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Dia da Mulher: Bispo de Viseu defende «humanização» e respeito pela vida

D. António Luciano incentiva a que se eduque para «os valores, direitos e deveres da mulher»


O bispo de Viseu afirma que o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para toda a sociedade “tomar consciência” do papel que a mulher tem “na vida da sociedade de hoje”, numa nota pastoral divulgada online.
“Que todos sejamos facilitadores da promoção da dignidade da mulher e do papel positivo que ela tem na sociedade contemporânea”, escreve D. António Luciano.
Em nota pastoral, publicada no sítio online da Diocese de Viseu, o bispo destaca que a vocação e missão da mulher “é importante” para o nascimento da vida, a educação da fé dos filhos, a transmissão de valores e “para a construção de uma autêntica e responsável cidadania”.
“A dignificação e emancipação da mulher são um dado positivo dos nossos dias, que todos devemos promover e celebrar para que ela seja cada vez mais na família, na escola, no trabalho, na educação dos filhos e no equilíbrio das relações e dos afetos alguém que sabe estar para servir na Igreja e na sociedade”, desenvolve.
O bispo de Viseu defende que se deve educar para “os valores, direitos e deveres da mulher” e que todos sejam “instrumentos” para que a mulher “não seja vítima de descriminação” nem no trabalho, nem no seio da família, nem na sociedade.
Não à escravatura da mulher, à exploração do seu corpo, à discriminização racial, mas sim à humanização e respeito pela sua vida”.
Neste contexto, D. António Luciano pede que se condenem “todas as formas de exploração” da mulher e “de violência doméstica” e que seja dignificada “a vida e a missão da mulher”.
“Ajudemo-la a ser protagonista da construção de uma nova sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna”, acrescenta.

Foto Jornal A Guarda/Francisco Barbeira, D. António Luciano

Segundo o bispo diocesano, a Igreja “deve promover” uma nova humanidade, uma nova criação à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja onde a mulher, à semelhança de Maria de Nazaré, “descubra a sua responsabilidade de cristã e o seu lugar, o seu serviço dento da missão e apostolado da própria Igreja”.
“Respeitemos as mulheres nos seus direitos e deveres e ajudemo-las a encontrar a verdadeira dignidade do seu ser feminino”, pede ainda o bispo de Viseu na nota pastoral publicada pelo Dia Internacional da Mulher, que se celebra anualmente a 8 de março.
Portugal vive hoje, pela primeira vez, um dia de luto nacional pelas vítimas da violência doméstica na véspera do dia que foi instituído pelas Nações Unidas, em 1977, dois anos depois de a ONU ter promovido o Ano Internacional da Mulher.

ECCLESIA

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