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XII Jornada da Família - "Não há famílias perfeitas"

A missão da Igreja é formar consciências e não substituí-las.
A família como lugar da experiência do infinito. Foi com esta mensagem que o Dr. Juan Ambrosio começou a XII Jornada da Família, sobre o tema “Não há famílias perfeitas”. Moderado pela Dr.ª Sofia Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão com o Pelouro da Família, desde o início se percebeu como o orador colocou todo o seu enfâse no valor família, afirmando que a mesma não está em crise. O seu otimismo e visão positiva da realidade, amada por Deus tal qual é, levou-o a afirmar que o objectivo da pastoral família é promover toda a família, mesmo aquela que não é cristã. Sendo a família um dom e uma tarefa, um compromisso corresponsável, ela assume uma responsabilidade na vida das comunidades, e deve ser vista como sujeito da ação pastoral e não como objecto.

E porque não há famílias perfeitas?!

Não há famílias perfeitas. É uma frase na negativa, mas não é uma afirmação negativista. A primeira ideia que deve afirmar-se como essencialmente positiva é a existência de FAMÍLIA. Esta é, e deve ser, a primeira aspiração do ser humano, do ser homem e ser mulher, o “ser família”. Depois, constatamos que não há, individualmente, homens ou mulheres perfeitos. Costuma dizer-se usualmente: ninguém é perfeito. Logo, quando se juntam, pelo amor, duas imperfeições, não quer dizer que o resultado vai ser a obtenção da perfeição, mas um todo, também ele, imperfeito, à busca do aperfeiçoamento.

Não há famílias perfeitas - XII Jornada da Família

“Não há famílias perfeitas!” pode ser considerada uma frase feita... No entanto, é uma afirmação inegável.  Assumindo-a como tema da XII Jornada da Família desafiamos as famílias, as comunidades, cada um de nós, a fazer este caminho paciente, belo e fascinante na vida familiar.  O nosso objectivo não é valorizar a imperfeição mas pormo-nos a caminho para descobrir a melhor maneira de fazer do nosso futuro um futuro com famílias. O Papa Francisco, falando na Praça de São Pedro repleta de noivos, no 14 fev., 2014, dizia: "Sabemos todos que não existe a família perfeita, o marido perfeito, ou a mulher perfeita... não falemos da sogra perfeita! É habitual os casais zangarem-se...". Se assim é, como superar estas dificuldades!?

Bênção para famílias "irregulares"

Senhor, que sondais e perscrutais os corações destes Vossos filhos e filhas, Vós que conheceis e alimentais os seus sonhos, e os amparais nos seus pesadelos:
Infundi neles a Vossa luz e sabedoria, para iluminarem, de esperança e confiança, as suas crises, angústias e dificuldades, e discernirem, na verdade e na caridade, com humildade e a ajuda da Igreja, os caminhos possíveis de resposta a Deus e de crescimento, no meio dos limites.

DIVÓRCIO

Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue: Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou no meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

P. Carlos Carneiro: "A Igreja precisa de ser mais família"

Carta ao meu marido nesta fase complicada do casamento

A nossa vida é complicada neste momento, não é? Nós não queremos que seja. Mas neste momento é. Trabalhamos para ser pagos para pagarmos contas e parece que há sempre mais meses do que dinheiro. Temos duas pessoas muito pequeninas que parecem nossos chefes, enquanto nos esforçamos por manter o controlo. Somos empurrados de tantas maneiras que, por vezes, damos por nós e estamos em lados opostos. Acabamos por discutir. Discutimos sobre as decisões parentais e também sobre “quem é a vez de trocar a fralda”. Discutimos sobre dinheiro e sobre as vezes que escolhemos ir almoçar fora na semana passada. Discutimos sobre a roupa para lavar e passar e sobre a limpeza da casa. Discutimos sobre coisas estúpidas que, eventualmente, acabamos por nos desviar do tema e discutimos sobre outras coisas à mistura.

Falar do Sacramento do Matrimónio

"Amoris Laetitia"

José Tolentino Mendonça (19-04-2016) O discurso de Bergoglio ficará como um dos mais emblemáticos do seu corajoso pontificado
O escritor António Alçada Baptista citava muitas vezes a opinião de Denis de Rougemont, que também era a dele, de que a crise do casamento começou quando os casamentos começaram a ser feitos por amor. Era uma blague, claro, mas também o princípio de uma reflexão séria sobre a complexa mutação em curso (alteração de mentalidades, de padrões sociais, de regimes de existência, etc.). Podemos sempre assentir, é verdade, e também a propósito do amor, que quem inventou o barco inventou o naufrágio. Ora, a tentação poderia ser simplesmente voltar atrás, procurando na restauração de um código ou de um modelo rígido a solução e substituindo o amor por um fundamento menos problemático. A situação de emergência que hoje se vive (só em Portugal, por exemplo, os números da Pordata indicam que no ano de 2013 houve 70,4 divórcios por cada 100 casamentos) parece dar-lhe razão. G…

Algumas das belas frases da AMORIS LAETITIA do papa Francisco

“Precisamos encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais íntimas dos jovens, onde são mais capazes de generosidade, de compromisso, de amor e até mesmo de heroísmo, para convidá-los a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio de matrimónio”. (numeral 40, capítulo.2)
A nova exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco contém algumas belas frases que enchem de esperança os fiéis ante as dificuldades e as diversas situações das famílias e matrimónios do século XXI. Nesta nota, deixamos algumas delas: 1. “Nesta breve resenha, podemos comprovar que a Palavra de Deus não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem, mesmo para as famílias que estão em crise ou imersas em alguma tribulação, mostrando-lhes a meta do caminho”. (numeral 22, capítulo 1)

13 conselhos do Papa Francisco em Amoris Laetitia para um bom matrimónio

"Alegria do Amor" para um bom matrimónio:
O Papa Francisco usou o “hino da caridade” de São Paulo, em sua primeira Carta aos Coríntios, a fim de dar alguns conselhos sobre como sustentar um bom casamento durante os anos baseado no amor verdadeiro. O Papa Francisco usou o “hino da caridade” de São Paulo, em sua primeira Carta aos Coríntios, a fim de dar alguns conselhos sobre como sustentar um bom casamento durante os anos baseado no amor verdadeiro. “Vale a pena deter-se a esclarecer o significado das expressões deste texto, tendo em vista uma aplicação à existência concreta de cada família”, explicou.
1. Paciência:Esta, escreveu Francisco, “não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos”, mas “o amor tem sempre um sentido de profunda compaixão que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, também quando atua de um modo diferente ao qual eu desejaria”.

20 frases da "A Alegria do Amor”

Quero continuar a ser filha dos meus pais...

Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.
A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?

Quando acaba o amor no casal é preciso «não condenar» nem «fazer casuística», mas «caminhar» com ele, diz papa

O papa vincou na última sexta-feira, no Vaticano, que a Igreja tem o dever de acompanhar os membros de um casal que deixam de estar unidos pelo amor, em vez de os criticar ou de os analisar à luz de argumentos subtis. «[Quando] o amor fracassa, porque muitas vezes fracassa, devemos sentir a dor do fracasso, acompanhar as pessoas que tiveram este fracasso no próprio amor. Não condenar. Caminhar com eles. E não fazer casuística com a sua situação», vincou Francisco, segundo a Rádio Vaticano. As palavras do papa foram proferidas na homilia da missa a que presidiu, intervenção baseada no Evangelho proclamado nas eucaristias de hoje (cf. Artigos relacionados), em que um grupo de fariseus pergunta a Jesus se um homem pode repudiar a sua mulher. «Sempre o pequeno caso. E esta é a armadilha: por trás da casuística, por trás do pensamento casuístico, há sempre uma armadilha. Sempre. Contra as pessoas, contra nós, contra Deus, sempre», vincou.

Reconciliação na Família

«Que tristeza! Perdão, irmãos!»: Papa critica tentativa de uniformizar cultura e reitera que família é essencial

O papa celebrou esta segunda-feira a missa com as comunidades indígenas de Chiapas, no México, tendo lamentado e pedido desculpa pela exploração e o menosprezo a que foram votadas ao longo dos séculos por parte dos colonizadores. «Muitas vezes, de forma sistemática e estrutural, os vossos povos acabaram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideram inferiores os vossos valores, a vossa cultura e as vossas tradições. Outros, fascinados pelo poder, o dinheiro e as leis do mercado, espoliaram-vos das vossas terras ou realizaram empreendimentos que as contaminaram. Que tristeza! Como nos seria útil a todos fazer um exame de consciência e aprender a pedir perdão! Perdão, irmãos!», declarou. Na celebração que decorreu em San Cristóbal de Las Casas, Francisco criticou a «cultura do descarte» que procura consolidar uma visão única do mundo, e que para esse efeito procura eliminar as multiformes expressões de pensamento e expressão artística que estiveram na origem e na identidade …

Relógio da Família: revitalizar o matrimónio

Iniciativa desenvolvida por elementos da CVX pretende munir casais de ferramentas que os ajudem a avivar o seu projecto de família. Encontram-se abertas as inscrições para o "Relógio da Família", iniciativa dirigida a casais e a decorrer em dois fins-de-semana na Casa da Torre (Soutelo), Centro de Espiritualidade e Cultura. De acordo com a organização, o "Relógio da Família" é uma ferramenta a pensar nos casais e no seu matrimónio. "O amor na sua forma de «relação doméstica», só por si, não dará nem segurança e muito menos futuro. Lembre-se por isso que a segurança de pouco lhe serve; é como a beleza, passa com a idade.

Casar-se ou juntar-se?

Perguntei-lhes se alguma vez tinham pensado em casar-se. Olharam para mim admirados. Então ele, com um sorriso de quem perdoa uma pergunta tão ingénua, tomou a iniciativa de responder. «Casar-se? Para quê? Já nos amamos e isso é o importante. Que sentido tem uma cerimónia exterior que não acrescentará nada ao nosso amor? Queremos um amor genuíno! Queremos um amor livre! Queremos um amor sem nenhum tipo de coacção! Este modo de actuar parece-nos muito mais sincero. Não necessitamos de nenhum tipo de ataduras. Ataduras que cortariam as asas da nossa liberdade». Ela concordava com a cabeça. Todo o raciocínio do namorado parecia lógico. Estava de acordo com ele. Não havia fissuras na sua argumentação.

O tempo da delicadeza

Gosto muito de livros e filmes que retratam recomeços. Deve ser porque lá no fundo a gente está sempre a recomeçar, mesmo que não perceba. Todos os dias fazemos escolhas, decidindo voltar para casa, para os braços de quem amamos, para a vida que vivemos. Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre. Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas - o amor também. Há gente que imagina o amor como solução. Não entende que amor é construção.