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A mostrar mensagens com a etiqueta Misericórdia

MISERICORDIA ET MISERA

DO SANTO PADRE FRANCISCO  NO TERMO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA 
 FRANCISCO a quantos lerem esta Carta Apostólica misericórdia e paz! 
MISERICÓRDIA E MÍSERA (misericordia et misera) são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Não podia encontrar expressão mais bela e coerente do que esta, para fazer compreender o mistério do amor de Deus quando vem ao encontro do pecador: «Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia».[1] Quanta piedade e justiça divina nesta narração! O seu ensinamento, ao mesmo tempo que ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indica o caminho que somos chamados a percorrer no futuro. 
1. Esta página do Evangelho pode, com justa razão, ser considerada como ícone de tudo o que celebramos no Ano Santo, um tempo rico em misericórdia, a qual pede para continuar a ser celebrada e vivida nas nossas comunidades. Com efeito, a misericórdia não se pode reduzir a u…

Aprender a caminhar para o coração

“É preciso aprender a reencontrar o caminho para o nosso coração”, aponta papa Francisco Na passada quarta-feira escutámos a parábola do juiz e da viúva, sobre a necessidade de orar com perseverança. Hoje, com uma outra parábola, Jesus quer ensinar-nos qual é a atitude justa para rezar e invocar a misericórdia do Pai. É a parábola do fariseu e do publicano (cf. Lucas 18, 9-14). Ambos os protagonistas vão ao templo para orar, mas agem de maneiras muito diferentes, obtendo resultados opostos. O fariseu ora ficando de pé e usa muitas palavras. A sua é, sim, ora oração de ação de graças dirigida a Deus, mas na realidade é uma ostentação dos próprios méritos, com ares de superioridade em relação aos «outros homens», qualificados como «ladrões, injustos, adúlteros», como, por exemplo, «este publicano».

A misericórdia é escandalosa e louca

«A misericórdia é qualquer coisa de escandaloso, louco, até, para a lógica humana. Não raro, no decorrer da história e dentro da Igreja, foi interpretada exatamente ao contrário de como Jesus a colocou em prática com a mulher adúltera, que escribas e fariseus queriam apedrejar.» Enzo Bianchi fala com a verve do homem apaixonado. Cita os Evangelhos, a festa hebraica do Yom Kippur, o profeta Oseias e o místico russo Silvano do Monte Athos. No Salão do Livro de Turim dialogou com o psicanalista Massimo Recalcati, partindo do seu último livro, “L’amore scandaloso di Dio”, o amor escandaloso de Deus (editora San Paolo, 144 págs.). O prior da Comunidade de Bose sublinha o sentido paradoxal da misericórdia: «Não é o arrependimento que cria o perdão, mas o perdão que nos é dado é que provoca o arrependimento». Isto é possível graças à «força assimétrica», como a define Recalcati, do perdão: «Não perdoo o outro porque se arrepende mas perdoo-o porque este gesto abre o cenário inédito do arrepend…

Misericórdia... Ressurreição...

O perdão alivia o coração, mas não apaga o erro

Perdoar nem sempre significa a retomada de tudo como era, do amor como já foi um dia, da amizade tal como nos parecia inabalável. Ninguém nem nada permanece igual após ser alvejado pela carga avassaladora das decepções, da quebra de promessas, da traição, da falsidade, da maldade enfim. Humanos que somos, será inevitável errarmos e sermos vítimas de equívocos alheios. Errar faz parte da natureza humana, sendo extremamente útil em nosso aprimoramento pessoal, no fortalecimento de nossas convicções e em nossa busca pela realização dos sonhos que acalentamos diariamente. Depararmo-nos com erros nossos ou de outrem será algo constante em nossas vidas; caberá a nós encontrar a melhor maneira de lidar com isso tudo em nosso favor.

Reconciliação na Família

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2016

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).  As obras de misericórdia no caminho jubilar»
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Sagrada Família: experimentar a alegria do perdão

Domingo 27 de dezembro, Domingo da Sagrada Família– na Basílica de S. Pedro o Papa Francisco presidiu à Eucaristia celebrando o Jubileu das Famílias no Ano Santo da Misericórdia. Peregrinar e rezar em família vivendo a alegria do perdão e da misericórdia na vida de todos os dias – este o desafio do Papa Francisco para as famílias do mundo. Não perder a confiança na família, abrindo o coração sem nada esconder.  Partindo da narrativa apresentada por S. Lucas no Evangelho o Santo Padre focalizou a sua atenção na viagem de Jesus, Maria e José “como peregrinos a Jerusalém pela festa da Páscoa”. “O facto mais interessante posto em evidência pela Palavra de Deus” – disse o Santo Padre – “é a peregrinação ser feita pela família inteira: pai, mãe e filhos vão, todos juntos, à casa do Senhor a fim de santificar a festa pela oração. É uma lição importante oferecida também às nossas famílias” – salientou o Papa Francisco: “Como nos faz bem pensar que Maria e José ensinaram Jesus a rezar as orações! …

Papa recorda lição de idosa portuguesa, elogia a esperança e lamenta «rigidez» na Igreja

O papa evocou hoje, no Vaticano, a lição espiritual que recebeu de uma idosa portuguesa, elogiou quem mantém a esperança entre as dificuldades e criticou a «rigidez» e o «legalismo» dos fiéis que se «fecham» em si mesmos.  Na homilia da missa a que presidiu, Francisco lembrou o dia de 1992 em que estava a confessar há várias horas, em Buenos Aires, quando chegou uma idosa de 80 anos «com os olhos que viam mais, olhos cheios de esperança», relata a Rádio Vaticano.

Família e misericórdia

As obras de misericórdia como atos criadores da família O que permite a Sua Santidade o Papa Francisco dizer algo de tão liminar e diamantinamente importante como «A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia» (Misericordiae vultus (MV), 10) é saber-se que este ato – divino por excelência – é isso «que revela o mistério da Santíssima Trindade» (MV, 2). Mudemos um pouco a ordem dos termos da citação para podermos entender melhor o que aqui está em causa: é a misericórdia – qualquer seja, pois toda ela é Deus em ato – que nos permite penetrar o que é penetrável no Mistério da Santíssima Trindade, único mistério que existe verdadeiramente.

Misericordiae Vultus - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

FRANCISCO, BISPO DE ROMA
SERVO DOS SERVOS DE DEUS A QUANTOS LEREM ESTA CARTA GRAÇA, MISERICÓRDIA E PAZ

1. Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. O Pai, « rico em misericórdia » (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como « Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade » (Ex 34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na « plenitude do tempo » (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa,[1]Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus.

Teologia do Corpo por Cristopher West

Parte I
Nas minhas conferências sobre a Teologia do Corpo de João Paulo II, as pessoas ficam geralmente espantadas com a beleza desta visão da vida humana, a ao mesmo tempo, pela sua incapacidade de a levar avante. Daí que uma das questões que mais frequentemente oiço seja “Como é que eu posso viver isto?”
Este é o dilema de quem encontra a doutrina de Cristo: por nós próprios, não temos o que é necessário para a cumprir. Como diz João Paulo II, “Amar e viver de acordo com os Evangelhos está para além das capacidades humanas. É possível somente como resultado de um dom de Deus que, pela Sua Graça, cura, restaura e transforma o coração humano”. Viver o Evangelho é então “uma possibilidade aberta apenas ao homem pela graça, pelo dom de Deus, pelo Seu amor.” (Veritatis Splendor, 23-24)
Na Teologia do Corpo, João Paulo II dá-nos um programa tripartido que nos permite abrirmo-nos a este amor divino, a esta graça: Oração, Eucaristia e Penitência. Estes, diz ele, são os meios “infalíveis e indi…