Somos muito benevolentes com a
violência, desculpamo-la muito facilmente. E, todos, somos em algum
momento da nossa vida, com mais ou menos intensidade, violentos para com
alguém. Há uma música da “Avenida Q” que fala de todos sermos um pouco
racistas, assim também é com a violência. Todos fomos violentos em algum
momento e com alguma pessoa seja gritando, seja dizendo coisas
horríveis, seja fazendo bullying ou de tantas outras formas.
Há muitos tipos de violência, com
diferentes gravidades e consequências. Porém, todos eles agridem, todos
eles deixam marca em nós. Podemos não ver essas marcas, mas existem e
têm em impacto em nós. Daniel Comboni falou das pessoas escravizadas
como embrutecidas.
Quantos de nós não somos embrutecidos?
Quantos de nós não temos cicatrizes?
É preciso criar a cultura do encontro e a
revolução da ternura a que tanto o Papa Francisco nos convida. É
preciso abandonar o ciclo de violência porque tal como nos diz Gandhi: “Olho por olho, dente por dente e…