa saúde mental.  Javier Urra, a propósito da “batalha mais difícil”, cita Napoleão Bonaparte, que afirmou: “Tenho-a todos os dias comigo mesmo.” E assinala como essenciais o compromisso, a responsabilidade e o vínculo, para a construção de relações humanas mais satisfatórias.

Respostas às questões propostas para a IX Jornada da Família - Nas periferias da Família

HÁ MUITOS DIVÓRCIOS, SEPARAÇÕES, UNIÕES DE FACTO. COMO TE POSICIONAS FACE A ESTAS SITUAÇÕES? ACEITAS COM INDEFERENÇA E RESIGNADO ÀS EVIDENCIAS? SABES O QUE DIZ A IGREJA SOBRE ELAS? CONHECES ALGUÉM NESTAS CIRCUNSTANCIAS?

- Não aceito. Sei, Jesus disse “o que Deus une jamais o homem pode separar”. Conheço bastantes, infelizmente.
- A nossa sociedade vive a ritmo alucinante, com vários problemas; desemprego, falta de dinheiro, doenças, fome e para agravar surgem sentimentos de revolta; ciúme, orgulho e comportamentos indevidos. Tudo isto contribui para os divórcios e separações. Eu penso que a Igreja luta contra estas “enfermidades”. A Igreja precisa de capacidade de tratar feridas.
- Este é um tema muito delicado e sensível (sou casada). Hoje existem muitos estados emocionais desequilibrados, daí o assunto ser delicado. Aceito as indiferenças a que estou sujeita. A Igreja neste assunto é muito diversa. Infelizmente ou felizmente conheço.
- Com respeito. Não, tento mediar alguns casos. Outro…

Igreja, mãe de coração aberto - IX Jornadas da Pastoral Familiar

O Santo Padre confronta-nos com uma verdade infelizmente inquestionável. A família atravessa uma grande e profunda crise cultural, como tudo quanto implica ou exige vínculos consistentes. Quando sabemos e experimentamos – hoje mais do que nunca - que a família é a célula base da sociedade, devemos questionar-nos sobre as razões destas fragilidades dos vínculos matrimoniais e comprometermo-nos com testemunhos concretos de fidelidade trabalhando, assim, para que a família se torne verdadeiramente naquilo que ela é.
  Nem sempre é fácil para os casais preservar o essencial da família, particularmente nesta relação com a sociedade, estando dentro dela, sentindo-a no concreto a exercer uma influência muito tenaz. É mais fácil deixar-se contaminar por este espírito que destrói o essencial do que exercer influência. Daí que os casais cristãos, trabalhando na sua fidelidade e felicidade familiar, devem reconhecer que lhes compete um papel missionário de sair para ir ao encontro das famílias, d…

No casamento, Deus é o amor maior

«Acabou!» Com essa breve observação, muitas pessoas descrevem o final de seu casamento. Por trás desse verbo há crises, sofrimentos, desabafos e, não poucas vezes, discussões infindas. Em que lugar foram enterrados os sorrisos do dia do casamento e as promessas de fidelidade «até que a morte nos separe»? Em que fase da vida se desvaneceu a certeza de que «ninguém será mais feliz do que nós dois»? Como entender a amargura que tomou conta de um relacionamento que parecia tão feliz?... Nenhum casamento termina “de repente”. Especialistas matrimoniais constatam que, normalmente, o caminho da desintegração tem quatro etapas, profundamente interligadas – isto é, cada etapa prepara e praticamente condiciona a seguinte. Na primeira, começam a surgir comentários negativos, um a respeito do outro. Mais do que queixar-se do esposo ou da esposa (a queixa refere-se a um comportamento específico), multiplicam-se críticas que são sempre abertas, indeterminadas, gerais: «És um chato!»; «estás cada vez …

Sínodo: Bispos portugueses analisam resultados do inquérito

Contributos para a próxima assembleia extraordinária revelam «dificuldades em transmitir a fé» nas famílias.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje em Fátima que os resultados do inquérito do Vaticano sobre a família indicam, no contexto nacional, que as famílias “têm dificuldade em transmitir a fé e até os valores morais”. “Muitas vezes endossa-se à Escola os valores morais e os princípios éticos e que a Igreja faça a educação religiosa e catequética”, quando “o ambiente para transmitir toda a espécie de valores” deve ser “o ambiente da própria família”, referiu o padre Manuel Morujão. O questionário que a Santa Sé remeteu às dioceses de todo o mundo, subordinado ao tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, foi abordado pelo sacerdote no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, que decorreu na Casa de Nossa Senhora das Dores. Em declarações aos jornalistas, o padre Manuel Morujão saudou “a grande adesão” que o projeto registou,…

E tu que dizes?! Nas periferias da Família - IX Jornada da Família

Papa promete reflexão sobre casamento e segundas uniões

O Papa Francisco disse esta segunda-feira que a Igreja Católica vai promover uma reflexão sobre a questão da nulidade dos matrimónios e as segundas uniões, que considerou um “problema grave”. “O problema não pode ser reduzido à questão de comungar ou não, porque quem coloca o problema somente nestes termos não entende qualé o verdadeiro problema”, disse, num encontro com o clero de Roma que decorreu na Basílica de São João de Latrão, a catedral da capital italiana. Segundo o Papa, este é “um problema grave de responsabilidade da Igreja, em relação às famílias que vivem esta situação”. Francisco adiantou que o tema vai estar em debate entre 1 e 3 de outubro na primeira reunião com os membros da comissão de oito cardeais representantes dos cinco continentes que nomeou para o aconselharem no governo da Igreja e também para estudarem o documento que regulamenta a Cúria Romana. O Papa disse ainda que o tema do casamento será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos, por ser uma "perife…

Aos casais em situação de separação, divórcio e nova união

«O Senhor está próximo daqueles que têm o coração ferido» 
Carta do Cardeal Arcebispo de Milão, Dionigi Tettamanzi, aos casais em situação de separação, divórcio e nova união. 
Caríssimos irmãos e irmãs, 
Há muito tempo que cultivo o desejo de dirigir-me a vós de uma forma o mais directa e pessoal possível. Gostaria, na verdade, de pedir-vos autorização para entrar na vossa casa como um irmão e solicitar um pouco do vosso tempo. Faço-o agora com esta minha carta que pretende ser simples e familiar, quase ao jeito de pedido, para sentar-me ao vosso lado num diálogo que espero agradável e possa também continuar no tempo. Quantos de vós são crentes e se sentem pertencentes à Igreja e reconhecem no Bispo também um pai e um mestre. Sinto muito perto do meu coração, de mim Bispo, aqueles baptizados que porventura já não se consideram crentes ou que se sentem excluídos da grande comunidade dos discípulos do Senhor, por incompreensão ou desilusão. Queria, portanto, encontrar-me com uns e com …