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A mostrar mensagens com a etiqueta Pais

O poder do diálogo

Um dos meus maiores amigos, que é uma pessoa com um coração gigante e que vê sempre o lado positivo de todas as situações, contou-me um dia como eram as coisas na sua casa. Ao final do dia ele e os irmãos sentavam-se no chão com a mãe, numa roda, a falar sobre o que tinham feito.

“Os pais não são amigos dos filhos. São adultos e devem funcionar como tal, traçando limites”

O psiquiatra Daniel Sampaio, que trabalha há mais de 30 anos com adolescentes e famílias, alerta: “quando as gerações ficam muito próximas, a autoridade enfraquece”Na última crónica que escreveu para a revista P2, do jornal Público, em Dezembro último, dizia que os pais estão mais próximos dos filhos como nunca, mas, em muitos casos, há um marcado défice de autoridade”. O que está a falhar? Na primeira metade do século XX, os pais estavam mais distanciados dos filhos. Existia autoritarismo e, muitas vezes, castigos físicos. A relação entre pais e filhos era de uma certa distância repressiva. A partir da segunda metade do século XX, nos anos 70 e 80, houve uma aproximação das gerações. Os pais, sobretudo, os progenitores masculinos, ficaram próximos das crianças. Do ponto de vista psicológico, isso foi muito benéfico. Mas, quando as gerações ficam muito próximas, a autoridade enfraquece. Neste momento existem muitos problemas porque os pais têm dificuldade em exercer a autoridade e a fu…

Batizar é pedir a Fé

Neste domingo, 8 de Janeiro (2017), o Papa Francisco presidiu na Capela Sustinha  no Vaticano, à Eucaristia por ocasião do Baptismo do Senhor. E como já é tradição, neste dia, o Papa baptizou algumas crianças: 28 ao todo, 13 de sexo feminino e 15 de sexo masculino.Na sua breve homilia, dirigindo-se aos pais dessas crianças, o Papa disse:“Vós pedistes para as vossas crianças, a fé que será dada pelo baptismo. A fé: isto significa vida de fé, porque a fé deve ser vivida. Caminhar pelos caminhos da fé e dar testemunho da fé. A fé não é recitar o “Credo” domingo, quando vamos à Missa: não é só isto. A fé é acreditar naquilo que é a Verdade: Deus Pai que enviou o seu Filho e o Espírito que nos vivífica. Mas a fé é também confiar-se a Deus, e deveis ensinar isto às vossas crianças, com o vosso exemplo, com a vossa vida. E a fé é luz: na cerimónia do baptismo vos será dada uma vela acesa, como nos primeiros dias da Igreja.

Bênção para famílias "irregulares"

Senhor, que sondais e perscrutais os corações destes Vossos filhos e filhas, Vós que conheceis e alimentais os seus sonhos, e os amparais nos seus pesadelos:
Infundi neles a Vossa luz e sabedoria, para iluminarem, de esperança e confiança, as suas crises, angústias e dificuldades, e discernirem, na verdade e na caridade, com humildade e a ajuda da Igreja, os caminhos possíveis de resposta a Deus e de crescimento, no meio dos limites.

TUDO COMEÇA PELO ESPANTO

Uma das grandes virtudes que precisamos de reencontrar é a arte do espanto, pois é verdadeiramente por aí que tudo começa...

Lembro-me muitas vezes de um ensaio da escritora italiana Natalia Ginzburg sobre aquilo que os pais transmitem aos filhos. E a opinião dela é que os pais parecem esgotar o seu papel no ensinamento das pequenas virtudes, e frequentemente se demitem de dizer uma palavra ou tomar uma iniciativa sobre as grandes. É como se todo o nosso sistema de valores educativos se restringisse à aprendizagem do que é o senso comum adquirido, aquilo que de uma forma ou de outra se respira no ar, escolhendo assim a estrada mais cómoda. O pior, porém, é o que, neste modelo educativo, se deixa a descoberto em termos da aventura humana como aventura de construção do sentido. E Natalia Ginzburg dá exemplos. A relação com o dinheiro é um deles. Os pais sentem o cuidado de ensinar os filhos a poupar e a utilizar de forma parcimoniosa os recursos financeiros, mas sentem menos, como tarefa…

Entre um humor, ainda que reles, e qualquer fanatismo refinado, venha daí o humor

Virginia Woolf escreveu que “a felicidade é ter um pequeno fio onde as coisas se prendem por si”. Por vezes, o riso tem na vida a função desse pequeno fio que consegue o milagre de colar os fragmentos distantes e desavindos da própria experiência. Parece mesmo que as coisas, mesmo as mais difíceis, se prendem por si, convergem suavemente para uma repentina espécie de encaixe, sem o esforço que sabemos necessário. O riso é um instantâneo da graça, flagrante como uma iluminação. É uma resolução inesperada que reorganiza o mundo. Aquele meu amigo estava a principiar uma análise. Como todos os que começam, não sabia bem o que estava a fazer ali, deitado naquele divã. O psicanalista tentava movê-lo para algum sítio. Sugeriu-lhe que, se sentia dificuldade em falar, pegasse num elemento do seu campo visual. Foi então que ele reparou na estrelícia que estava na jarra. E concentrou nela o seu desgosto profundo. Detestava estrelícias, confessou.

A herança de meu pai

Precisamos de pensar na natureza dos tesouros que podemos efetivamente dar ou receber, e como eles estão afinal mais ao nosso alcance do que porventura julgamos... Quando se fala de heranças, deveria ser claro que as coisas materiais são o aspeto menos importante de uma transmissão que se for apenas dos direitos de propriedade disto ou daquilo verdadeiramente não se consuma. As heranças verdadeiras, aquelas que nos confirmam numa determinada filiação ou linhagem, têm por força que ser mais amplas, mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais irredutivelmente pessoais do que a pura materialidade. Lembro-me de um verso de Ruy Cinatti: “Quem não me deu Amor, não me deu nada”. E ele escrevia Amor assim, com maiúscula, como que a sugerir que a única dádiva que conta é aquela que nos inicia, através de mil entradas possíveis, no conhecimento do amor como o nome maior entre todos os outros, como a experiência que nos ancora no absoluto.

Férias em Família

Encontramo-nos num tempo em que o tema Férias é quase inevitável. Desejamos “boas férias” aos amigos e até aos mais ou menos conhecidos. Férias tempo de pausa, tempo de alterar rotinas, tempo de descanso merecido, tempo de família e de partilha, onde diferentes gerações se cruzam, tempo para refletir e encontrar pontos comuns , os sonhos no olhar de cada um, as histórias que se vão contando, as experiências que se vão transmitindo. Férias tempo de paragem no turbilhão do dia a dia . Quantas vezes vivemos encurralados no nosso pequeno Mundo, sem lugar para os outros, os outros que são os nossos , que somos nós mesmos. Féria tempo de recarregar energias para um novo ano de trabalho, que rapidamente se avizinha. O tempo passa demasiadamente depressa, quando fazemos algo de que gostamos e nos dá prazer.

Tempo de férias escolares é também altura de reforçar a segurança na internet lá em casa

Mais tempo livre é atualmente igual a mais tempo online, o que se pode tornar um problema para pais e educadores já que os mais novos estão entre os utilizadores mais vulneráveis na internet. O site SeguraNet pode ser uma ajuda. O website tem várias ferramentas dirigidas aos pais e educadores mas também outras para os mais novos, aliando a prevenção e educação aos jogos e entretenimento, uma das melhores formas de captar a atenção de crianças e adolescentes.

Crianças mais generosas

O sucesso depende, mais do que nunca, de saber colaborar com os outros, por isso é fundamental educar crianças empáticas e socialmente conscientes. Segundo a revista online “Pazes”, investigadores de Harvard chegaram aos seguintes cinco conselhos para ensinar os mais novos, desde cedo, a serem mais generosos e altruístas.
1. Passe tempo com os seus filhos Essa parece ser a base de tudo. Quando as crianças são tratadas com respeito e amor, tendem a aprender a respeitar e a importar-se mais com o próximo. Converse, faça perguntas, escute as respostas com interesse, planeie programas divertidos para fazerem juntos… Uma criança que se sente amada já tem meio caminho andado.
2. Dê o exemplo As crianças aprendem a ter comportamentos éticos e morais, observando o comportamento dos pais e de outros adultos que respeitam. Preste atenção ao seu comportamento.

O Verbo COZINHAR

Jurou que nunca cozinharia, até que um dia o filho a alertou para a falta dessa forma de afeto
Teria então uns seis anos de idade. Naquele dia, esteve perto da mãe na cozinha a preparar o jantar. A mãe dizia que ela ajudava. E ajudava. Passava o feijão que estava de molho numa taça para uma pequena panela vazia. Ia buscar alguma coisa que lhe era pedida ao frigorífico. Fechava-o depois com mil cuidados. E isso era também ajudar, explicava-lhe a mãe. Conversava. Cantarolava. E isso ajudava. E na cumplicidade delas a tarde deslizava devagar. Sentia a mãe nervosa, mas também controlada e quase serena sempre que lhe falava. Duas ou três vezes, porém, quando surpreendeu a mãe recolhida no seu mundo, alarmou-se com a nuvem que viu pousada nos seus olhos grandes. Mas depois a mãe falava-lhe, sorria para ela, e era como se nada se passasse. Terminada a confeção do jantar, trataram de colocar a mesa e ficaram ainda muito tempo juntas e abraçadas à espera do pai. O pai chegou tarde e alcoolizado…

Castigar!?

Quero continuar a ser filha dos meus pais...

Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.
A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?

Os jovens e a família...

Relações entre pais e filhos!

Breve introdução à arte do abraço

Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidianos e extraordinários, abraços dramáticos ou transparentes, abraços alagados de lágrimas ou em puro júbilo, abraços de próximos ou de distantes, abraços fraternos ou enamorados, abraços repetidos ou, porve…

SOS: ELOGIOS EM PERIGO DE EXTINÇÃO

Sabia que uma autêntica “virose” está a colocar os elogios em vias de extinção?  Já o sentiu? Não, não estou a falar de um pássaro, de um felino, de um réptil, de uma planta ou árvore. Estou a falar de elogios. Parece que estão mesmo em vias de extinção. Um destes dias, apercebi-me da grandeza desta realidade. Será que a capacidade de elogiar, especialmente as pessoas que amamos, e de quem gostamos, também “imigrou”? Já imaginou como a vida seria diferente se essa capacidade não tivesse sido afetada pela tal “virose”? Como se sentiria? Como os outros se sentiriam? Como tudo seria?

Podia ser Natal...

Natal, tempo de voltar a casa! Tornou-se viral, nos últimos dias, o anúncio publicitário, de origem alemã, no qual se alerta para uma situação cada vez mais frequente da nossa sociedade: o abandono dos mais velhos. Isto ocorre particularmente numa sociedade competitiva em que nos situamos, quando os mais novos se dedicam, sofrega e vertiginosamente, às suas vidas, às suas coisas, aos seus trabalhos, a si e só a si... Sim, vivemos no tempo da amnésia e do alzheimer! Do esquecimento e da ingratidão! Vivemos no tempo dos filhos que se esquecem dos pais e dos pais que se esquecem dos filhos. Dos irmãos que não se falam, dos vizinhos desconhecidos. Colectivamente, perdemos a memória. Da casa, do lar, da família, da reunião. Que bom se redesenhássemos as relações e reatássemos as comunhões! Que bom se o Natal fosse, outra vez, o tempo de voltar a casa!
Misericórdia, outro nome do Natal! Chega o Natal em tempo de misericórdia. O Papa Francisco convocou toda a Igreja para a celebração de um Jubileu…

Sínodo: Consensos difíceis, alguns acordos e críticas à falta de abordagem de temas relevantes sobre a família

Encontra-se em processo de análise a versão final do relatório do Sínodo, que será entregue ao Papa. © DR O acesso dos divorciados recasados à Comunhão, a preparação para o matrimónio e a necessidade de alterações de linguagem dominaram as conferências de imprensa da última semana do Sínodo, bem como os 13 relatórios apresentados. No que diz respeito aos divorciados recasados, as opiniões dividem-se. São várias as referências que insistem na manutenção da “actual disciplina”, admitindo que os católicos devem “abster-se” da Comunhão. No entanto, muitos frisam a necessidade de um acompanhamento dos casais que vivem em situações irregulares. Já a importância de se aprofundar a preparação matrimonial é matéria unânime entre os grupos de trabalho. Numa óptica de balçanço do Sínodo, diversos bispos lamentam a falta de tempo para abordar temas relevantes relacionados com a família.

Sínodo: um caminho que levará as famílias a serem missionárias

Um sínodo emblemático que abre a ternura da Igreja para todos aqueles feridos, não apenas para as famílias. Neste sábado acontecerá a última assembleia do Sínodo. Hoje, o cardeal Peter Erdo apresentou o esboço do documento final, explicando o espírito sinodal sem entrar especificamente no texto. O cardeal Baldiserri recordou que foram analisadas 1355 propostas nos três estágios do sínodo para alcançar esse resultado. Os Padres Sinodais também discutiram a 'consciência e a lei moral’, com base no texto distribuído aos cardeais. O diretor da Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, não entrou em detalhes porque trata-se de um tópico do projeto que não é público. Ontem à tarde, o Papa Francisco anunciou a criação de um novo Dicastério que unirá dois pontifícios conselhos, o dos leigos e o da família com a Pontifícia Academia para a Vida. Para falar sobre o desenvolvimento do Sínodo dos Bispos sobre a família, que começou em 4 de outubro no Vaticano, estiveram presentes hoje na sal…