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FAMÍLIA: CAPITAL SOCIAL

As equipas da Pastoral Familiar de Santo Adrião (Famalicão) e de São Martinho de Brufe, de Vila Nova de Famalicão, organizam mais uma jornada de sensibilização e reflexão sobre a FAMÍLIA.
Nestes 10 anos muita coisa mudou, e, em tão pouco tempo: menor natalidade, mais divórcios, menos casamentos.
Tudo em paralelo com a crise económica, laboral, social educativa.
Na realidade, nos tempos que correm há uma palavra dominante nas mais diversas instâncias: a palavra CRISE.

A crise económica é a que mais gasta a palavra. 
Crise político–ideológica: o liberalismo; o neo-liberalismo; o relativismo.
Crise social: individualismo, indiferentismo.
Crise espiritual: materialismo, niilismo.
Crise institucional: em especial da instituição familiar.


Na verdade, a história recente/contemporânea, apresenta-nos transformações económicas e sociais numa corrente dita de EVOLUÇÃO ou PROGRESSO, e afinal, a evolução aparenta não ter sentido, e certos VALORES que nortearam a conduta humana foram abolidos ou menosprezados (VALORES UNIVERSAIS).
Não se trata de defender o imobilismo ou apelar a um certo tradicionalismo negativo. Trata-se de olhar para as consequências de tudo o que foi mudando, mesmo que numa lógica de evolução.
E então, é sempre tempo de repensar ideias, mudar de percurso ou inverter o percurso.

Vamos para a X JORNADA organizada por estas paróquias com a colaboração dos nossos párocos Pe. Paulino Carvalho e Pe. Francisco Carreira e oito famílias da Pastoral Familiar numa resposta aos desafios pastorais que constantemente nos são levantados. E os leigos, as famílias, têm que “sair a terreiro”.

D. Antonino Dias, Presidente da Conferência Episcopal do Laicado e Família nas Jornadas da Pastoral Familiar em Fátima, afirmava: “precisamos de uma PASTORAL RENOVADA que seja fecunda em relação à família, e que a FAMÍLIA também assuma a sua parte de CIDADANIA que lhe compete em defesa de si própria e de transformação da sociedade”.

Dizia ainda: a Pastoral deve “responder com convicção” às perguntas do tempo atual “com mais misericórdia do que rigor” e, na fidelidade aos princípios, “pregar a beleza do Matrimónio com encanto, que é a base da sociedade”.

Sabemos, relativamente à FAMÍLIA, das diferenças de opinião e conceito, e ainda na última jornada, de 2014, abordamos a ação pastoral a exercer sobre outras realidades familiares (IX Jornada – Nas Periferias da Família).

Continuamos fiéis à nossa matriz cultural e espiritual cristã, a uma família vista como “DOM e COMPROMISSO” revisitando o tema dissertado pelo Cón. João Aguiar em 2008 (III Jornada), por sinal o conferencista para a X Jornada.

Retomamos o “slogan” de João Paulo II na Encíclica Apostólica Familiaris Consortio: “Família torna-te naquilo que és.”
O grande problema dos tempos atuais está precisamente no SER e na VERDADE da FAMÍLIA.
E a grande verdade é que a FAMÍLIA constitui (É) uma FONTE DE CAPITAL HUMANO VITAL e INSUBSTITUÍVEL.
Destruí-la significa destruir a HUMANIDADE.

E como fonte, deve tornar-se origem e morada de relações afectivas/amorosas, solidárias, educativas, formadoras do SER INDIVIDUAL e SOCIAL, um caudal que cresce no seu percurso para desaguar no mar da harmonia, equilíbrio, da cooperação e crescimento da sociedade.
Esta é uma pequena reflexão no plano do que vamos construindo com a nossa experiência e aprendizagem da vida enquanto família.
Vamos continuar a aprender e a refletir na X Jornada: Família: Capital Social

Precisamos de quem nos informe, de quem nos forme, de quem nos dê outras visões da realidade, de quem nos ponha a pensar, para podermos fortalecer-nos, adquirirmos as nossas próprias defesas e, consequentemente, defendermos a sociedade.

Esta não é somente uma iniciativa para embelezar o “Plano Pastoral”.
É para lembrar e ajudar as famílias a assumirem “a sua parte de cidadania na defesa de si próprias e na transformação da sociedade”. E daqui partir para a esperança e confiança no futuro derrubando todas as crises.
Como nos anos anteriores esperamos uma demonstração de vitalidade e empenho da comunidade no dia 7 de Fevereiro.

Pelas Equipas de Pastoral Familiar 
de Santo Adrião de Vila Nova de Famalicão e de São Martinho de Brufe, 
Vila Nova de Famalicão.


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