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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2016

“O tempo não nos pertence”

Arcebispo Primaz escreveu Mensagem para a Solenidade de Todos os Santos e pediu que o dia seja de oração, reflexão e serena alegria. O prelado começou por explicar que, para além do tempo, também a eternidade não pertence à humanidade. Mesmo que sejam dois termos que à partida parecem excluir-se, estão, no entanto “profundamente ligados na fé cristã”, já que a incarnação de Cristo e a Sua presença convidam a humanidade a transgredir os limites impostos pela temporalidade que conhecemos como humana. “A cultura industrial e tecnológica criou, na nossa sociedade, uma nova percepção do tempo. O tempo é um bem precioso, mensurável e controlável. «Lembra-te que o tempo é dinheiro», disse Benjamin Franklin a um jovem empresário do século XVIII. Cada minuto, cada segundo, conta e deve ser rentabilizado. Penso, todavia, que esta concepção do tempo destrói por completo a nobreza do espírito humano”, explicou D. Jorge Ortiga, salientando que a referida nobreza assenta no ser em vez do ter.

Dia de Todos os Santos e o Halloween

Doçuras e travessas, bruxas e santos, celtas e americanos. Este fim de semana celebra-se a vida... e a morte. O que têm o Halloween e Todos os Santos em comum? Uma linha ténue entre a Terra e o Além. Todos os anos, na manhã de 1 de novembro, Maria do Céu sai de casa para entrar no cemitério de Taveiro, em Coimbra. Ao lado do portão de metal, que tem a cruz de Cristo num lado e uma caveira do outro, há sempre uma florista com plantas da época. Maria do Céu é cliente fiel da florista e compra orquídeas, gipsófilas, fetos reais e crisântemos. Um grande ramo de flores, suficiente para homenagear todos os membros da família que já morreram. Enquanto cumpre o ritual – limpar as campas de mármore, acender as velas vermelhas, colocar as plantas na jarra e rezar -, um grupo de crianças percorre as ruas da aldeia do Arrabal, em Leiria. São amigos de vizinhança, alguns primos ou irmãos, e vão com sacos de pão feitos na escola bater à porta dos vizinhos. “Oh tia, dá bolinho?”, costumam gritar. E …

O dom das lágrimas...

Entre um humor, ainda que reles, e qualquer fanatismo refinado, venha daí o humor

Virginia Woolf escreveu que “a felicidade é ter um pequeno fio onde as coisas se prendem por si”. Por vezes, o riso tem na vida a função desse pequeno fio que consegue o milagre de colar os fragmentos distantes e desavindos da própria experiência. Parece mesmo que as coisas, mesmo as mais difíceis, se prendem por si, convergem suavemente para uma repentina espécie de encaixe, sem o esforço que sabemos necessário. O riso é um instantâneo da graça, flagrante como uma iluminação. É uma resolução inesperada que reorganiza o mundo. Aquele meu amigo estava a principiar uma análise. Como todos os que começam, não sabia bem o que estava a fazer ali, deitado naquele divã. O psicanalista tentava movê-lo para algum sítio. Sugeriu-lhe que, se sentia dificuldade em falar, pegasse num elemento do seu campo visual. Foi então que ele reparou na estrelícia que estava na jarra. E concentrou nela o seu desgosto profundo. Detestava estrelícias, confessou.

A herança de meu pai

Precisamos de pensar na natureza dos tesouros que podemos efetivamente dar ou receber, e como eles estão afinal mais ao nosso alcance do que porventura julgamos... Quando se fala de heranças, deveria ser claro que as coisas materiais são o aspeto menos importante de uma transmissão que se for apenas dos direitos de propriedade disto ou daquilo verdadeiramente não se consuma. As heranças verdadeiras, aquelas que nos confirmam numa determinada filiação ou linhagem, têm por força que ser mais amplas, mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais irredutivelmente pessoais do que a pura materialidade. Lembro-me de um verso de Ruy Cinatti: “Quem não me deu Amor, não me deu nada”. E ele escrevia Amor assim, com maiúscula, como que a sugerir que a única dádiva que conta é aquela que nos inicia, através de mil entradas possíveis, no conhecimento do amor como o nome maior entre todos os outros, como a experiência que nos ancora no absoluto.

A arte de corrigir

Vivemos hoje em plena era tecnológica, o triunfo da correção automática. Telemóveis, iPhones, iPads… Os teclados colocados à nossa disposição são tão ágeis que nem precisamos de olhar para eles. Podemos digitar uma mensagem a uma velocidade recorde, sem especiais preocupações, pois o automatismo do dispositivo vai alterando e (supostamente) corrigindo os nossos erros de escrita. A publicidade, cada vez mais agressiva, explica que o corretor automático tem a enorme vantagem de nos fazer poupar tempo. Mas tempo para quê? Nas relações interpessoais existe também a tentação da correção automática. Quando, por exemplo, nos agarramos como a um totem à letra da lei, ao ditado de uma tradição, aos escritos de um ponto de vista sem olhar a mais, como resolução para todos os problemas que surjam. Ou quando desatamos a corrigir os outros por tudo e por nada. Nem precisamos de olhar para as pessoas. Basta-nos citar maquinalmente o número da regra que estão a infringir naquele momento, ou a nossa …

Instrução Ad resurgendum cum Christo a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação

1. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer com Cristo, isto é, “exilarmo-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor” (2 Cor 5, 8). Com a Instrução Piam et constantem, de 5 de Julho de 1963, o então chamado Santo Ofício, estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, acrescentando, ainda, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”. Mais ainda, afirmava que não devem ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”.1 Esta mudança da disciplina eclesiástica foi consignada no Código de Direito Canónico (1983) e no Código dos Cânones da Igreja Oriental (1990). Entretanto, a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se, também, novas ideias contrastantes com a fé da Igreja. De…

Acolhidos, compreendidos e acompanhados pela Igreja

Ana Mansoa e Diogo Silva têm 3 filhos: Maria e Francisco, já no Céu, e Teresinha, de 1 ano. A falta de auxílio, dentro e fora da Igreja, quando perderam os dois primeiros filhos levou este jovem casal a criar, há um ano, o projeto A Esperança de Ana, que quer ajudar os casais a viver na fé a dor de perder um filho durante a gravidez ou em caso de infertilidade.
“Ser um espaço onde as pessoas se sintam acolhidas na sua dor, se sintam acolhidas na sua incompreensão” é a primeira missão de A Esperança de Ana. “Os casais dizem-nos muitas vezes que sentem ter de viver um luto envergonhado. Frases como ‘Deixa lá’ ou ‘Não correu bem desta vez, corre melhor na próxima’ provocam, em muitos casais, uma dor profunda, porque sentem que as pessoas, mesmo em contexto de Igreja, não compreendem. Um filho que nasça a seguir não vem substituir o que se perdeu”, alerta Ana Mansoa, ao Jornal VOZ DA VERDADE. É também desejo deste projeto que as pessoas consigam fazer “um caminho de compreensão desta exper…

Praga só depois de Braga

Não têm um crucifixo na aula, mas devem saber o que significa. Como é bom que alguém lhes diga que não precisam de ir à Índia para aprender a meditar. Não por uma questão de fé, mas de cultura. Aquela de que estupidamente parecemos andar envergonhados. Ainda bem que há Erasmus e programas de intercâmbio e os nossos filhos não crescem fechados dentro de fronteiras, mesmo quando são as mais antigas do mundo. Ainda bem que há voos "low-cost" e alojamentos locais a preços acessíveis, e têm amigos em todos os cantos do mundo. E vivam os pais que pegam na família e viajam com ela, sem medo de tudo e de nada, abrindo-lhes horizontes. Será com certeza uma geração menos suscetível a permitir que lhe vendam, sem crítica, que há por aí Estados que raptam os filhos dos imigrantes para os dar a homossexuais, que os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço, os de Leste cortam gargantas a sangue-frio, os americanos nunca viram um mapa, ou aceitar estereotipar os outros pela sua nacionalid…

Filhos que são como estrangeiros

A depressão juvenil é um dos maiores dramas que acontecem nas famílias. Enche a casa de perplexidades e pavores, mancha a relação entre pais e filhos, intoxica todos os que se aproximam para ajudar. Primeiro dia de chuva de Outono. Horas corridas, reuniões aceleradas, encontros fugazes e conversas atropeladas. Tudo vivido numa vertigem porque a rentrée veio com força e, para cúmulo, chove, há obras por todo o lado na cidade e o trânsito fica imediatamente parado. No meio deste pára-arranca, uma curta visita profissional a um amigo que depois me acompanha pela rua, até ao carro, para termos mais tempo para conversar. Pergunto sempre pelos seus. Mulher e filhos, mas também por projectos novos e antigos, bem como por amigos comuns. Desta vez a conversa centrou-se em alguém que ambos conhecemos por ser muito novo, mas já ter um histórico grande de depressões e desânimos. A conversa fez-nos parar numa esquina e ali ficámos nesse tempo breve-demorado, em bolha, alheios ao movimento em volta. –…

«Petição por um Referendo sobre a Gestação de Substituição»

Vamos ler e assinar a petição: «Petição por um Referendo sobre a Gestação de Substituição» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=gestacaosubstituicao

Concordamos com esta petição e cumprimos com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade. 
Agradecemos que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos. 
Obrigado. Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Braga
Mensagem do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Braga (departamento.familia@arquidiocese-braga.pt), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=gestacaosubstituicao

Encontro de namorados subordinado ao tema "Afectividade e Intimidade"

O Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Braga encontra-se a organizar um encontro de namorados subordinado ao tema "Afectividade e Intimidade".  A iniciativa, que tem lugar no Centro Apostólico do Sameiro, começa pelas 09h30 e prolonga-se até às 18h00 do dia 29 de Outubro. O encontro tem um custo de 10€ por pessoa e inclui o almoço. Pode realizar aqui a sua inscrição. Apelamos à divulgação e incentivo à participação dos namorados.
Departamento da Comunicação Arquidiocesana Pe. Paulo Terroso

Familia e Missão

Maria e Família - Fé Contemplada