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A mostrar mensagens com a etiqueta #JoséTolentinoMendonça

Consequência do amor

Hoje há consenso sobre o facto de que os Evangelhos começaram a ser redigidos a partir do relato da Paixão; e que antes de serem constituídos na forma a que chegaram, já existia, como seu embrião, a narrativa da Paixão.

Ter tempo

O bem mais precioso é o tempo. E tenhamos a certeza: aquilo de que os nossos semelhantes mais precisam é que lhes demos tempo.

Só no dom de si

Normalmente, quando nos deslocamos de um ponto para outro conhecemos o motivo. Mas – temos de o reconhecer – uma viagem assim é demasiado curta. Uma viagem que se faz conhecendo os seus motivos não é a viagem.
A verdadeira viagem é aquela que interiormente dura tanto, que já não sabemos porque é que viemos ou porque é que estamos ali. As perguntas sobre aquilo que fazemos deixam de interessar.
Estamos ali, ponto final, e chega. Viemos. Demo-nos. Não são o saber ou a função que definem a vida, mas o próprio ser, a expressão profunda de si, o puro dom, e nada mais.
Escreve Rainer Maria Rilke naquele mapa indispensável que são as “Cartas a um jovem poeta”: «O tempo não é uma medida. Um ano não conta. Dez anos não são nada. Ser pessoa não quer dizer contar, quer dizer crescer, como a árvore que não instiga a sua seiva, que resiste confiante».
A beleza mais fecunda é aquela que não se deixa determinar pelas finalidades provisórias ou pelos utilitarismos de cada ocasião.…

Aprendizes da diferença, por Tolentino Mendonça

O Evangelho de Lucas traz um episódio desconcertante em relação à Sagrada Família de Nazaré: Maria e José perdem de vista Jesus, procuram-no em vão entre parentes e familiares, e no fim encontram-no, com grande espanto, num contexto que não esperavam (no templo, enquanto discutia com os doutores da lei).

O infinito não é uma mercadoria

Até há pouco, até este trânsito epocal que se vem convencionando chamar “revolução digital”, o todo era a designação que se dava a uma grandeza apenas hipotética, uma grandeza que se sabia inalcançável.

É possível fazer alguma coisa, por Tolentino Mendonça

Começou agora a quaresma. Para os cristãos é uma oportunidade que é preciso agarrar com decisão. Mas, mesmo para os não cristãos, pode não ser indiferente o significado deste itinerário ascético que antecede e prepara a Páscoa.

Não podemos desistir da beleza

Se pensarmos no cânone do Ocidente, na história europeia, se pensarmos na história da nossa Região – é impossível pensar a cultura sem a chave cristã. Porque o grande património herdado dos séculos e durante séculos construído é, de facto, pela expressão do culto, pela expressão da Bíblia, uma verdadeira expressão da fé dos crentes, uma expressão dessa procura de sentido, de verdade e de beleza, que tem Deus como destinatário final.
Mas, na contemporaneidade, muito a partir da fratura moderna, a partir dos séculos XVIII e XIX, as relações foram-se alterando, modificando, tornando-se tensas, conflituais, foram-se reinventando (…).
Hoje, num discurso muito cru, quando se fala da relação da arte com o cristianismo, muitas vezes a palavra que se ouve é divórcio. Divórcio porque parece que a Igreja, que durante séculos teve um papel fundamental, que era a grande “encomendadora”, a grande produtora, a grande protetora das práticas artísticas hoje, de certa f…

Bodas de Ouro

"Lembrai-vos que não ser amado não é uma tragédia; é o não amar que é a tragédia. Este é o sal da vida: amar!" Dom Tonino Bello

A beleza da família

A família não é apenas uma invenção cultural, nem é simplesmente um formato que a civilização emprestou à vida comum.

O que é escutar?

Num dos escritos de Jean-Luc Nancy, aquele filósofo recorda-nos uma coisa em que não pensamos: como a sonoridade tem, afinal, um papel decisivo não apenas na comunicação, mas também na semântica das palavras.

Poemas para o Dia dos Namorados

A Estrada Branca
Atravessei contigo a minuciosa tarde
deste-me a tua mão, a vida parecia

A Noite Abre Meus Olhos

Caminhei sempre para ti sobre o mar encrespado
na constelação onde os tremoceiros estendem
rondas de aço e charcos

A solidão própria do Natal

Uma das mais belas correspondências de Natal que conheço é a que o poeta Rainer Maria Rilke manteve com a mãe, ao longo de 25 anos. Claramente as cartas de ambos deveriam ser escritas e recebidas antes da festa.

Família: Igreja deve abandonar «moral de escritório» para «acompanhar, esperar e sobretudo integrar» – D. José Tolentino Mendonça

D. José Tolentino Mendonça afirmou hoje (Fátima, 20 jul 2018) no Encontro Internacional das Equipas de Nossa senhora que é necessário não ficar por uma “moral fria, de escritório” e que cada família é chamada a ser “um laboratório de misericórdia”.

Família: «A caixa dos brinquedos deve estar ao lado da caixa dos primeiros socorros» – D. José Tolentino Mendonça

D. José Tolentino Mendonça pediu hoje (Fátima, 21 jul 2018) aos casais das Equipas de Nossa Senhora que cultivem a alegria e não esqueçam a “caixa de brinquedos” cheia de memórias e desencadeadora do espanto necessário todos os dias.

Família: O perdão «é um ato unilateral de amor» – D. José Tolentino Mendonça

Arcebispo assinala que a família é um «grande laboratório de vida e de construção»
Fátima, 19 jul 2018 (Ecclesia) – O futuro arcebispo D. José Tolentino Mendonça afirmou hoje no Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora que a parábola do «Filho pródigo» recorda às famílias que o perdão «é um ato unilateral de amor” de que todas as pessoas precisam.

Instruções para fracassar melhor

Mesmo quando à superfície as águas parecem fluir distendidas, nem é preciso descer a muitas braças de profundidade para dar-se conta que trazemos dentro de nós um medo oculto, em contínua combustão: o medo de falhar.

Lançamento do livro "Elogio da sede", de José Tolentino Mendonça

O P. José Tolentino Mendonça conversa esta quinta-feira com a jornalista Anabela Mota Ribeiro a propósito do seu novo livro, "Elogio da sede", durante a sessão de lançamento da obra, que será apresentada pelo responsável máximo dos Jesuítas em Portugal, P. José Frazão Correia.

“Nunca fui tão livre como agora”

A conversa entre António Lobo Antunes e José Tolentino Mendonça podia ter durado para sempre e não apenas uma hora. Mas foi uma bela hora em que se falou de Deus, claro, e sobretudo de amor

"Deus é um problema também para os crentes"

O Elogio da Sede foi o tema que o padre José Tolentino Mendonça propôs ao Papa Francisco, quando este o convidou a orientar os exercícios espirituais da Quaresma para os responsáveis da Cúria Romana – a primeira vez de um padre português. Com o mesmo título, foi anteontem posto à venda o livro (ed. Quetzal) que reúne os textos das meditações que o também poeta e exegeta bíblico propôs ao Papa e aos seus mais directos colaboradores.