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Onze coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

No início da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que começou na quarta-feira, 1 março, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.
1. O que é a Quarta-feira de Cinzas? É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa. A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Namorar é caminhar. Fácil? Não, não é.

Hoje celebra-se São Valentim, dia dos namorados. Podia ficar por aqui e estaria tudo dito sobre esta comemoração comercial. Confesso que sou pouco romântico "por marcação" ou "por pedido". Explico-me. Ou o amor é um caminho que se percorre ou não é amor. Portanto, o dia 14 de fevereiro, ou foi o início de uma caminhada a dois ou não faz falta nenhuma no calendário do casal de namorados.Vivemos numa sociedade cada vez mais globalizada e comercial. O dia dos namorados é consequência desta vivência "interesseira". Ainda na semana passada escrevia acerca da queda do número de casamentos pela Igreja. E o Papa Francisco, já alertou, por diversas vezes,  para a nulidade sacramental da maioria destes. Muitos casais entendem que este sacramento é apenas uma bênção, um costume social para agradar a pais e família. A realidade sobrenatural é completamente esquecida.

Eutanásia, morte digna?

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido …

Batizar é pedir a Fé

Neste domingo, 8 de Janeiro (2017), o Papa Francisco presidiu na Capela Sustinha  no Vaticano, à Eucaristia por ocasião do Baptismo do Senhor. E como já é tradição, neste dia, o Papa baptizou algumas crianças: 28 ao todo, 13 de sexo feminino e 15 de sexo masculino.Na sua breve homilia, dirigindo-se aos pais dessas crianças, o Papa disse:“Vós pedistes para as vossas crianças, a fé que será dada pelo baptismo. A fé: isto significa vida de fé, porque a fé deve ser vivida. Caminhar pelos caminhos da fé e dar testemunho da fé. A fé não é recitar o “Credo” domingo, quando vamos à Missa: não é só isto. A fé é acreditar naquilo que é a Verdade: Deus Pai que enviou o seu Filho e o Espírito que nos vivífica. Mas a fé é também confiar-se a Deus, e deveis ensinar isto às vossas crianças, com o vosso exemplo, com a vossa vida. E a fé é luz: na cerimónia do baptismo vos será dada uma vela acesa, como nos primeiros dias da Igreja.

Solenidade da Epifania do Senhor: Caminhar para encontrar a Glória

O Papa presidiu na manhã da sexta-feira (06/01) a Solenidade da Epifania do Senhor, na Basílica de São Pedro. Francisco falou de uma "nostalgia" que impeliu os reis magos a colocarem-se a caminho e seguir a estrela de Belém.  "Lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo", refletiu o Pontífice.
Homilia integral
«Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo» (Mt 2, 2).
Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, dão-nos a conhecer o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

Esse desconhecido chamado JESUS

Resistindo à oposição dos mais próximos, Jesus tornou-se, de facto, um pregador itinerante...
Jesus permanece para nós um desconhecido, e em muitos sentidos. Ao pensar nele assalta-nos o mesmo desconcerto dos seus concidadãos que o viram largar, ali diante dos olhos de todos, o ofício de artesão que exercia e abraçar um ministério de ensinamento e sanação, para o qual não o consideravam qualificado. Ele era apenas um deles, naquela aldeia que não excederia os seiscentos habitantes, a maior parte ocupados no cultivo do trigo e da oliveira, outros de cerâmica para uso doméstico, outros ainda, como ele e a sua família, dependentes da carpintaria, atividade necessária à manutenção do povoado. Não reconheciam naquele conterrâneo alguém capaz de anunciar o Reinado de Deus e ainda menos de alargar a compreensão sobre as suas implicações históricas.

O Presépio em casa no Advento e no Natal

Papa Francisco explica por que é importante o presépio em casa no Advento e no Natal

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança. “Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa “Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.

Advento: o que você está esperando?

Uma pergunta que você pode responder hoje mesmo - e ser muito mais feliz depois disso
Quem não se comove ao ver uma mãe abraçando seu filho recém-nascido? A gravidez é motivo de grande alegria. Cada criança que nasce é um verdadeiro milagre. Amor semeado, cresce, cresce, cresce. E quando nasce, Deus fica feliz. Dá gargalhadas de alegria: “- Luz! Luz! Luz!”, grita Ele sorridente. -“Luz para iluminar o mundo!” Quem espera um bebê pode ter muitos medos mas o amor cobre uma multidão de temores e a ansiedade de ver chegar a criança não cabe no peito. E essa espera da mãe? De nove meses, semana após semana, contando os dias, as horas, sofrendo as dores de parto, esperando aquele momento único de abraçar o fruto do seu ventre? Noites em vigília. Quantas vezes deve ter ouvido o título deste texto: “o que você está esperando?” E lá se iniciava o relato da história de uma vida. Quanta esperança renasce nos lares após o nascimento de um bebê.

"A origem do universo" - cuidar da casa comum

O papa encontrou-se esta segunda-feira, no Vaticano, com o físico e cosmólogo inglês Stephen Hawking, no contexto da sessão plenária da Academia Pontifícia das Ciências, que decorre entre sexta e terça-feira, 29 de novembro.  O investigador ateu de 74 anos, membro da Academia desde 1986 e um dos cerca de 60 participantes no encontro, falou sobre "A origem do universo" no primeiro dia da iniciativa.  Na assembleia plenária da academia, considerada a mais antiga do mundo no domínio da ciência e aberta a investigadores independentemente da sua pertença religiosa, participam várias personalidades distinguidas com o prémio Nobel.

Dúvidas de fé: muro intransponível ou fronteira aberta?

«"Padre, tenho tantas dúvidas sobre a fé, que devo fazer? O senhor nunca tem dúvidas?": este diálogo imaginário, que ocorrerá a muitos crentes ao longo da sua vida, foi evocado esta quarta-feira pelo papa, no Vaticano, para salientar que os questionamentos sobre as convicções religiosas fazem parte da vida cristã e não têm de se tornar num muro intransponível para Deus.Depois de responder à segunda pergunta sobre as interrogações de fé - «tenho muitas» -, Francisco afirmou: «É certo que em alguns momentos a todos ocorrem as dúvidas. As dúvidas que tocam a fé, em sentido positivo, são um sinal de que queremos conhecer melhor e mais a fundo Deus».

TUDO COMEÇA PELO ESPANTO

Uma das grandes virtudes que precisamos de reencontrar é a arte do espanto, pois é verdadeiramente por aí que tudo começa...

Lembro-me muitas vezes de um ensaio da escritora italiana Natalia Ginzburg sobre aquilo que os pais transmitem aos filhos. E a opinião dela é que os pais parecem esgotar o seu papel no ensinamento das pequenas virtudes, e frequentemente se demitem de dizer uma palavra ou tomar uma iniciativa sobre as grandes. É como se todo o nosso sistema de valores educativos se restringisse à aprendizagem do que é o senso comum adquirido, aquilo que de uma forma ou de outra se respira no ar, escolhendo assim a estrada mais cómoda. O pior, porém, é o que, neste modelo educativo, se deixa a descoberto em termos da aventura humana como aventura de construção do sentido. E Natalia Ginzburg dá exemplos. A relação com o dinheiro é um deles. Os pais sentem o cuidado de ensinar os filhos a poupar e a utilizar de forma parcimoniosa os recursos financeiros, mas sentem menos, como tarefa…

Entre um humor, ainda que reles, e qualquer fanatismo refinado, venha daí o humor

Virginia Woolf escreveu que “a felicidade é ter um pequeno fio onde as coisas se prendem por si”. Por vezes, o riso tem na vida a função desse pequeno fio que consegue o milagre de colar os fragmentos distantes e desavindos da própria experiência. Parece mesmo que as coisas, mesmo as mais difíceis, se prendem por si, convergem suavemente para uma repentina espécie de encaixe, sem o esforço que sabemos necessário. O riso é um instantâneo da graça, flagrante como uma iluminação. É uma resolução inesperada que reorganiza o mundo. Aquele meu amigo estava a principiar uma análise. Como todos os que começam, não sabia bem o que estava a fazer ali, deitado naquele divã. O psicanalista tentava movê-lo para algum sítio. Sugeriu-lhe que, se sentia dificuldade em falar, pegasse num elemento do seu campo visual. Foi então que ele reparou na estrelícia que estava na jarra. E concentrou nela o seu desgosto profundo. Detestava estrelícias, confessou.

Quando ser mãe muda o coração

Quando era jovem, comecei a trabalhar como redatora de "crónica negra". Era um trabalho duro andar entre hospitais, morgues, periferias onde ao amanhecer um traficante fora morto. Tinha pouco mais de 20 anos e todavia movia-me tranquilamente entre aquela morte, atenta a observar escrupulosamente os detalhes que deveria referir. Um homem morto num passeio não me impressionava excessivamente, nem sequer o coração se me apertava por piedade. Tinham-me ensinado que um cronista deve ser distante e narrar, como a objetiva de uma máquina fotográfica. Eu, diligente, obedecia. Anos depois comecei a ser enviada. Continuava a ver a morte, simplesmente ia para mais longe. Continuava a observar, distante. Depois, deve ter-me acontecido algo.

"Amoris Laetitia"

José Tolentino Mendonça (19-04-2016) O discurso de Bergoglio ficará como um dos mais emblemáticos do seu corajoso pontificado
O escritor António Alçada Baptista citava muitas vezes a opinião de Denis de Rougemont, que também era a dele, de que a crise do casamento começou quando os casamentos começaram a ser feitos por amor. Era uma blague, claro, mas também o princípio de uma reflexão séria sobre a complexa mutação em curso (alteração de mentalidades, de padrões sociais, de regimes de existência, etc.). Podemos sempre assentir, é verdade, e também a propósito do amor, que quem inventou o barco inventou o naufrágio. Ora, a tentação poderia ser simplesmente voltar atrás, procurando na restauração de um código ou de um modelo rígido a solução e substituindo o amor por um fundamento menos problemático. A situação de emergência que hoje se vive (só em Portugal, por exemplo, os números da Pordata indicam que no ano de 2013 houve 70,4 divórcios por cada 100 casamentos) parece dar-lhe razão. G…

Vocação!! O que é!?

Hino ao meu pai

O meu pai é a melhor imagem daquilo que é o amor de Deus, Ele é ternura e o aconchego, o alento e o apoio O meu pai é o exemplo! Ele é a presença e a dedicação Também é a minha alegria! Deus abençoou-me com o pai que me deu!
Sempre dedicado e trabalhador Transmitiu-me os valores e a humildade Indicou-me a “melhor” direção Levou-me a descobrir a beleza de Deus Pai As suas lições são luz como as estrelas Deus abençoou-me com o pai que me deu!

A minha experiência como pai é a experiência de “tornar-me pai”!

A minha experiência como pai é a melhor experiência que vivi até hoje. Ter filhos sempre fez parte dos meus objetivos e do nosso projeto de vida como família. Quando peguei em cada um dos meus filhos, o João e o Pedro, pela primeira vez, no meu colo, senti “tornar-me pai”. Senti-me completo e ao mesmo tempo incompleto! Cada um destes sentimentos iniciaram-me na experiência de “crescer”, de entrega, de proteção e de ser um bom pai. Esta é para mim a experiência mais marcante, exigente, plena, responsável, grandiosa, de constante construção e eterna. É assim que me vejo como pai!

Diálogo ecuménico...

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2016

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).  As obras de misericórdia no caminho jubilar»
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Papa recorda lição de idosa portuguesa, elogia a esperança e lamenta «rigidez» na Igreja

O papa evocou hoje, no Vaticano, a lição espiritual que recebeu de uma idosa portuguesa, elogiou quem mantém a esperança entre as dificuldades e criticou a «rigidez» e o «legalismo» dos fiéis que se «fecham» em si mesmos.  Na homilia da missa a que presidiu, Francisco lembrou o dia de 1992 em que estava a confessar há várias horas, em Buenos Aires, quando chegou uma idosa de 80 anos «com os olhos que viam mais, olhos cheios de esperança», relata a Rádio Vaticano.