São cada vez mais os artigos de jornal, os desabafos dos pais e as afirmações "soltas" que se insurgem contra o modo como as crianças vivem dependentes dos ecrãs. Os números afiançam que mais de 60% dos tablets das casas portuguesas já pertencem aos mais pequenos. E os especialistas vão recordando que as crianças que utilizam os tablets por um tempo superior a 30 minutos por dia podem vir a sofrer, futuramente, de dores nas costas e no pescoço e de outras sequelas posturais. Seja como for, enquanto que em muitas famílias os tablets são a babysitter favorita para entreter as crianças, o alarme geral das pessoas crescidas a propósito deste "vicio dos tempos modernos" cresce, todos os dias. Como se a elas - e, sobretudo, aos adolescentes - se fossem barricando numa multiplicidade de instrumentos tecnológicos com um ímpeto tal que, aparentemente, ninguém os conseguiria parar ou, mesmo, resgatar.