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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Igreja

Batizar é pedir a Fé

Neste domingo, 8 de Janeiro (2017), o Papa Francisco presidiu na Capela Sustinha  no Vaticano, à Eucaristia por ocasião do Baptismo do Senhor. E como já é tradição, neste dia, o Papa baptizou algumas crianças: 28 ao todo, 13 de sexo feminino e 15 de sexo masculino.Na sua breve homilia, dirigindo-se aos pais dessas crianças, o Papa disse:“Vós pedistes para as vossas crianças, a fé que será dada pelo baptismo. A fé: isto significa vida de fé, porque a fé deve ser vivida. Caminhar pelos caminhos da fé e dar testemunho da fé. A fé não é recitar o “Credo” domingo, quando vamos à Missa: não é só isto. A fé é acreditar naquilo que é a Verdade: Deus Pai que enviou o seu Filho e o Espírito que nos vivífica. Mas a fé é também confiar-se a Deus, e deveis ensinar isto às vossas crianças, com o vosso exemplo, com a vossa vida. E a fé é luz: na cerimónia do baptismo vos será dada uma vela acesa, como nos primeiros dias da Igreja.

"Muitas pessoas estão a dar uma segunda oportunidade à Igreja"

É um dos grandes pensadores do Portugal contemporâneo e do lugar do catolicismo no mundo. Em entrevista ao PÚBLICO e à Rádio Renascença, José Tolentino Mendonça fala do Natal, do amor, da poesia e do papel do Papa Francisco na reinvenção do papel da Igreja. José Tolentino Mendonça não tem dúvidas: o Papa Francisco trouxe à Igreja Católica uma vitalidade que se julgava perdida e a prova disso são as muitas pessoas que se reconciliaram com a fé cristã. “Está a acontecer um pouco por todo o lado e como sinal, ao mesmo tempo, de uma cultura que volta a ter disponibilidade para ouvir aquilo quer julgava que já não queria ouvir mais.” A poucos dias do Natal falamos com o padre-poeta que gosta de construir pontes entre crentes e não-crentes, entre fé e pensamento.
Há um Natal de antigamente e um Natal dos dias de hoje?  As formas como vivemos o Natal não são indiferentes à História, até porque o cristianismo é uma religião vertiginosamente histórica. Há outras tradições religiosas para quem a H…

Conselhos do Papa Francisco para ir à Missa com crianças

Choros ou gritos das crianças podem atrapalhar, mas a comunidade deve incentivar a participação de toda família.
“Chata!” Respondi à minha avó quando me perguntou sobre o que eu havia achado da Missa. Na época, eu tinha uns seis anos. E olha que cresci em uma família católica, frequentando Missas e catequeses! Recordo que ir à Missa, muitas vezes, representava uma soneca durante a  homilia, pipocas doces e coloridas ou sorvete no fim. Confesso que minha participação não era exemplar, porém, creio que essa liberdade na participação foi ajudando a semear a fé em meu coração e em minha mente.

Acolhidos, compreendidos e acompanhados pela Igreja

Ana Mansoa e Diogo Silva têm 3 filhos: Maria e Francisco, já no Céu, e Teresinha, de 1 ano. A falta de auxílio, dentro e fora da Igreja, quando perderam os dois primeiros filhos levou este jovem casal a criar, há um ano, o projeto A Esperança de Ana, que quer ajudar os casais a viver na fé a dor de perder um filho durante a gravidez ou em caso de infertilidade.
“Ser um espaço onde as pessoas se sintam acolhidas na sua dor, se sintam acolhidas na sua incompreensão” é a primeira missão de A Esperança de Ana. “Os casais dizem-nos muitas vezes que sentem ter de viver um luto envergonhado. Frases como ‘Deixa lá’ ou ‘Não correu bem desta vez, corre melhor na próxima’ provocam, em muitos casais, uma dor profunda, porque sentem que as pessoas, mesmo em contexto de Igreja, não compreendem. Um filho que nasça a seguir não vem substituir o que se perdeu”, alerta Ana Mansoa, ao Jornal VOZ DA VERDADE. É também desejo deste projeto que as pessoas consigam fazer “um caminho de compreensão desta exper…

EU VOS DECLARO

A propósito da XI Jornada da Família - "Família: uma questão jurídica ou um união de Facto!?" vale bem a pena pensar nisto...

O sentido da vida... "A realidade dói muito. Por isso, foge-se dela"

O sacerdote jesuíta Vasco Pinto de Magalhães acompanhou jovens universitários em Lisboa ao longo de vários anos. Também já foi mestre de noviços em Coimbra e responsável pelo rigoroso discernimento vocacional que a Companhia de Jesus faz com os jovens que desejam ser padres. Está agora no Porto a acompanhar jovens adultos e casais com filhos pequenos. Se, ao longo da história, os jesuítas foram sempre enviados para realidades onde a proposta cristã era desconhecida ou até mesmo adversa, o padre Vasco Pinto de Magalhães garante que hoje “a linha da frente” da missão joga-se também nas novas fronteiras da modernidade e na voragem das grandes cidades, onde falar de Deus e de amor não é nada fácil. Pretextos para uma conversa com a Renascença sobre o sentido da vida nos tempos actuais. Cruza-se com muita gente nova, com adultos jovens, conhece a realidade das grandes cidades. É difícil falar de Deus hoje? Quais são os principais obstáculos? Há um défice, sobretudo nos mais novos, de pensamen…

Diálogo ecuménico...

As bem-aventuranças do papa Francisco

No Evangelho [de 1 de novembro, solenidade de Todos os Santos] escutámos Jesus que ensina os seus discípulos e a multidão reunida na colina junto ao lago da Galileia (cf. Mateus 5, 1-12). A palavra do Senhor ressuscitado e vivo indica-nos também, hoje, o caminho para alcançar a verdadeira bem-aventurança, o caminho que conduz ao Céu. É um caminho difícil de compreender porque vai contracorrente, mas o Senhor diz-nos que quem vai por este caminho é feliz, antes ou depois torna-se feliz. «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.» Podemos perguntar-nos como pode ser feliz uma pessoa pobre de coração, cujo único tesouro é o Reino dos Céus. O motivo é precisamente este: tendo o coração despojado e livre de tantas coisas mundanas, essa pessoa está à espera do Reino dos Céus. «Felizes aqueles que choram, porque serão consolados.» Como podem ser felizes aqueles que choram? Todavia, quem na vida nunca experimentou a tristeza, a angústia, a dor, nunca conhecerá a força da co…

À escuta da família. Artigo de Enzo Bianchi

Em vista do Sínodo dos bispos sobre a família, foi publicado na França um importante livro com as contribuições de 36 teólogos consultados pelo episcopado francês. O livro foi traduzido ao italiano pelas Edizioni Qiqajon, intitulado La famiglia tra sfide e prospettive [A família entre desafios e perspectivas] com um amplo posfácio do prior de Bose, Enzo Bianchi. Um trecho do posfácio foi publicado no blogue Sperare per Tutti, em 07-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O anúncio do matrimónio cristão é claro e exigente, porque, na relação entre homem e mulher, que vivem uma história de amor, que estão ligados na aliança da palavra dada, está significada a aliança fiel entre Deus e o seu povo; mas é preciso manter viva a consciência de que nós nunca somos capazes de manifestar plenamente a fé de Deus, que é fiel mesmo que o seu povo seja sempre infiel. Nós, cristãos, devemos comunicar essa mensagem exigente pondo-nos de joelhos e dizendo, humildemente, que é uma palavra do Senhor, …

Sínodo dos Bispos: da uniformidade à unidade

Discordâncias e tensões não levam necessariamente à guerra, mas antes revelam entrega, vida, convicção e verdade. E quando o diferente é escutado com humildade, gera-se o verdadeiro diálogo.
Há um ano realizou-se a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco, com o título “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”. Esta teve o intuito de preparar a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o título “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, que ocorrerá de 4 a 17 de Outubro, em Roma. Por se centrar quase exclusivamente nas questões ditas fraturantes, a comunicação social inflacionou a polémica que possa ter existido na Assembleia Extraordinária do sínodo. Divisão dentro da Igreja! Haverá um novo cisma? Francisco provoca confrontos entre os prelados! Este era o tipo de títulos em meios de comunicação não necessariamente sensacionalistas.

REFLEXÃO SOBRE FAMÍLIA‏ - São Bento da Porta Aberta

CONVITE
Vamos reflectir!Um dos maiores, importantes e decisivos campos onde se joga o futuro é a Família. Hoje, aqui e agora!

A beleza do matrimónio cristão

Na manhã desta quarta-feira, dia 6 de maio, a praça de São Pedro, no Vaticano, encheu-se de fiéis para a tradicional audiência-geral das quartas. Retomando o tema da família o Papa Francisco abordou a beleza do matrimónio e lembrou que o mais importante não são as “flores, vestidos e fotos” mas “o sacramento que cria uma nova comunidade familiar que edifica a Igreja”. No início da sua catequese o Papa recuperou a ideia de São Paulo sobre o matrimónio explicando que “inspirado pelo Espírito Santo, Paulo afirma que o amor entre os cônjuges é imagem do amor entre Cristo e a Igreja.”. Assim os esposos “são chamados a viver a radicalidade de um amor que, iluminado pela fé, restabelece a reciprocidade da entrega e dedicação segundo o projeto original de Deus para a humanidade”.

Mãe! Hoje quero dizer-te algo especial e belo - Dia da Mãe

Mãe! Hoje quero dizer-te algo especial e belo. Mas, sabes mãe, não sei por onde começar! Não sei o que dizer! Como posso falar de ti? Jamais encontrarei as palavras certas para dizer o que significas para mim; não existem expressões capazes de descrever fielmente o ser maravilhoso que tu és! Por isso, resolvi revelar-te um segredo! Quando olho para ti, mãe, sabes quem me fazes lembrar? Nunca te tinha dito, pois não? Fazes-me lembrar Jesus! Sim, Jesus! E sabes porquê? É simples!

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015

Amados irmãos e irmãs, Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de u…

Papa entoa hino de louvor às mães e recorda Oscar Romero

«Obrigado por aquilo que sois na família e por aquilo que dais à Igreja e ao mundo»
Cada pessoa humana deve a vida a uma mãe, e quase sempre deve a ela muito da própria existência que se segue ao nascimento, da formação humana e espiritual. A mãe, todavia, apesar de ser muito exaltada do ponto de vista simbólico (...), é pouco ouvida e pouco ajudada na vida quotidiana, pouco considerada no seu papel central na sociedade. Assim, muitas vezes aproveita-se a disponibilidade das mães para se sacrificarem pelos filhos para “poupar” nas despesas sociais.

A bela e árdua missão da família, hoje

A nossa diocese de Leiria-Fátima dedica um biénio à pastoral familiar perante os novos desafios e na perspetiva da evangelização. Propusemo-nos dois grandes objetivos: redescobrir e reconhecer como e quanto é bom, belo e feliz formar uma família segundo o desígnio de Deus; e como e quanto isto é precioso e indispensável para a vida das pessoas, da sociedade e da Igreja e para o futuro da humanidade. A nossa reflexão crente não pode limitar-se simplesmente a constatar a crise que hoje atinge a família, a analisar os dados e, pior ainda, a ficar parada junto ao muro das lamentações. A primeira urgência é sobretudo o reconhecimento e o anúncio de que o Evangelho tem algo de importante e belo a dizer hoje para a família (o Evangelho da família) e também de que a instituição familiar é Evangelho, boa notícia para o mundo contemporâneo enquanto realidade originária de amor como criatura de Deus-Amor. É, pois, necessário que a comunidade cristã faça ressaltar a beleza e a dignidade da família…

Depois do Sínodo, surge uma ''minoria'' na Igreja

O Sínodo deixa a mensagem de uma Igreja que busca. Mas não como quem sabe aonde quer ir, não como quem prossegue às apalpadelas, não como quem perdeu a adesão à realidade, mas como quem não se cansa de "buscar o reino de Deus e a sua justiça" (cf. Mt 6, 33). Uma Igreja, portanto, que, consciente da sua própria inadequação e dos pecados dos seus membros, busca a cada dia uma única coisa: como ser mais fiel ao Evangelho de Jesus Cristo. O Sínodo extraordinário sobre a família terminou nesse domingo com uma liturgia eucarística e a beatificação de Paulo VI. Nesse sábado, três textos apareceram: a tradicional mensagem conclusiva, como saudação e gesto de partilha, enviado "a todas as famílias dos diferentes continentes e, em particular, àquelas que seguem a Cristo"; o relatório conclusivo, votado pelos bispos, com a inédita indicação dos votos favoráveis e contrários expressados para cada parágrafo, relatório que, por vontade do papa, torna-se também o documento prepara…

Divorciados recasados: Afinal, um debate tão antigo como a Igreja

As notícias do que se passa no sínodo dos bispos dão conta de um debate acesso entre duas tendências que, afinal, vêm de muito longe no tempo.
O casamento cristão é indissolúvel. Este palavrão significa que nada, a não ser a morte, pode dissolver o vínculo que se estabelece entre marido e mulher. Embora o matrimónio tenha sido, desde os inícios do cristianismo, considerado indissolúvel, esta indissolubilidade conheceu sempre algumas nuances de interpretação – e da respectiva gestão pastoral. Ao contrário da sensação comum, a questão de como lidar com casamento-divórcio-recasamento, é tudo menos recente. Logo na era apostólica surgem diferentes sensibilidades e mesmo propostas de solução. O próprio Novo Testamento testemunha duas destas possibilidades. Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus diz: “se alguém repudiar a sua mulher – exceto em caso de adultério – e casar com outra, comete adultério” (Mt 19, 9; cf. Mt 5, 32).

Sínodo sobre a Família: a consciência do contraste

Passada a primeira semana de trabalhos sinodais, deixo uma resenha de pontos ventilados, como resumo rápido e pessoal do que vai acontecendo.  Lembro que a reflexão incide sobre “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, não se detendo em alguns temas que têm polarizado a atenção mediática, como o que se refere aos “divorciados recasados”, ou às “uniões de pessoas do mesmo sexo”. Têm sido de facto abordados, mas não constituem o cerne da reflexão sinodal.  Esta incide sempre, direta ou diretamente, na família em geral – não apenas no seu núcleo conjugal – e no modo mais adequado de propor a respetiva visão cristã e de formar os crentes para a sua constituição e vivência.  Muito importante tem sido a presença cordial do Papa Francisco, bem como o foram as suas palavras iniciais, insistindo em que falássemos com grande franqueza (parresia) e ouvíssemos com humildade (cf. L’Osservatore Romano, 6-7 out. 2014, p. 12). E assim tem sido, com disponibilidade para falar e ou…

Vem aí o sínodo sobre a família. Tudo o que precisa de saber!

O que é um sínodo?  Que temas serão abordados?  Quem participa?  E que poder de decisão têm os bispos?
Entre 5 e 12 de Outubro, decorre o sínodo para a família. A Renascença preparou um conjunto de perguntas e respostas que o ajudarão a compreender melhor o que está em causa para a Igreja com este evento.
O que é um sínodo? Um sínodo é um encontro de bispos da Igreja Católica. Pode ser local, de uma diocese específica, ou pode ser da Igreja Universal. De três em três anos reúne-se o sínodo ordinário da Igreja Católica, em que bispos representantes de todas as conferências episcopais se encontram em Roma para discutir um tema particular. Este sínodo é visto como um organismo consultivo para o Papa.
Que tipo de sínodo vai ser este sobre a família? Na verdade são dois sínodos e não apenas um.