Ouçamos o P. Victor Feytor
Pinto: É um tempo de esperança este
fim de século. Na
aurora do 3.º milénio queremos ser, em família, esperança para o mundo. Perante a conceção da “não
família” que é a família nuclear, temos de aceitar o desafio da família alargada,
aberta ao encontro e diálogo de gerações. Perante tantas famílias em
sofrimento pelas ruturas não provocadas, divorciados que se casaram de novo,
temos de aceitar o desafio de os acolher, ajudar e aproximar de Deus. Perante a contradição da reprodução
medicamente assistida num mundo que se fechou à fertilidade, temos de
reinventar a fecundidade, ajudando as crianças que não têm família,
eventualmente através da adoção mais bem organizada. Perante a contraceção, temos de
afirmar até à exaustão a paternidade responsável, com processos humanos que
respeitem a dignidade da pessoa e do casal e acompanhem os valores da natureza. Perante as “fugas existenciais”
a que muitos jovens estão sujeitos, evadindo-se no barulho, na vertigem, no
álco…