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Destruir a família é destruir a sociedade...


"Destruir a família é destruir a sociedade, disse o cardeal arcebispo de Kinshasa Laurent Monsengwo Pasinya no simpósio organizado em Cotonou, Benin, do 24 ao 26 de Janeiro, em colaboração com o Pontifício Instituto João Paulo II para o estudo sobre o matrimónio e a família.
O simpósio marcou o décimo aniversário da Federação Africana de Acção Familiar (FAAF). A cerimónia de encerramento foi presidida pelo Cardeal Robert Sarah originário da Guiné a Konacry, e presidente do Pontifício Conselho Cor Unum.
Dany Sauvage presidente da FAAF explicou ao Zenit que a reunião de Cotonou foi organizada por ocasião deste aniversário: "Algumas personalidades da Igreja vieram para celebrar” com os membros da FAAF.
A FAAF diz ele, "federa umas 20 associações de acção familiar africana, espalhadas por 19 países do nosso continente, que trabalham na área."
Quanto à missão da Federação, Sauvage acrescentou que "a FAAF considera que a plenitude integral do homem se realiza pela família, santuário da vida e do amor": "Sua missão é desenvolver as habilidades das suas associações membro. Essas educam os jovens à vida a ao amor, promovem os valores conjugais e familiares, e ensinam uma maternidade/paternidade responsável de acordo com o plano de Deus para o casal e para a família."

Destruir a família é destruir a sociedade
Por sua parte, o Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya, Arcebispo de Kinshasa, que presidiu a reunião, afirma que o lugar da FAAF na África "é muito importante." Na verdade, diz ele, "a família há trinta anos experimentou profundas transformações indo sempre no sentido de uma destruição progressiva da célula familiar. Para muitos, a estabilidade matrimonial não é um ideal".
Afirma o papel social da família nestes termos: "Toda sociedade necessita da família, célula primária. A Igreja também. Sabemos que a família nasce de um matrimónio indissolúvel e fiel, é o lugar de encontro com Deus para os esposos".
Sublinha a gravidade desta postura para a sociedade. A partir do momento em que nós fugimos do matrimónio e da família, esta dimensão do mistério inerente à economia divina, todos os desvios são possíveis: a violência, abusos conjugais, paternidade e maternidade irresponsáveis. Destruir a família é destruir a sociedade; destruir a família é destruir a Igreja. O matrimónio e a família são o maior presente que Deus fez à humanidade para sejam verdadeiramente à sua imagem.
"Os actores do FAAF no meu país e nos outros países africanos procuram ensinar no lugar a boa notícia da Igreja sobre a sexualidade, evangelizam o amor humano ", destaca o arcebispo.

Uma obra de longa duração
Outro dos participantes do simpósio foi o arcebispo de Varsóvia-Praga, o arcebispo Henryk Hoser, ex-missionário, que trabalhou 21 anos na Ruanda, onde participou do lançamento da Associação Familiar da Ruanda e se tornou co-fundador da FAAF.
Monsenhor Hoser destacou que "a acção da FAAF está enraizada em um trabalho a longo prazo dos nossos predecessores na acção familiar", antes de lembrar o compromisso de vários pioneiros e comunicou a sua alegria porque "a FAAF cresceu atingindo sua maturidade: um verdadeiro presente de Deus!"
O secretário do Conselho Pontifício para a Família, monsenhor Jean Laffitte, participou desta reunião para trazer uma mensagem de encorajamento aos participantes: "Desde sempre a Igreja se interessou pela família, o beato João Paulo II deu-nos uma herança maravilhosa sobre o tema da família. O nosso Papa, Bento XVI, continua contribuindo na sua encíclica Deus Caritas Est, um ponto importante sobre o Amor Divino, sobre eros e ágape. O Eros só se entende quando a união entre o corpo e o espírito esteja totalmente cumprida. Aqui está uma verdadeira maturidade do Eros, uma purificação. Eros e ágape não podem ser dissociados, isto é verdade no homem, porque misteriosamente é verdade para Deus. O matrimónio fundado no amor exclusivo e definitivo, aberto à transmissão da vida torna-se o ícone do relacionamento de Deus com seu povo, e vice-versa, a medida com a qual Deus ama torna-se a medida do amor humano " .
Monsenhor Laffitte concluiu: "Estou impressionado com as pessoas aqui presentes, que trabalham para que os casais que encontram possam concretamente inscrever seu amor humano no plano divino".

[Tradução Thácio Siqueira]
ROMA, segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org)

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