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E porque não há famílias perfeitas?!

Não há famílias perfeitas. É uma frase na negativa, mas não é uma afirmação negativista. A primeira ideia que deve afirmar-se como essencialmente positiva é a existência de FAMÍLIA. Esta é, e deve ser, a primeira aspiração do ser humano, do ser homem e ser mulher, o “ser família”. Depois, constatamos que não há, individualmente, homens ou mulheres perfeitos. Costuma dizer-se usualmente: ninguém é perfeito. Logo, quando se juntam, pelo amor, duas imperfeições, não quer dizer que o resultado vai ser a obtenção da perfeição, mas um todo, também ele, imperfeito, à busca do aperfeiçoamento.

DIVÓRCIO

Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue: Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou no meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

"É importante que divorciados sintam que fazem parte da Igreja"

O papa pediu hoje, na exortação apostólica 'Amoris Laetitia' ('A alegria no amor"), que sejam evitadas posturas rígidas perante situações "familiares irregulares", como a dos divorciados que voltaram a casar. Francisco apoiou a readmissão dos recasados nos sacramentos, mediante um processo de acompanhamento. Nesta exortação sobre a família, o papa indica "o caminho do discernimento", ou seja, um padre deve identificar caso a caso "as situações irregulares", como um casal de divorciados recasados, para que sejam readmitidos nos sacramentos. "É importante que os divorciados que vivem uma nova união sintam que fazem parte da Igreja, que 'não estão excomungados', e não são tratados como tal, porque sempre integram a comunhão eclesiástica", defendeu Francisco.

Amoris Laetitia - Exortação apostólica Pós-Sinodal sobre o Amor na Família do papa Francisco

Aqui deixamos um link com o texto em português da Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre o Amor na Família do papa Francisco.

Quando acaba o amor no casal é preciso «não condenar» nem «fazer casuística», mas «caminhar» com ele, diz papa

O papa vincou na última sexta-feira, no Vaticano, que a Igreja tem o dever de acompanhar os membros de um casal que deixam de estar unidos pelo amor, em vez de os criticar ou de os analisar à luz de argumentos subtis. «[Quando] o amor fracassa, porque muitas vezes fracassa, devemos sentir a dor do fracasso, acompanhar as pessoas que tiveram este fracasso no próprio amor. Não condenar. Caminhar com eles. E não fazer casuística com a sua situação», vincou Francisco, segundo a Rádio Vaticano. As palavras do papa foram proferidas na homilia da missa a que presidiu, intervenção baseada no Evangelho proclamado nas eucaristias de hoje (cf. Artigos relacionados), em que um grupo de fariseus pergunta a Jesus se um homem pode repudiar a sua mulher. «Sempre o pequeno caso. E esta é a armadilha: por trás da casuística, por trás do pensamento casuístico, há sempre uma armadilha. Sempre. Contra as pessoas, contra nós, contra Deus, sempre», vincou.

Papa ouve casal de recasados que comunga “através dos necessitados”

Francisco ouviu emocionado os testemunhos de dois casais, um jovem deficiente motor e uma mãe solteira que sentiu várias vezes a tentação de abortar, mas “graças a Deus” não o fez.


O Papa Francisco foi acolhido esta segunda-feira na cidade de Tuxtla Gutiérrez pelas palavras de vários representantes das famílias que encheram o estádio para o ver. O Papa ouviu emocionado os quatro testemunhos de pessoas que vieram directamente das “periferias” de que Francisco tanto fala. O primeiro a tomar a palavra foi Manuel, um jovem de 14 anos em cadeira de rodas a quem, aos cinco anos, foi diagnosticada distrofia muscular, “a minha capacidade especial”, como o descreve. “Tenho muta fé e cresceu a minha esperança”, disse o jovem, “sei que Deus me abençoou com esta capacidade especial. Confio nele. E se for sua vontade me dará saúde física”. Manuel explicou como sai à rua na sua cadeira de rodas para tentar evangelizar os jovens e pediu a Francisco que reze muito pelos jovens mexicanos. “Há muita violênc…

Papa telefona para coordenador de um projeto para separados ou divorciados

No último sábado, o Papa Francisco telefonou para o diácono Paolo Tassinari, coordenador do projeto “O anel perdido”, da Diocese de Fossano, Itália, vinculado à pastoral das pessoas separadas ou divorciadas. A notícia do jornal da diocese “La Fedeltà”, citado pela Sir, explica que o telefonema do Papa aconteceu depois que algumas pessoas do grupo enviaram uma carta ao Pontífice.  O Papa, relata Tassinari, “pediu para falar sobre as iniciativas do projeto diocesano com as pessoas separadas ou divorciadas, ou em nova união, demonstrando ter na mão a carta que o grupo tinha escrito e me incentivando a continuar o caminho”. Ele então convidou o grupo para uma audiência no Vaticano. “Depois do telefonema – diz o diácono – eu disse para o meu filho: “Era o Papa! E comecei a chorar!

Sínodo: Consensos difíceis, alguns acordos e críticas à falta de abordagem de temas relevantes sobre a família

Encontra-se em processo de análise a versão final do relatório do Sínodo, que será entregue ao Papa. © DR O acesso dos divorciados recasados à Comunhão, a preparação para o matrimónio e a necessidade de alterações de linguagem dominaram as conferências de imprensa da última semana do Sínodo, bem como os 13 relatórios apresentados. No que diz respeito aos divorciados recasados, as opiniões dividem-se. São várias as referências que insistem na manutenção da “actual disciplina”, admitindo que os católicos devem “abster-se” da Comunhão. No entanto, muitos frisam a necessidade de um acompanhamento dos casais que vivem em situações irregulares. Já a importância de se aprofundar a preparação matrimonial é matéria unânime entre os grupos de trabalho. Numa óptica de balçanço do Sínodo, diversos bispos lamentam a falta de tempo para abordar temas relevantes relacionados com a família.

Um grande "sim" à família

O Cardeal Christoph Schönborn disse que o Sínodo dos Bispos já atingiu o objetivo principal: reafirmar um grande "sim" à família. Em declarações à Zenit na semana passada, o arcebispo de Viena aplaudiu a nova metodologia escolhida pelo Papa Francisco para o Sínodo, apesar das críticas iniciais de que as mudanças causaram "confusão". Em vez disso, disse o cardeal, a mudança é "muito, muito útil, pois envolve cada um dos participantes”. "Há 13 reuniões em pequenos grupos, três vezes mais do que os sínodos precedentes. Com este método - menos Plenárias e mais grupos linguísticos - mais direto, eu diria, gera um contato mais frutuoso para as discussões", disse ele.

Quando as famílias tomam a palavra no Sínodo: intervenção da Família Nkosi

Buysile Patronella Nkosi e Meshack Jabulani Nkosi Membros do Comitê Consultivo para o Escritório Nacional da Família da Conferência Episcopal dos Bispos da África do Sul Meu nome é Jabu Nkosi e esta é a minha esposa, Buyi. Estamos casados há apenas 35 anos e somos abençoados com cinco filhos e oito netos. Três dos nossos filhos são casados na Igreja, todos eles com cônjuges não católicos e estão caminhando por duas fés, mas com um único amor. Um dos nossos genros e a nossa nora querem se tornar católicos e estamos ansiosos pela Páscoa de 2016, quando os acolheremos na família católica como membros plenos.

Quando as famílias tomam a palavra no Sínodo: Intervenção da Família Galindo

Somos o casal formado por Andrés e Clara Galindo, do México. Há 45 anos formamos a família Galindo Rubio. Deus permitiu-nos ter dois filhos agora já casados e quatro netos. Iniciamos a nossa vida como muitos casais, com muita esperança, mas também com momentos positivos e negativos, tanto emocionais quanto económicos. Os primeiros anos não foram fáceis, principalmente por algumas pressões de alguns familiares que não nos desejavam muito sucesso na nossa nova vida que estávamos a iniciar, a ponto de, por causa dos problemas económicos que tínhamos, tentarem separar-nos. E um dia ele chegou a nossa casa um familiar com os documentos já preparados para que assinássemos o nosso divórcio.

"Famílias em situação irregular" Catequese do Papa Francisco

O Papa prosseguiu suas catequeses sobre a família, desta vez falando sobre as feridas que permeiam o núcleo familiar. Francisco afirmou não gostar do termo "famílias em situação irregular".

Sínodo das famílias: uma síntese dos assuntos abordados pelos bispos

A família, suas dificuldades, o desafio educativo e a educação cristã em situações difíceis…

“Há um caminho de reflexão sendo trilhado com serenidade, sabendo-se que as conclusões não são para os próximos dias; haverá outra reflexão antes do sínodo de 2015”, declarou hoje o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, ao comentar o andamento do sínodo dos bispos sobre a família, que entrou em seu quinto dia de reuniões. Estavam presentes hoje na Sala de Imprensa da Santa Sé, além do pe. Lombardi, os porta-vozes Rosica e Manuel Dorantes, respectivamente para os idiomas inglês e espanhol, bem como o casal norte-americano Alice e Jeffrey Heinzen e a jornalista e teóloga libanesa Jocelyne Khoueiry. “O papa Francisco chega e escuta, dando assim um grande testemunho”

Um sínodo sobre a Família para incomodar!

Todos os olhos estão postos no sínodo que o Papa Francisco promoveu. Muitas têm sido as reflexões e as discussões sobre os verdadeiros objectivos do sínodo. A partir do inquérito inicial começaram a vislumbrar-se as diferenças e as divergências. Para iniciar os trabalhos, o Papa Francisco convocou um consistório entre os dias 21 e 22 de fevereiro do corrente ano. A convite do Santo Padre, o cardeal Walter Kasper apresentou algumas propostas que reclamavam “uma aplicação realista da doutrina à situação atual da grande maioria dos homens e para contribuir para a felicidade das pessoas” (‘O Evangelho da Família’). Contudo, esta proposta recebeu duras críticas do cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. No jornal do Vaticano reafirmou a sua posição escrevendo: os que vivem num estado de vida contrário à “indissolubilidade” do Matrimónio estão impedidos de receber a Comunhão. Estava claro, desde o início, que o sínodo não ia ser fácil. Este é um sínodo para inco…

Homilia do Papa Francisco na missa de abertura do Sínodo Extraordinário sobre a Família

"Podemos «frustrar» o sonho de Deus, se não nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo"
Nas leituras de hoje, é usada a imagem da vinha do Senhor tanto pelo profeta Isaías como pelo Evangelho. A vinha do Senhor é o seu «sonho», o projecto que Ele cultiva com todo o seu amor, como um agricultor cuida do seu vinhedo. A videira é uma planta que requer muitos cuidados!
O «sonho» de Deus é o seu povo: Ele plantou-o e cultiva-o, com amor paciente e fiel, para se tornar um povo santo, um povo que produza muitos e bons frutos de justiça.
Mas, tanto na antiga profecia como na parábola de Jesus, o sonho de Deus fica frustrado. Isaías diz que a vinha, tão amada e cuidada, «produziu agraços» (5, 2.4), enquanto Deus «esperava a justiça, e eis que só há injustiça; esperava a rectidão, e eis que só há lamentações» (5, 7). Por sua vez, no Evangelho, são os agricultores que arruínam

"Divórcio católico??"

O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, é hoje o entrevistado do Programa ECCLESIA (RTP 2, 15h30), antecipando os temas que vão estar em debate na terceira assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada às questões da família. Segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que rejeita a ideia de um ‘divórcio católico’, a Igreja Católica tem de se preocupar com a “complexidade” humana. A assembleia sinodal que se inicia este domingo gerou “expectativas” na Igreja e na sociedade que D. Manuel Clemente diz “partilhar”. Um dos assuntos mais discutidos na opinião pública foi o do acesso à Comunhão pelos divorciados, em particular os recasados. Segundo o patriarca de Lisboa, a vida sacramental na Igreja Católica “tem de coincidir, na sua globalidade, com aquilo que Cristo propõe, não são atos desgarrados”. “Eu comungo se estiver em comunhão, para acrescentar a comunhão: se tenho na minha vida uma rutura grave, concretamente no campo do Matrimónio, como é que posso comunga…

A batalha mais difícil

Roubo este título ao livro Mapa Sentimental (Editora Aguilar, Madrid, 2012), do meu amigo Javier Urra. Psicólogo clínico e forense, Javier tem dedicado a sua vida à defesa dos direitos das crianças e à intervenção junto de jovens com problemas comportamentais. É autor de vários livros, alguns publicados em Portugal, que se recomendam pela abordagem ética dos problemas dos mais novos e das suas famílias. No livro Mapa Sentimental, Javier Urra defende que a estabilidade emocional se alcança através do conhecimento aprofundado dos próprios sentimentos e da responsabilização pelas acções de cada um. Através do autocontrolo, atingimos a segurança emocional, essencial para consolidarmos uma boa saúde mental.  Javier Urra, a propósito da “batalha mais difícil”, cita Napoleão Bonaparte, que afirmou: “Tenho-a todos os dias comigo mesmo.” E assinala como essenciais o compromisso, a responsabilidade e o vínculo, para a construção de relações humanas mais satisfatórias.

OS DESAFIOS PASTORAIS DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DA EVANGELIZAÇÃO - Sínodo dos Bispos sobre a Família, Instrumentum laboris

SÍNODO DOS BISPOS III ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS OS DESAFIOS PASTORAIS DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DA EVANGELIZAÇÃO
INSTRUMENTUM LABORIS Cidade do Vaticano | 2014
ÍNDICE | ABREVIAÇÕES | APRESENTAÇÃO | PREMISSA
I PARTE: COMUNICAR O EVANGELHO DA FAMÍLIA HOJE
Capítulo I O desígnio de Deus sobre matrimónio e famíliaA família à luz do dado bíblico (1-3)A família nos documentos da Igreja (4-7)Capítulo II Conhecimento e recepção da Sagrada Escritura e dos documentos da Igreja sobre matrimónio e família(8)O conhecimento da Bíblia sobre a família (9-10)Conhecimento dos documentos do Magistério (11)A necessidade de sacerdotes e ministros preparados (12)Acolhimento diversificado do ensinamento da Igreja (13-14)Alguns motivos da dificuldade de recepção (15-16)Promover um melhor conhecimento do Magistério (17-19)

«Dos escombros emergirá a família»

Fernando Castro é pai de 13 filhos, com idades compreendidas entre os 38 e os 11 anos, e avô de 24 netos. Dois deles ainda não nasceram mas diz ser «avô desde o momento da conceção». O responsável pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), que representa cinco mil famílias, fala não só sobre a falta de políticas de família, mas também sobre a sua experiência de pai e da devoção a São José.
FAMÍLIA CRISTÃ (FC) – O presidente da APFN é pai de 13 filhos. A sociedade de hoje fá-lo sentir-se quase um extraterrestre? 
Fernando Castro (F.C.) – Não, porque sou imune a isso. Já há muitos anos, desde o nascimento dos meus primeiros filhos, que sinto uma pressão crescente para que não se tenha filhos... Até mesmo o médico particular, a partir do sexto filho, começou a fazer uma pressão cada vez maior para um de nós ser esterilizado. Deve-se apoiar as famílias que estão disponíveis para ter filhos. Nunca, jamais, impor um programa compulsivo de esterilização à sua população.
FC – Hoje …

As propostas apresentadas pelo cardeal Walter Kasper no Consistório dos Cardeais sobre a Família - Resumo

Em seis pontos, as propostas apresentadas pelo cardeal Walter Kasper no Consistório dos Cardeais sobre a Família [20-21 Fevereiro], para dar uma solução pastoral à situação dos divorciados recasados. As reacções não se fizeram esperar e se deram sobretudo ao nível da filtragem do conteúdo. Nesse sentido, segue em anexo o texto integral, em italiano, da conferência. Síntese do texto que segue: 1) uma alternativa à via jurídica; 2) Uma nova hermenêutica jurídica e pastoral que veja, em cada causa, a “pessoa humana”, 3) as rupturas irremediáveis, 4) Comunhão espiritual e comunhão sacramental, 5) fundamentos patrísticos, 6) a questão final de Walter Kasper ao Consistório.
[1] Uma alternativa à via jurídica “Dado que esses [os tribunais eclesiásticos] não são de direito divino, mas se desenvolveram historicamente, coloca-se a questão se a via judiciária deva ser a única via para resolver o problema ou se não seria possível outros procedimentos mais pastorais e espirituais. Como alternativa s…