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A mostrar mensagens com a etiqueta Perdão

Desculpa

«Pedir desculpas é difícil,  mas torna-se libertador.»  Pe. Rui Miguel
Não é fácil admitir que erramos. Não é fácil interiorizar que nem sempre temos razão. É preciso olharmos para dentro e percebermos do que somos feitos. É preciso nascermos de novo. É necessário sabermos que "é muito mais aquilo que nos une, que aquilo que nos separa.". É urgente que tenhamos a coragem de pedir desculpas. É urgente que tenhamos a audácia de entender que aquele que se cruza connosco vai encontro da mesma humanidade. É certo que é uma humanidade recheada de diferenças, mas são nelas que encontramos toda a sua beleza.

A herança de meu pai

Precisamos de pensar na natureza dos tesouros que podemos efetivamente dar ou receber, e como eles estão afinal mais ao nosso alcance do que porventura julgamos... Quando se fala de heranças, deveria ser claro que as coisas materiais são o aspeto menos importante de uma transmissão que se for apenas dos direitos de propriedade disto ou daquilo verdadeiramente não se consuma. As heranças verdadeiras, aquelas que nos confirmam numa determinada filiação ou linhagem, têm por força que ser mais amplas, mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais irredutivelmente pessoais do que a pura materialidade. Lembro-me de um verso de Ruy Cinatti: “Quem não me deu Amor, não me deu nada”. E ele escrevia Amor assim, com maiúscula, como que a sugerir que a única dádiva que conta é aquela que nos inicia, através de mil entradas possíveis, no conhecimento do amor como o nome maior entre todos os outros, como a experiência que nos ancora no absoluto.

A misericórdia é escandalosa e louca

«A misericórdia é qualquer coisa de escandaloso, louco, até, para a lógica humana. Não raro, no decorrer da história e dentro da Igreja, foi interpretada exatamente ao contrário de como Jesus a colocou em prática com a mulher adúltera, que escribas e fariseus queriam apedrejar.» Enzo Bianchi fala com a verve do homem apaixonado. Cita os Evangelhos, a festa hebraica do Yom Kippur, o profeta Oseias e o místico russo Silvano do Monte Athos. No Salão do Livro de Turim dialogou com o psicanalista Massimo Recalcati, partindo do seu último livro, “L’amore scandaloso di Dio”, o amor escandaloso de Deus (editora San Paolo, 144 págs.). O prior da Comunidade de Bose sublinha o sentido paradoxal da misericórdia: «Não é o arrependimento que cria o perdão, mas o perdão que nos é dado é que provoca o arrependimento». Isto é possível graças à «força assimétrica», como a define Recalcati, do perdão: «Não perdoo o outro porque se arrepende mas perdoo-o porque este gesto abre o cenário inédito do arrepend…

"Não somos perfeitos" diz o papa Francisco

“Não existe família perfeita! Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Dececionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.

Perdoar nem sempre é fácil...

Perdoar nem sempre é fácil, principalmente quando a causa da ofensa abriu profundas feridas no coração. Mas aqui está um caminho sereno para abrir seu coração ao perdão.  Muitos caminham pela vida com feridas abertas há muitas décadas, buscam a cura para a cicatrização; mas quando pensam que ela ocorreu, a ferida se abre novamente e causa dores maiores que no passado. Jesus nos diz que devemos perdoar o nosso irmão setenta vezes sete, ou seja, o perdão não tem limites para ser concedido. No entanto, nossa realidade humana, frágil e pecadora insiste em deixar que a ofensa seja maior que o perdão. Tudo isso se deve à profundidade que a mágoa causou em nossa alma. Bom mesmo seria se conseguíssemos perdoar sempre e de coração.

O perdão alivia o coração, mas não apaga o erro

Perdoar nem sempre significa a retomada de tudo como era, do amor como já foi um dia, da amizade tal como nos parecia inabalável. Ninguém nem nada permanece igual após ser alvejado pela carga avassaladora das decepções, da quebra de promessas, da traição, da falsidade, da maldade enfim. Humanos que somos, será inevitável errarmos e sermos vítimas de equívocos alheios. Errar faz parte da natureza humana, sendo extremamente útil em nosso aprimoramento pessoal, no fortalecimento de nossas convicções e em nossa busca pela realização dos sonhos que acalentamos diariamente. Depararmo-nos com erros nossos ou de outrem será algo constante em nossas vidas; caberá a nós encontrar a melhor maneira de lidar com isso tudo em nosso favor.

Reconciliação na Família

«Que tristeza! Perdão, irmãos!»: Papa critica tentativa de uniformizar cultura e reitera que família é essencial

O papa celebrou esta segunda-feira a missa com as comunidades indígenas de Chiapas, no México, tendo lamentado e pedido desculpa pela exploração e o menosprezo a que foram votadas ao longo dos séculos por parte dos colonizadores. «Muitas vezes, de forma sistemática e estrutural, os vossos povos acabaram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideram inferiores os vossos valores, a vossa cultura e as vossas tradições. Outros, fascinados pelo poder, o dinheiro e as leis do mercado, espoliaram-vos das vossas terras ou realizaram empreendimentos que as contaminaram. Que tristeza! Como nos seria útil a todos fazer um exame de consciência e aprender a pedir perdão! Perdão, irmãos!», declarou. Na celebração que decorreu em San Cristóbal de Las Casas, Francisco criticou a «cultura do descarte» que procura consolidar uma visão única do mundo, e que para esse efeito procura eliminar as multiformes expressões de pensamento e expressão artística que estiveram na origem e na identidade …

Sagrada Família: experimentar a alegria do perdão

Domingo 27 de dezembro, Domingo da Sagrada Família– na Basílica de S. Pedro o Papa Francisco presidiu à Eucaristia celebrando o Jubileu das Famílias no Ano Santo da Misericórdia. Peregrinar e rezar em família vivendo a alegria do perdão e da misericórdia na vida de todos os dias – este o desafio do Papa Francisco para as famílias do mundo. Não perder a confiança na família, abrindo o coração sem nada esconder.  Partindo da narrativa apresentada por S. Lucas no Evangelho o Santo Padre focalizou a sua atenção na viagem de Jesus, Maria e José “como peregrinos a Jerusalém pela festa da Páscoa”. “O facto mais interessante posto em evidência pela Palavra de Deus” – disse o Santo Padre – “é a peregrinação ser feita pela família inteira: pai, mãe e filhos vão, todos juntos, à casa do Senhor a fim de santificar a festa pela oração. É uma lição importante oferecida também às nossas famílias” – salientou o Papa Francisco: “Como nos faz bem pensar que Maria e José ensinaram Jesus a rezar as orações! …

Papa recorda lição de idosa portuguesa, elogia a esperança e lamenta «rigidez» na Igreja

O papa evocou hoje, no Vaticano, a lição espiritual que recebeu de uma idosa portuguesa, elogiou quem mantém a esperança entre as dificuldades e criticou a «rigidez» e o «legalismo» dos fiéis que se «fecham» em si mesmos.  Na homilia da missa a que presidiu, Francisco lembrou o dia de 1992 em que estava a confessar há várias horas, em Buenos Aires, quando chegou uma idosa de 80 anos «com os olhos que viam mais, olhos cheios de esperança», relata a Rádio Vaticano.

Família e misericórdia

As obras de misericórdia como atos criadores da família O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.

Não se pode viver em família sem se perdoar, diz papa Francisco

Nesta quarta-feira, 4 de novembro, Francisco destacou que a família é um grande ginásio de treinamento ao dom e ao perdão recíproco sem o qual nenhum amor pode durar muito Apresentamos o texto completo da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de novembro:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia! A Assembleia do Sínodo dos Bispos, que se concluiu há pouco, refletiu a fundo a vocação e a missão da família na vida da Igreja e da sociedade contemporânea. Foi um evento de graça. Ao término, os padres sinodais me entregaram o texto de suas conclusões. Quis que esse texto fosse publicado para que todos participassem do trabalho em que nos viram empenhados juntos por dois anos. Esse não é o momento de examinar tais conclusões, sobre as quais devo eu mesmo meditar. Nesse meio de tempo, porém, a vida não para, em particular a vida das famílias não para! Vocês, queridas famílias, estão sempre em caminho. E continuamente escrevem já nas páginas da vida concreta a beleza do Evangelho da …

Misericordiae Vultus - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

FRANCISCO, BISPO DE ROMA
SERVO DOS SERVOS DE DEUS A QUANTOS LEREM ESTA CARTA GRAÇA, MISERICÓRDIA E PAZ

1. Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. O Pai, « rico em misericórdia » (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como « Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade » (Ex 34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na « plenitude do tempo » (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa,[1]Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus.

Oração de Ação de Graças pela família na Festa da Sagrada Família

Senhor Jesus, é a partir de ti e da comunhão contigo, que em cada família podem germinar frutos de amor. Desde o princípio fazes-nos compreender que a fé manifesta-se em toda a nossa vida  e muito particularmente na vida de família; Por isso, Senhor Jesus, como eleitos de Deus,  santos e prediletos, queremos revesti-nos de sentimentos  de MISERICÓRDIA, de BONDADE, HUMILDADE, MANSIDÃO e PACIÊNCIA. Não queremos apenas suportar-nos uns aos outros, mas desejamos ser suporte uns para os outros.

A fraternidade não se compra…

Para curar feridas profundas das relações primárias da nossa vida (a fraternidade) é preciso tempo, é vital. Ninguém consegue reconciliar-se verdadeiramente se não permitir que a dor-amor entre até à medula da relação doente, seja absorvida e, lentamente, a cure. São sobretudo necessárias ações que, com a linguagem do comportamento que desejamos, digam com verdade "recomeçar". A segunda parte do ciclo de José é uma esplêndida lição sobre o processo de reconstrução da fraternidade negada, sobretudo quando há uma vítima inocente que, depois de longo e doloroso caminho, consegue chegar ao perdão e à reconciliação. Após os primeiros sete anos de abundância («de vacas gordas»), houve uma duríssima carestia, «mas no Egito havia comida» (Génesis 41,54). A carestia atingiu também Caanã. Jacob-Israel «soube que no Egito se distribuiam rações de trigo» (42,1), e enviou os filhos à terra do Nilo. Eles partiram; ficou apenas Benjamim, o mais novo, filho seu e de Raquel. Jacob quis que fic…

Teologia do Corpo por Cristopher West

Parte I
Nas minhas conferências sobre a Teologia do Corpo de João Paulo II, as pessoas ficam geralmente espantadas com a beleza desta visão da vida humana, a ao mesmo tempo, pela sua incapacidade de a levar avante. Daí que uma das questões que mais frequentemente oiço seja “Como é que eu posso viver isto?”
Este é o dilema de quem encontra a doutrina de Cristo: por nós próprios, não temos o que é necessário para a cumprir. Como diz João Paulo II, “Amar e viver de acordo com os Evangelhos está para além das capacidades humanas. É possível somente como resultado de um dom de Deus que, pela Sua Graça, cura, restaura e transforma o coração humano”. Viver o Evangelho é então “uma possibilidade aberta apenas ao homem pela graça, pelo dom de Deus, pelo Seu amor.” (Veritatis Splendor, 23-24)
Na Teologia do Corpo, João Paulo II dá-nos um programa tripartido que nos permite abrirmo-nos a este amor divino, a esta graça: Oração, Eucaristia e Penitência. Estes, diz ele, são os meios “infalíveis e indi…

Querida mãe… (Dia da Mãe)

Querida Mãe, À semelhança da virgem Maria, Acolheste o dom da minha vida e me deste educação. Obrigado por eu ser aquilo que sou Obrigado por eu ser como sou Obrigado por aquilo que não sou Obrigado pelos teus sonhos Obrigado pelas noites mal dormidas e pelo sacrifício Obrigado pelo exemplo Obrigado pelo mimo doseado e equilibrado Obrigada pelo sim e pelo não Obrigada pelo amor e pelo perdão.
Querida mãe, Perdoa as palavras que proferi e aquelas que ficaram por dizer… Perdoa a minha ausência e a minha indiferença Perdoa as escolhas erradas que fiz Perdoa a minha falta de carinho Perdoa a deceção que provoquei e as lágrimas que te causei Perdoa a minha fragilidade
Querida Mãe, eu gosto muito de Ti! Se és mãe e pai, agradeço a tua força e a tua coragem Se és mãe de coração, obrigado pela nobreza da tua entrega Se és mãe órfã de teu filho, acredita na esperança… Se já está ausente, junto do Pai, quero dizer-te que sinto saudades e deixo um até já! Peço a Deus que te abençoe, assim como todas as outras mães!

Querido filho! - DIA DA MÃE

Pai pródigo versus filho pródigo

Ontem e hoje... 
Há sempre um Pai muito mais pródigo no amor, no perdão, na ternura e liberdade do que os seus filhos...

O Papa, em festa, responde às famílias V

O PAPA EM FESTA COM AS FAMÍLIAS DO MUNDO
5. FAMÍLIA ARAÚJO (família brasileira de Porto Alegre)
MARIA MARTA: Santidade, no nosso Brasil, como aliás no resto do mundo, continuam a aumentar as falências matrimoniais. Chamo-me Maria Marta, ele é Manoel Ângelo. Estamos casados ​​há 34 anos e já somos avós. Na qualidade de médico e psicoterapeuta familiares, encontramos muitas famílias, notando nos conflitos de casal uma dificuldade mais acentuada de perdoar e de aceitar o perdão, mas em vários casos constatámos o desejo e a vontade de construir uma nova união, algo duradouro, mesmo para os filhos que nascem da nova união.
MANOEL ÂNGELO: Alguns destes casais re-casados teriam vontade de aproximar-se da Igreja, mas, quando vêm negar-lhes os Sacramentos, a sua decepção é grande. Sentem-se excluídos, marcados por um juízo sem apelo. Estas grandes penas magoam profundamente aqueles que nelas estão envolvidos; são lacerações que se tornam também parte do mundo, são feridas também noss…