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A profecia do silêncio

Se na nossa sociedade «o homem se tornou um apêndice do barulho» (Max Picard), é faz-se cada vez mais urgente a exigência de que cada pessoa reencontre a sua humanidade através da redescoberta do silêncio e a aprendizagem da antiquíssima arte de “escutar o silêncio”.

Para um cristianismo místico: Pistas para uma teologia da interioridade

I – Para começar: um sinal dos tempos
1. A interioridade é o novo paradigma religioso, é um facto. (…) Mas, o que é realmente a interioridade? Uma palavra fetiche, claro, isto é, um vocábulo que, por ser muito genérico, todos podem colocar o que quiserem. Mas podemos nós especificar alguma coisa? Não será necessária a concretude para poder avançar?
2. A interioridade é um termo que não pode ser entendido sem o seu contrário, oposto ou complementar: a exterioridade. A exterioridade foi, provavelmente, embora não com essa palavra, o paradigma religioso precedente. «Crer é comprometer-se», dizia uma ou duas gerações anteriores à nossa. Hoje, em contrapartida, nem a crença nem o compromisso são palavras que sejam particularmente cordiais. Preferimos falar de experiência, de solidariedade, de tantas outras coisas. Cada geração tem, decerto, o seu próprio acervo espiritual, e "interioridade", juntamente com "silêncio", "consciência&…

Não terminamos de florescer

Se eu sinto falta do silêncio saiba eu reconhecer que entre cada palavra há o silêncio. Se é a solidão que me faz falta saiba eu procurar o espaço entre as pessoas.

O que é escutar?

Num dos escritos de Jean-Luc Nancy, aquele filósofo recorda-nos uma coisa em que não pensamos: como a sonoridade tem, afinal, um papel decisivo não apenas na comunicação, mas também na semântica das palavras.

Não quero ser um papagaio, Senhor!

Na semana passada fui à missa no Domingo de manhã. Sim, é verdade, aqui o jovem vai à missa. E, como de costume, cheguei uns bons minutos antes da Eucaristia começar para estar em silêncio e preparar-me para o que o Senhor me tinha a dizer.

São as obras que falam. Não as palavras.

Muitos são os que precisam de encher as suas vacuidades com todo o tipo de ruídos. Falam, mas não gostam de escutar. Não têm tempo nem espaço dentro de si para o outro. Sentem-se cheios de si mesmos, mas estão vazios e não são causa de nenhum verdadeiro bem.

"Deus é um problema também para os crentes"

O Elogio da Sede foi o tema que o padre José Tolentino Mendonça propôs ao Papa Francisco, quando este o convidou a orientar os exercícios espirituais da Quaresma para os responsáveis da Cúria Romana – a primeira vez de um padre português. Com o mesmo título, foi anteontem posto à venda o livro (ed. Quetzal) que reúne os textos das meditações que o também poeta e exegeta bíblico propôs ao Papa e aos seus mais directos colaboradores.

O silêncio puro da oração

Um homem morre por nós, a pena que seria nossa, assume-a ele. Ama-nos de tal forma que nem nós conseguimos compreender bem o porquê, pois não somos dignos de algo tão grande.

Que histórias contamos a nós mesmos?

O sentido da vida passa pela capacidade que temos de nos aproximar da verdade. Se a vida nos dói ou dá alegrias, depende muito da forma como a interpretamos. As adversidades podem ser vistas como castigos ou como desafios.

EXPLORADOS, CANSADOS, SEM PAUSAS NEM PAZ

A nossa sociedade é implacável. Somos obrigados, através de uma sedução subtil, a uma atitude sempre muito produtiva e otimista.

O SILÊNCIO NOSSO DE CADA DIA

É essencial que saibamos encontrar e valorizar os tempos para parar, pensar e sossegar.

Muita comunicação, pouca verdade

A ilusão de estarmos à distância de dois toques com a ponta do dedo pode criar a ideia de estarmos próximos... Não, não estamos.

O necessário silêncio de Deus

Crentes em qualquer coisa ou não crentes em qualquer coisa, num mundo em que os verdadeiros ateus – amáveis na sua angústia – já todos puseram termo à sua vida e em que predomina a religião da onfalocêntrica autoadoração, todos os seres humanos são chamados, não apenas nos momentos de psicológica consciência da relevância de seu ato, mas em cada seu ato de cada dia, de cada momento, atos de que o seu ser – o seu sendo – se vai construindo, a escolher.