Percebe-se
que efetivamente o tema família é um assunto à margem. E cuidar das suas
dificuldades e problemas é um não assunto, a não ser quando as questões são
económicas ou financeiras.
Um desafio para participar no dia 9 de Fevereiro, das 14h30 às 19h, nas XIV Jornadas da Família, no Centro Pastoral de Sto Adrião de Vila Nova de Famalicão
São
muitas as formas de separação na família... Umas inevitáveis, outras sem
retorno, outras ainda a pedir a cura e a reconciliação. A morte, a doença, o
divórcio, a homossexualidade, a violência doméstica, a migração... tudo isto são
acontecimentos do quotidiano, que trazem por si mesmos separações, rupturas,
divisões... E tudo isto é vida!
Há dores que nos fazem perder o
sorriso, mas também nos secam as lágrimas, de tão profundas que são. A
vida é dura, quase injusta. Chegam a ser incompreensíveis as tantas
adversidades contra as quais estamos obrigados a lutar pela
sobrevivência do que somos.
E sempre que os sinos choram, choram e chamam
por nós, chamam bem alto por mim e por ti… Para que nos lembremos de
viver antes que outros sinos nos chorem.
Saudade maior é de quem já se foi. Mesmo nos que nutrem a fé no
reencontro, é visível a dor de ter que seguir longe de quem se queria
por perto. A dor de perder quem nos é querido, pela astuta ação da morte
deixa em todos nos a marca da saudade.
A
primeira peregrinação de Inês a Fátima foi aos 14 anos. Começou a caminhar com
o pai, que morreu no ano passado, no percurso do santuário. Este sábado ainda
não sabe se consegue voltar. Se for, leva o filho, Pedro, uma criança que “está
a morrer há quatro anos”, mas que vive para dar sentido à fé. Tudo depende do
ar, o ar que nos permite continuar...