“Oi pai, mãe… estou com um problema, não sei o que fazer. Por um lado…, por outro…, claro, é que… porque veja bem… e é que, se não for assim…” Quantas vezes já comecei desse jeito uma ligação para os meus pais. Nesses momentos, eu recebia quase sempre a mesma resposta: “Bem, meu filho… você é quem sabe… reflita sobre isso. O que você fizer estará bem feito. Nós estamos ao seu lado”. Eu tremia na base. Ficava muito bravo e normalmente terminava com uma sensação estranha: “então foi para isso que eu liguei?”, pensava… “Se eu já sei, então não precisaria ligar para eles”. Com o passar do tempo, a pessoa começa a perceber que recebia a resposta correta. Já conversei sobre isso com meus pais várias vezes. Minha ligação era para que outros decidissem por mim. Eu queria que os outros assumissem a responsabilidade – neste caso, meus pais. Assim, eu teria a possibilidade de colocar a culpa neles caso algo desse errado ou falhasse.
"Quem conquista o CORAÇÃO conquista a PESSOA..." Arnaldo Janssen