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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

Papa Francisco: catequese sobre a família - os irmãos

Queridos irmãos e irmãs, bom dia. No nosso caminho de catequeses sobre família, depois de ter considerado o papel da mãe, do pai, dos filhos, hoje é a vez dos irmãos. “Irmão” e “irmã” são palavras que o cristianismo ama muito. E, graças à experiência familiar, são palavras que todas as culturas e todas as épocas compreendem.

A Bíblia, uma história de família: A gravidez

O Código de Hammurabi, rei da Babilónia no século XIII a.C., previa que o chefe do clã poderia, em caso de esterilidade da mulher oficial, recorrer às outras mulheres do seu harém para ter um filho. E acrescentava, no artigo 146: se alguém toma uma esposa e esta dá ao marido uma serva por mulher, e esta última lhe dá filhos, mas, depois, essa serva pretende ter estatuto de igualdade com a esposa porque deu filhos, não deverá a esposa, sua senhora, vendê-la por dinheiro, mas mantê-la-á como escrava. Lendo o capítulo 16 do livro do Génesis, descobre-se que as cláusulas daquele antigo Código regulavam a vida do clã de Abraão. Antes de tudo, na narração dos patriarcas há com frequência uma clara referência à poligamia, mesmo na presença de uma mulher primária, que para Abraão é Sara. A sua esterilidade impele-a a oferecer ao marido a escrava Agar, para que gere um filho que será oficialmente filho do casal Abraão e Sara. Agar, repleta de orgulho pela sua superioridade de mulher grávida e f…

DIA DOS NAMORADOS, EM VERDADE E AMOR

O Dia dos Namorados é dia de alegria e de esperança! Dia para namorar, cantar, sorrir, brindar e sonhar, neste mundo que tantas vezes parece andar amuado consigo próprio. Dia para refletir, agradecer e continuar a projetar a vida num amanhã que se deseja cheio de luz e de prosperidade. É a primavera da vida a florir e a rasgar o futuro, descobrindo a pessoa do outro a quem se mirou e procura conhecer, deixando que esse outro seja ele mesmo, tenha o seu próprio espaço e seja respeitado na sua individualidade.

Como descrever o amor dos apaixonados? DIA DOS NAMORADOS

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís Vaz de Camões

"O amor é forte como a morte" - Dia dos Namorados

Eis a voz do meu amado! Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas. O meu amado é semelhante a uma gazela ou ao filhinho da corça. Ei-lo detrás do nosso muro, a olhar pela janela, a espreitar através das grades. O meu amado ergue a voz e diz-me: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos, ao abrigo das encostas escarpadas, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. A tua voz é suave e o teu rosto é encantador». O meu amado é para mim e eu sou para ele. Ele disse-me: «grava-me como um selo no teu coração, como um selo no teu braço, porque o amor é forte como a morte e a paixão é violenta como o abismo. Os seus ardores são setas de fogo, são chamas do senhor. As águas torrenciais não podem apagar o amor, nem os rios o podem submergir».
Cant 2, 8-10.14.16a; 8, 6-7a

Poema de um(a) apaixonado(a) para o Dia dos Namorados

O que é que tu sentes? Ensina-me a ver-te como tu me vês! Que passos tenho que dar para que tu sejas mais tu e menos um eu? Estou a aprender a fazer-te feliz e parece nunca saber... O teu mistério em mim só me traz alegria e felicidade... e não sei por quê!? Não te compreendo tantas vezes  e no entanto compreendo-te sempre... A grandeza da tua presença não dá para me habituar e acostumar porque sempre tudo é tão novo em ti... que bom! Tens tanto e recebo tanto... E eu não tenho nada e não te dou nada... e no entanto sinto que estás tão sintonizada com minha fragilidade, a minha miséria, o meu nada... nem sequer pensas nisso, ou isso não te perturba como se fosse uma equação impossível... pelo contrário, fazes-te fraca com a minha fraqueza, assumes a minha finitude como se fosse a tua finitude... só para que o sorriso do olhar aconteça... A coragem de me dizer, de me dizer-te a ti, de me expor já não é problema, nem estranho.. Tu és mais um eu de mim do que eu de mim mesmo... e eu só quero ser o te…

Arcebispo reclama do país defesa concreta da família - X Jornada da Família

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, reclamou ontem, em Vila Nova de Famalicão, a necessidade do país adotar uma postura de defesa «concreta» da família, como o único valor que garantirá o futuro de Portugal enquanto nação. «A sociedade precisa de assumir compromissos concretos que revitalizem a família a partir de dentro e de protegê-la como algo de essencial, como uma verdadeira garantia de um futuro humanizado», disse no encerramento da X Jornada da Família, que decorreu no Centro Cívico e Pastoral, organizada pela Pastoral Familiar da unidade paroquial de Santo Adrião, Brufe e Cavalões.

Podem descarregar aqui o discurso na íntegra do Sr. Arcebispo Dom Jorge Ortiga: http://www.divshare.com/download/26805626-326

Sem família: a solidão invisível

Não a encontravam há dez dias. Uma conhecida procurou-a obstinadamente, examinando uma a uma as divisões do hospital onde alguém dizia tê-la visto. Por fim, encontrou-a à entrada das urgências, envolvida por uma manta, numa maca, muito suja e desnutrida. Os vizinhos tinham assinalado o desaparecimento e havia sido emitido um alerta por parte dos serviços sociais do município, que no passado tinham insistido para que a senhora fosse viver para uma instituição para idosos, já selecionada. Mas, com quase 90 anos, ela não queria saber e continuou a viver só, na sua casa.

FAMÍLIA: CAPITAL SOCIAL

As equipas da Pastoral Familiar de Santo Adrião (Famalicão) e de São Martinho de Brufe, de Vila Nova de Famalicão, organizam mais uma jornada de sensibilização e reflexão sobre a FAMÍLIA. Nestes 10 anos muita coisa mudou, e, em tão pouco tempo: menor natalidade, mais divórcios, menos casamentos. Tudo em paralelo com a crise económica, laboral, social educativa. Na realidade, nos tempos que correm há uma palavra dominante nas mais diversas instâncias: a palavra CRISE.
A crise económica é a que mais gasta a palavra.  Crise político–ideológica: o liberalismo; o neo-liberalismo; o relativismo. Crise social: individualismo, indiferentismo. Crise espiritual: materialismo, niilismo. Crise institucional: em especial da instituição familiar.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015

Amados irmãos e irmãs, Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de u…