Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta #dignidade

Não importa por que voltas; a Deus basta o primeiro passo

«Quando ainda estava longe, o pai viu-o, e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos» (Lucas 15,1-3.11-32): a mais bela das parábolas, em quatro sequências narrativas.

Valter Hugo Mãe: cuidar dos pais

A minha mãe é a minha filha. Preciso de lhe dizer que chega de bolo de chocolate, chega de café ou de andar à pressa. Vai engordar, vai ficar eléctrica, vai começar a doer-lhe a perna esquerda.

O bem e o mal não dependem das leis

A sociedade atual tem uma perspetiva tão errada do que são os valores que se julga capaz de os determinar por via de leis.

Eutanásia: Sim ou Não? | A Eutanásia e os alicerces da Civilização

A questão da legalização da eutanásia e do suicídio assistido assume uma particular relevância, uma relevância que não têm muitas outras questões políticas que marcam a atualidade.

No amor não há submissão

A igreja estava calorosa e acolhedora na festa da Sagrada Família, no passado mês de dezembro. Antes que a missa começasse, ofereci a minha oração habitual para estar aberta às graças da liturgia.

O soldado perfeito - A força da não-violência (A propósito do soldado Desmond Doss 1919-2006)

Após cerca de três mil anos de busca da promoção antropopoiética da dignidade humana ocorrida no espaço geográfico e cultural a que nos habituámos a designar como «ocidente»

Eutanásia – o fracasso da Humanidade

Há 20 anos estive ligada a máquinas a receber morfina por ter dores horríveis. Não desisti. A dor resolveu-se e passei 5 anos entre uma cadeira de rodas e canadianas. E se tivessem desistido de mim?

Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz

MENSAGEM DO SANTO PADREFRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 51º DIA MUNDIAL DA PAZ, 1° DE JANEIRO DE 2018 Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz

Investir na vida, na família, nos jovens

Teve lugar no Vaticano o encontro entre o Papa Francisco e os líderes europeus por ocasião do 60° aniversário dos Tratados constitutivos da Comunidade Europeia. No seu discurso o Santo Padre sublinhou que na origem da civilização europeia está o Cristianismo, sem o qual os valores ocidentais de dignidade, liberdade e justiça são incompreensíveis.
No seu discurso Francisco  recordou o 25 de Março de 1957, um dia – disse - cheio de expectativas e esperanças, de entusiasmo e trepidação, e só um evento excepcional, pelo seu alcance e consequências históricas, podia torná-lo único na história. A memória daquele dia, ressaltou o Papa,  une-se às esperanças de hoje e às expectativas dos povos europeus que exigem de discernir o presente para continuar com renovado entusiasmo e confiança o caminho iniciado.

Eutanásia e o «mito da autonomia»

A solidariedade é sentida como o primeiro e mais expressivo dever de humanidade. Por isso se rebela a inteligência e o coração contra os muros que se erguem e contra os mortos que ninguém chora.
TAGS Uma só coisa é certa no debate da eutanásia: está em causa uma fronteira civilizacional. Ultrapassá-la ou defendê-la, depende da perspetiva. A questão de fundo é inelutável: a centralidade da autonomia, como valor antropológico e jurídico. É em nome da autonomia que se reclama o direito a decidir quando e em que circunstâncias podemos pôr termo à própria vida; é em nome da autonomia que se exige a assistência médica nesse momento singular; é em nome da autonomia que se postula uma leitura dignificante, altruísta, humanizadora do que até há bem poucos anos era sinal de barbárie… E é também em nome da autonomia que se condena qualquer visão diferente, catalogada como intolerante e sem direito de cidadania, porque, justamente, parece ameaçar a auto-determinação do sujeito.

Eutanásia, morte digna?

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido …