Primeiro
vemos um amanhecer e perguntamos depois o que é, para que serve, para que nos
serve. O mesmo com a noite, com o riso, com a viagem ou o pranto.
Quem fez a primeira pergunta? Quem proferiu a primeira palavra? Quem chorou pela primeira vez? Porque é tão quente o sol? Porque se morre? Porque se ama? Porque há o som e o silêncio? Porque há o tempo? Porque há o espaço e o infinito? Porque existo eu? Porque existes tu? — Um dia, a escritora Clarice Lispector criou uma lista interminável só com perguntas assim. Há um momento em que percebemos que as perguntas deixam-nos mais perto do sentido, do aberto do sentido, do que as respostas. Que as respostas são úteis sim, que precisamos delas para continuar vivendo, mas que a vida transforma as próprias respostas em perguntas.
Quem fez a primeira pergunta? Quem proferiu a primeira palavra? Quem chorou pela primeira vez? Porque é tão quente o sol? Porque se morre? Porque se ama? Porque há o som e o silêncio? Porque há o tempo? Porque há o espaço e o infinito? Porque existo eu? Porque existes tu? — Um dia, a escritora Clarice Lispector criou uma lista interminável só com perguntas assim. Há um momento em que percebemos que as perguntas deixam-nos mais perto do sentido, do aberto do sentido, do que as respostas. Que as respostas são úteis sim, que precisamos delas para continuar vivendo, mas que a vida transforma as próprias respostas em perguntas.