Ainda é possível ser “pai” no Ocidente, após cerca de 50 anos
gastos a “matar o pai” (como nos pedia com insistência a psicanálise
freudiana), ou a definir a paternidade como supérflua (segundo a
habitual cultura radical chique da autonomia a todo o custo), ou a
eliminar a sua presença (como nas leis sobre o aborto), ou a torná-la
facultativa (na legislação sobre o matrimónio e educação dos filhos), ou
a considerá-la uma pura construção cultural-social (segundo as teorias
do género)? Com efeito, este ambiente tão hostil criou na nossa
sociedade uma espécie de obscuridade do pai, da qual é inevitável pagar
as consequências.
"Quem conquista o CORAÇÃO conquista a PESSOA..." Arnaldo Janssen