Se pensarmos no cânone do Ocidente, na história europeia, se
pensarmos na história da nossa Região – é impossível pensar a cultura
sem a chave cristã. Porque o grande património herdado dos séculos e
durante séculos construído é, de facto, pela expressão do culto, pela
expressão da Bíblia, uma verdadeira expressão da fé dos crentes, uma
expressão dessa procura de sentido, de verdade e de beleza, que tem
Deus como destinatário final.
Mas, na contemporaneidade, muito a partir da fratura moderna, a partir dos séculos XVIII e XIX, as relações foram-se alterando, modificando, tornando-se tensas, conflituais, foram-se reinventando (…).
Hoje, num discurso muito cru, quando se fala da relação da arte com o cristianismo, muitas vezes a palavra que se ouve é divórcio. Divórcio porque parece que a Igreja, que durante séculos teve um papel fundamental, que era a grande “encomendadora”, a grande produtora, a grande protetora das práticas artísticas hoje, de certa f…
Mas, na contemporaneidade, muito a partir da fratura moderna, a partir dos séculos XVIII e XIX, as relações foram-se alterando, modificando, tornando-se tensas, conflituais, foram-se reinventando (…).
Hoje, num discurso muito cru, quando se fala da relação da arte com o cristianismo, muitas vezes a palavra que se ouve é divórcio. Divórcio porque parece que a Igreja, que durante séculos teve um papel fundamental, que era a grande “encomendadora”, a grande produtora, a grande protetora das práticas artísticas hoje, de certa f…