Saber renovar-se, aceitar mudar o próprio coração e,
consequentemente, o próprio estilo de vida em nome da novidade que carrega a
esperança: não é um desafio fácil para a experiência humana aquela com que se
depararam os “avós” de Jesus, pais de Maria, os santos Joaquim e Ana. Dois
anciãos, segundo a tradição, que receberam o dom da filha como uma graça capaz
de trazer um novo sentido a toda a existência. Nos Evangelhos canónicos não se fala destes dois santos,
cujas vicissitudes surgem, todavia, nos textos apócrifos. No Oriente o seu
culto chegou primeiro, enquanto no Ocidente só se difunde em torno do séc. X,
embora já haja referências em séculos anteriores, embora circunscritas. Para a
Igreja, Joaquim e Ana são as testemunhas do antigo que se abre ao novo e por
isso representam o chamamento de cada ser humano a colocar-se à escuta da voz
de Deus, sempre prontos, mesmo em idade avançada, a colhê-la na própria vida.
"Quem conquista o CORAÇÃO conquista a PESSOA..." Arnaldo Janssen